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Gloss Brazilian Portuguese Level 3, Iscola.cc

Iscola.cc

Valter – Professor Felipe, bom dia, obrigado pela a atenção, tá bem?

Professor Felipe – Bom dia Valter, muito obrigado pela…, pelo convite.

Valter – Isso, então conta pra nós. Que novidade é essa? Quer dizer, eu vou ser professor e aluno ao mesmo tempo?

Professor Felipe – É.. pode ser, depende do, do interesse. O Iscola.cc é uma plataforma de ensino colaborativo de conhecimento coletivo, onde qualquer pessoa pode acessar o site e dizer né, o que ela tem para ensinar ou o que ela gostaria de aprender.

Valter – Agora conta para nós, como é que surgiu aí essa…essa idéia? Criativa, acima de tudo.

Professor Felipe – Pois é, eu sou um dos iniciadores d'um projeto chamado Perestróica, numa escola e a gente vem notando que a educação vem…é como tudo né, no mundo, ultimamente, passando quase por uma revolução. Essa revolução ela tem três frentes: uma delas é a tecnologia obviamente, a tecnologia tá mudando tudo e fazendo tudo evoluir; a segunda que seria em termos de experiência, como é que as aulas e como que é que a escola pode ser mais divertida; e a terceira é a descentralização, ou seja, a noção de que os alunos e as pessoas que estão em sala de aula, ou num evento de troca de conhecimento, elas são muito importantes para a formação do conteúdo.

Na Perestróica, a gente trabalha muito forte a experiência, a descentralização ainda não tá tão forte, então a gente pensou: O que a gente poderia fazer que fosse uma contribuição, pra um avanço possível na educação ou, uma nova experiência em termos de educação, no Brasil e que fosse alinhado a tendência de descentralização. E o Iscola veio meio que pra fazer um teste nesse sentido, vê como é que qualquer um pode ensinar.

Valter – Quer dizer, a idéia então é no futuro não ter mais essa…esse tipo tradicional de escola? A idéia é agregar à esse tipo de escola com a modernidade ou simplesmente chegar até essa modernidade?

Professor Felipe – É bem possível né Valter, porque se a gente pensar bem é meio que nítido que a educação precisa e tem que se sintonizar com uma série de valores novos, completamente diferentes, que tão entrando em voga desde essa última revolução que a gente viveu, que é a revolução digital, e que a gente resume isso na chegada da internet, né? Então, é…eu acredito sim, mas a gente vai ver a cada vez mais experiências, buscando um método alternativo diferente e mais eu acho, que fluido. Tenho a sensação que no futuro a gente tenha várias escolas com propostas completamente diferente de ensino. Acho que a gente não vai apenas ter um padrão e todo mundo é… segue o mesmo.

Valter – Então como é que seria a organização desse sistema? Como é que seria também o processo de avaliação? Como é que eu venceria também as etapas? Como é que seria isso, professor Felipe?

Professor Felipe – Na verdade qualquer, digamos afirmação minha seria precipitada mas, existem alguns métodos que já tão sendo colocados em prática chamado currículo criativo. O currículo criativo pega todas as definições do MEC, do que uma pessoa tem que aprender em cada ano, certo? Só que ao invés de dividir isso em disciplinas, ele divide termos. Então vamos supor assim, um aluno de quarto ano, no primeiro bimestre, eu vou fazer um tema. O tema é: “heróis e vilões” então, ao longo daquele bimestre, a criança vai tar imersa num universo de heróis e vilões, a sala de aula dela vai estar preparada, vai visitar um museu, aprendendo matemática ela pode aprender sobre uma…um herói que é muito rápido e que corre mais do que o tempo, aí já entram as noções de física, aí, eles podem decidir escrever um gibi e aí já vai entrar educação artística junto com português. Ou seja, através da experiência, essa criança vai passando ela vai retendo os conteúdos de uma maneira muito mais lúdica e divertida. No final do termo, a gente faz uma avaliação formal, como a gente faz hoje, uma comprovação de retenção de conteúdo, né? Então talvez, a gente mantenha por um tempo o sistema de avaliação que a gente tem hoje mas o processo de adquirir o conhecimento até a avaliação seja completamente diferente.

Valter – Esse processo já está em andamento professor Felipe?

Professor Felipe – Acho que a gente ainda tá andando a passos lentos, no sentido disso se tornar a educação formal, porque obviamente a gente tem aí, séculos e séculos de história com esse sistema e de uma certa maneira, de um modelo mental de todas as pessoas quererem que seu filho esteja no ano certo e passe de ano. Então eu acho que esse movimento de formalização desses sistemas alternativos levam tempo mas, ele já está acontecendo e quais são as primeiras escolas que vão começar a comprar briga né, por que acho que a gente ainda tem um momento de comprar a briga, pra que essas metodologias, que hoje são alternativas, se tornem padrão e formal.

Valter – Muito obrigada, viu Filipe, pela atenção com a Rádio Nacional, nos trazendo essas informações.

Professor Felipe – Muito obrigado pelo o convite, Valter. Um bom dia a todos.

Iscola.cc

**Valter** – Professor Felipe, bom dia, obrigado pela a atenção, tá bem?

**Professor Felipe** – Bom dia Valter, muito obrigado pela…, pelo convite.

**Valter** – Isso, então conta pra nós. Que novidade é essa? Quer dizer, eu vou ser professor e aluno ao mesmo tempo?

**Professor Felipe** – É.. pode ser, depende do, do interesse. O Iscola.cc é uma plataforma de ensino colaborativo de conhecimento coletivo, onde qualquer pessoa pode acessar o site e dizer né, o que ela tem para ensinar ou o que ela gostaria de aprender.

**Valter** – Agora conta para nós, como é que surgiu aí essa…essa idéia? Criativa, acima de tudo.

**Professor Felipe** – Pois é, eu sou um dos iniciadores d'um projeto chamado Perestróica, numa escola e a gente vem notando que a educação vem…é como tudo né, no mundo, ultimamente, passando quase por uma revolução. Essa revolução ela tem três frentes: uma delas é a tecnologia obviamente, a tecnologia tá mudando tudo e fazendo tudo evoluir; a segunda que seria em termos de experiência, como é que as aulas e como que é que a escola pode ser mais divertida; e a terceira é a descentralização, ou seja, a noção de que os alunos e as pessoas que estão em sala de aula, ou num evento de troca de conhecimento, elas são muito importantes para a formação do conteúdo.

Na Perestróica, a gente trabalha muito forte a experiência, a descentralização ainda não tá tão forte, então a gente pensou: O que a gente poderia fazer que fosse uma contribuição, pra um avanço possível na educação ou, uma nova experiência em termos de educação, no Brasil e que fosse alinhado a tendência de descentralização. E o Iscola veio meio que pra fazer um teste nesse sentido, vê como é que qualquer um pode ensinar.

**Valter** – Quer dizer, a idéia então é no futuro não ter mais essa…esse tipo tradicional de escola? A idéia é agregar à esse tipo de escola com a modernidade ou simplesmente chegar até essa modernidade?

**Professor Felipe** – É bem possível né Valter, porque se a gente pensar bem é meio que nítido que a educação precisa e tem que se sintonizar com uma série de valores novos, completamente diferentes, que tão entrando em voga desde essa última revolução que a gente viveu, que é a revolução digital, e que a gente resume isso na chegada da internet, né? Então, é…eu acredito sim, mas a gente vai ver a cada vez mais experiências, buscando um método alternativo diferente e mais eu acho, que fluido. Tenho a sensação que no futuro a gente tenha várias escolas com propostas completamente diferente de ensino. Acho que a gente não vai apenas ter um padrão e todo mundo é… segue o mesmo.

**Valter** – Então como é que seria a organização desse sistema? Como é que seria também o processo de avaliação? Como é que eu venceria também as etapas? Como é que seria isso, professor Felipe?

**Professor Felipe** – Na verdade qualquer, digamos afirmação minha seria precipitada mas, existem alguns métodos que já tão sendo colocados em prática chamado currículo criativo. O currículo criativo pega todas as definições do MEC, do que uma pessoa tem que aprender em cada ano, certo? Só que ao invés de dividir isso em disciplinas, ele divide termos. Então vamos supor assim, um aluno de quarto ano, no primeiro bimestre, eu vou fazer um tema. O tema é: “heróis e vilões” então, ao longo daquele bimestre, a criança vai tar imersa num universo de heróis e vilões, a sala de aula dela vai estar preparada, vai visitar um museu, aprendendo matemática ela pode aprender sobre uma…um herói que é muito rápido e que corre mais do que o tempo, aí já entram as noções de física, aí, eles podem decidir escrever um gibi e aí já vai entrar educação artística junto com português. Ou seja, através da experiência, essa criança vai passando ela vai retendo os conteúdos de uma maneira muito mais lúdica e divertida. No final do termo, a gente faz uma avaliação formal, como a gente faz hoje, uma comprovação de retenção de conteúdo, né? Então talvez, a gente mantenha por um tempo o sistema de avaliação que a gente tem hoje mas o processo de adquirir o conhecimento até a avaliação seja completamente diferente.

**Valter** – Esse processo já está em andamento professor Felipe?

**Professor Felipe** – Acho que a gente ainda tá andando a passos lentos, no sentido disso se tornar a educação formal, porque obviamente a gente tem aí, séculos e séculos de história com esse sistema e de uma certa maneira, de um modelo mental de todas as pessoas quererem que seu filho esteja no ano certo e passe de ano. Então eu acho que esse movimento de formalização desses sistemas alternativos levam tempo mas, ele já está acontecendo e quais são as primeiras escolas que vão começar a comprar briga né, por que acho que a gente ainda tem um momento de comprar a briga, pra que essas metodologias, que hoje são alternativas, se tornem padrão e formal.

**Valter** – Muito obrigada, viu Filipe, pela atenção com a Rádio Nacional, nos trazendo essas informações.

**Professor Felipe** – Muito obrigado pelo o convite, Valter. Um bom dia a todos.