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Porta Dos Fundos 2021, O que eu quero, Judite? | FUTURO EX-PORTA ep. 02

O que eu quero, Judite? | FUTURO EX-PORTA ep. 02

[música tocando]

Meu Deus. Gente, estou apavorada. [ri]

Eu disfarço muito bem, mas aqui dentro é assim...

[som da mente fervilhando]

-Licença. Olá. -Oi!

Tudo bom?

Parece programa do Sérgio Mallandro.

-Hello! -[Catharina] Olha só.

[Macla] Oi.

Estou até agora achando que é pegadinha

e vão dizer: "Brincadeira, você não foi selecionado." -Tudo bom? Prazer, Naice. -[Macla] Prazer.

Eu nem lembrava mais como é o calor de um abraço humano.

Eu fiquei nervosa!

-Vocês são de onde? -Sou de Porto Alegre.

Bonjour, meus amigos!

[Catharina] Meu Deus do Céu!

Eu vou falar só para você e para o mundo que está assistindo este negócio.

Ele é um gostoso.

Bom dia, boa tarde, boa noite! Estão felizes?

Bastante.

Vim perguntar uma coisa muito importante.

Vocês têm religião?

[todos] Não.

Graças a Deus.

[risos]

[música tocando]

-Oi, tudo bem? -[Dan rindo]

-Bem. -Que massa.

-Sou a Julia. -Dan.

Cara, é...

É surreal estar aqui. É surreal mesmo.

Será que vou ver a galera do Porta?

Será que vou ver uma pessoa? Será que não vou ver ninguém?

Aí você pensa: "É pegadinha?" -Viu aí? -Não, eu não vi nada!

-[Fábio] Vou falar com eles! -[Julia] Ai!

Graças a Deus.

Pelo amor de Deus. Vocês são do reality?

Senta, preciso falar com vocês. Vou falar com eles!

Isto tudo é mentira, tá?

Não é de verdade, isto é uma experiência.

Vocês são cobaias, hamsters.

Acham mesmo que o Porta dos Fundos

precisava fazer reality para conseguir ator?

Eles querem pegar pessoas para levar para uma colônia na Lua.

Simpáticos, tudo, mas olha, isso não se cria no Porta não.

Não têm sustância para aguentar um tranco de Porta.

O primeiro coquetel Molotov destrói essa gente cringe.

É cringe que fala?

[música tocando]

-Gente. Caralho! -Prazer, sou Rafael.

-Oi, tudo bom? Luiz. -Prazer, Rafael.

Nossa Senhora. Foi muito doido chegar aqui e encontrar pessoas, abraçar pessoas.

Quero saber quem é, o que essa pessoa faz, o que trouxe ela aqui também.

-[batida] -Porra!

Que porra é essa? Tu tá com droga?

Mesquita, faz a geral na mala do genérico de Gregório Duvivier aí.

[música tocando]

[Priscila rindo]

Acho que eu vou entrar

e já vai ter alguém filmando minha reação, né?

Quase fiquei pensando: "Que reação que vou fazer?" Soube da inscrição pois estava na internet e vi que ia ter o reality show.

Eu vi que era para poder trabalhar no Multishow depois,

e aí eu me interessei muito.

Essa porta?

[batida na porta]

[música tocando]

[Thais gritando] Já vai, caralho! Já vai! Está com pressa, enfia esse reality no cu!

É esse menino aqui.

Quem é essa gente toda aqui? Quem são vocês?

Sai, piroca. Essa piroca é arisca, não mexe com ela.

Passava uma piroca. Eu:

"Tá, tudo bem." Muito provavelmente, um de vocês vai ganhar,

porque eu estou torcendo para um de vocês três.

Isto aqui é uma energia forte. Vamos botar as mãos aqui.

-[gritando] Não toquem em Deus! -[gritos]

[Catharina] Desculpe!

Nem precisa agradecer, como já criei tudo,

já criei até, inclusive, seu agradecimento.

Já sabia, antes de começar, que estavam me agradecendo.

Faço stand-up.

-Sobre nesta merda. -Pode subir.

[rindo] É para fazer mesmo?

Não, é para fazer a porra de um pudim na airfryer, filho da puta.

Eu ia pro meu centro de macumba.

Com licença, viu.

Desculpa aí, irmão. Pode até sentar e ficar à vontade.

Estou confortável agora.

Agora pode sentar, não quero mais stand-up.

Eita, Peçanha! Olha o que a gente achou aqui!

Olha aí, ó!

Olha só, era do bom este aqui, hein!

O que achamos nos participantes? Achei uma trouxa de...

Você que achou. Uma trouxa de...

-Maconha.

-Maconha.

Para quê?

Um reality para sermos o Futuro Ex-Porta.

É o quê? É drama?

-Os dramas da vida. -Vários dramas.

Mas com humor.

Sabe que eu não tenho um útero, né? É um drama.

Queria ouvir uma piada, que eu não tenho útero.

Conta alguma coisa para quem não tem útero. Como é que é?

-É... -É...

Pedi para contar uma piada, não contou bem.

Achei a roupa ruim e a mala vagabunda.

Eu acho bom eliminar os dois e botar um Ary Toledo.

O Gregório de soja aqui, o que tem para me dizer?

Eu vim aqui para participar de um programa. É um reality.

Se não sabe, Mesquita, isso aí é inglês. Significa "programa de talentos". Qual teu talento, irmão?

-[Tabet] Tá rindo de quê? -Desculpa!

Levanta. Bota ele para carregar alguma coisa, Peçanha.

[Tabet] Resistir é pior.

[Rafael] Não fiz nada.

Leva ele para o camarim.

Para o camarim.

Vocês dois vêm comigo. Vamos embora.

Já tem mais gente aqui.

[burburinho]

Eu sabia!

Eu sabia!

-Oi, sou o Pimenta. -Prazer.

Ele está algemado! Pode ser uma algema com aquele negócio de alavanca.

[Julia] E aí, oi!

E esta chave aqui?

[todos animados]

[Julia] Tudo bem?

Nunca abri uma algema. Senta um pouco que vai demorar.

[Luiz] Quer ajuda aí?

[todos animados]

[Priscila] Olha só. Acho que é todo mundo.

[Rafael] E aí?

Achei que eu só ia achar gente boa e você veio.

Vamos fazer aquela roda de Big Brother.

-[risos] -[Macla] A gente se apresenta.

[todos falando ao mesmo tempo]

[bipe]

[Totoro] Turminha, todo mundo no estúdio principal!

Vai começar a humilha... Quer dizer, o show!

Acho que vai ter um monte de prova.

Estou doida para ver se eles vão estar com a gente.

Mas eu já imaginei que, talvez, a gente tenha que fazer improvisos.

Acho que vai ter zoação com a nossa cara.

Gente, quero viver esta experiência intensamente.

E, acima de tudo, não quero me atrapalhar.

A gente está aqui competindo com a gente mesmo.

Porque se eu entrar aqui todo errado, vou me sabotar e me eliminar.

Conseguir fazer as coisas que acredito que posso fazer,

que tenho capacidade para fazer e me sinto pronta para fazer.

[música tocando]

[música tocando]

[reclamando]

-Está tenso? -Não.

Não pode demonstrar, já, ódio.

[risos]

Espera olhar para a pessoa.

-[Porchat] Não pode. -[João rindo] Muito bom.

Bem-vindos.

Era tudo brincadeira.

-[Porchat rindo] -[Dan] Tudo bem, gente?

Que maravilhoso.

[Bruna] Catharina, fala o que queria.

Quero pegar o João Não, estou brincando. [ri]

E aí?

Como é que vocês estão?

-Como está? Dan, né? -Dan.

[Porchat] Se liga no cumprimento. Pera aí, eu esqueci.

-Bruna, né? -Isso.

-Amei seu vídeo. -Obrigada.

-[Rodrigo] Sou muito a fim de você. -[Porchat ri]

É estar ao lado de pessoas que admiro enquanto artistas,

enquanto atores, enquanto roteiristas, enquanto diretores.

É gente que eu só vejo no YouTube, na internet.

E eu estou perto, aqui, agora. Sei lá, é tão...

[solta ar pela boca]

Vocês ficaram confinados. Ver gente dá um alívio, né?

[participantes suspiram]

Vocês não se viram entre si também?

Não, não vi ninguém.

Confesso que estou na dúvida. Sou ruim de memória.

Quem que você chamou de "Gregório de soja"? É o...

-[risos] -Nada a ver.

Porque o Pedro, o Rafael e o Dan são... Isso aqui é meio a mesma pessoa, né?

Se juntar o Gregório, e juntar os três, é um DCE.

-[Gregório] Estou achando... -Se botar um [inaudível].

[risos]

Estou achando, pelo casting masculino, que vou ser demitido.

[risos]

Quando tu está querendo te colocar no lugar...

sei lá, pela tua singularidade,

pelo que tu pode contribuir, ser chamado de "Gregório de soja" é tipo... "Conseguimos aqui um substituto para os momentos merda do Gregório." Para vermos como vocês são originais, nada melhor do que copiar.

Então, agora a gente vai ter a primeira prova,

que vai servir para entrarem no clima aqui do Porta dos Fundos.

Vocês vão assistir a dois vídeos, que até imagino que já tenham visto.

Prestem atenção, lembrem dos detalhes, peguem os jeitos,

porque vai vir prova por aí. Vambora.

Oi, boa noite, tudo bem? Tudo ótimo.

Não quero ouvir, não tem. Não me interessa.

Não me interessa.

Ouve, Judite. Judite, é você de novo, sua puta?

Eu estou te caçando há sete mulheres, caralho.

O que que você quer?

O que eu quero, Mário Alberto?

O que eu quero é foder, Mário Alberto.

Agora, não quero foder só com você.

Quero foder com seu chefe, com meu personal trainer.

É isso que quero, Mário Alberto.

[aplausos]

É hora de vocês criarem a versão de vocês pros vídeos.

O João está aqui com o sorteio.

Cada um de vocês vai ter 30 segundos para criar a cena.

Ou Judite, ou Mário Alberto.

Não é para copiar e falar o mesmo texto, não é isso.

Vocês têm que ser muito originais,

como se a participação de vocês no reality dependesse disso.

Pensem assim.

Na bolinha tem um número, que vai ser a ordem que vocês vão se apresentar.

Quem é Judite levanta a bolinha azul.

Quem é Mário Alberto levanta a bolinha.

Pra gente ver. Preparados?

[risos]

[Bruna] Meu Deus!

[burburinho]

[Macla] É 36.

[Catharina] Se troca aqui?

Começou a humilhação.

[música tocando]

E é aqui que a magia acontece.

Este é o set do Sobre a mesa, mais conhecido como "a casa do Veras". Foi na casa do Veras que gravaram isso aqui, não foi?

Foi na casa do Veras que filmamos o Sobre a mesa.

Vocês gostavam do vídeo desde o início, Greg e João?

Eu odiava a primeira vez que eu vi.

Mas sou esse Midas, né.

Eu me lembro de ligar para o Ian e falar:

"Esse vídeo é um horror, uma grosseria, é um negócio." Fiquei pasmo.

É machismo estrutural, o esquerdomacho, né.

É, eu acho que tem muita coisa por aí.

Até porque hoje, eu olho o vídeo e amo o vídeo.

Eu estava falando. É uma cena dramática, tragicômica.

[burburinho]

[Pedro] É calça por cima.

[Macla] Experimenta.

[Rodrigo] Não posso trocar em qualquer lugar.

[Julia] O problema é o texto.

-O problema é o texto que a gente não... -São os ídolos, entendeu?

[burburinho]

[música tocando]

Então, entra, Dan. Vem para cá.

[música tocando]

[Porchat] Dan, Dan... Venha para cá.

Que bom que ele não veio de peruca loura. Eu estava...

Eu já fiquei decepcionado.

Pode sentar no seu lugarzinho, Dan.

Gregório, é bom ou ruim ser um homem fazendo esse papel?

É ruim, eu não queria estar no lugar dele, não.

Porque eu adoro a interpretação da Júlia.

É muito boa, é muito focada em ser uma mulher falando aquilo.

Acho que vai ser muito... Quero muito ver como é que ele vai fazer.

Obviamente, que você está no cenário e está faltando alguma coisa, é claro.

O seu Mário Alberto.

A gente, por acaso, tem o Mário Alberto presente.

Vamos botar ele na cena? Mário Alberto, vem para cá.

-[João cantando] Mário Alberto... -[Gregório rindo]

Surpreenda-me, Odete.

[Porchat] Olha aqui, eu vou dar o OK para você.

Quando der 30 segundos, eu dou a famosa buzinada de navio

para você saber que deu a cena.

Vai câmera, vai som. Ação.

É, Odete, o que que você quer?

O que eu quero, Mário Alberto?

[rindo]

Eu quero foder.

Perceba que eu não falei "fazer amor", "nheco-nheco", "furunfar". Eu quero foder.

Quero levantar daqui já de costas

e que forme uma longa fila para eu ir dando meu cu

para quem eu encontrar.

Para o faxineiro, para o cara do Uber,

para o Tarantino, para espirrar sangue.

É isso que eu quero, Mário Alberto.

[buzina]

-Que susto. -Precisava tão alto?

-[Porchat rindo] Verdade, é alto. -Caralho.

Dan, obrigado. Pode ir.

A sensação é de que eu poderia ter ido melhor.

Sempre vem essa sensação, mas fui o que eu podia ter sido,

então para as próximas, vou trabalhar mais essa questão.

O que eu quero, Mário Alberto?

É, Odete. O que que você quer?

Eu quero que o raio da circunferência da minha boceta seja tão grande,

que o Kid Bengala vai ficar sem graça de abaixar as calças na minha frente.

Eu quero ficar tão arrombada que o Gregório, o menorzinho,

vai conseguir entrar todinho dentro da minha boceta

e vai ficar feliz, porque vai encontrar o Totoro esticando um baseado para ele.

Quero que a Flordelis me chame de filha só para ter uma suruba em família.

Quero levar tanta mamadas nas tetas

que meus peitos vão desmilinguir até o meu joelho,

pingando baba de macho

e ainda vou poder enrolar em volta do pescoço

e usar como cachecol no inverno do Rio, que é ameno, né?

Quero levar tanta socada de piroca no cu, que vai ficar igual a uma couve-flor.

Eu quero chupar tanta piroca, que vou ficar com cacoete no meu pescoço

e vou andar por aí igual a um pombo pela Tijuca.

É isso que eu quero, Mário Alberto.

Eu tinha programado um texto e falei: "Isso aqui vai dar 30 segundos." Até a quarta piada. De repente, terminei essa piada e tinha tempo ainda.

Acho que eu...

Estou a fim da Julia.

Reality acho que tem isso, né?

Sabe o que eu quero, Mário Alberto?

Eu quero pau, eu quero pica, eu quero rola.

Eu não estou falando de pênis, eu estou falando de pau, de pica, de rola.

Aqui ó, no meu nariz, penetrando, batendo.

Quero um canavial de rola para ficar chupando assim.

Incontrolável, para descer aqui na garganta, esôfago, pulmão.

Eu vou ter uma overdose de rola.

Quero rola grossa, cabeçuda, entendeu?

Quero andar na rua toda fodida, arrombada.

Quero que olhem para mim e falem: "Quem é essa descatembada?" E vou dizer: "Sou eu, a puta que não mija." -Toda suja de Hipoglós, assada, fodida. -[risos]

Gostei que o Tabet segurou um risinho.

Eu fiquei orgulhosa, né? Falei: "Ah, que legal." Queria que você chupasse uma rola gostosa.

Queria que você gostasse disso para a gente fazer um ménage.

Queria dar minha boceta a noite inteira, e o cu,

para dois perus que entrassem e saíssem.

Quero dar minha xoxota para o porteiro.

Quero dar para o casal do 702.

Quero chegar na ginecologista com a boceta igual à Ladybug, com candidíase.

Ela me passar um fluconazol por 30 dias e falar que não posso transar

e vou transar assim mesmo.

Seu pau vai ficar igual ao Papai Noel de tanto fluconazol, Mário Alberto.

Eu tinha coisas que eu tinha pensado que eu gostaria de falar,

eu não consegui falar tudo,

eu esqueci, tipo, a piada mais legal do mundo.

Eu esqueci.

O que eu quero, Mário Alberto?

Primeiro quero ser chupada.

E não pelo buraquinho do mijo, quero ser chupada pelo clitóris.

Sabe o que é clitóris?

Parece o E.T. do Steven Spielberg. Sabe? Procura no Google.

Depois, eu quero ser penetrada, e não é só por você, não.

Quero ser penetrada pelo João Vicente, pelo Gregório Duvivier,

quero ser penetrada pelo Caetano Veloso, pela Luana Piovani,

pelo Pedro Scooby e toda a lista de contato do Léo Dias.

Aí, depois que eu gozar,

quero ficar que nem a mulher vitruviana,

uma estrela do mar, assim na cama.

Quero fumar um beck

e ver uma coisa bem idiota, do tipo TikTok do Renan Bolsonaro.

Comecei a gesticular com os talheres e já vi que estava tremendo.

Minha mente já foi: "Estou tremendo, estou nervosa." "Eles estão vendo, então agora tenho que provar que eu não estou nervosa." E já dei aquele texto tentando...

Então assim, eu saí bem decepcionada comigo.

Chegou o momento de ressuscitar a Judite. Trazer ela de volta.

Como este aparelhinho pode infernizar a nossa vida.

Vamos trazer para cá o primeiro competidor,

Rodrigo Naice! Vem para cá.

Hello!

Olha que beleza. [rindo] Eu adorei. A peruquinha não está...

É o filho da Mística com o Zacarias.

[risos]

Pode pegar o celular ali em cima. Eu falo "ação" para você. -[risos] -Não é velho?

A Mística e o Zacarias tiveram um filho.

[Tabet rindo] Zacarias.

-Para o Kibe, ganhou o reality. -[Porchat rindo]

Essa piada foi...

Se ele ficar de azul até o final, acha que ele tem mais chance?

Olha, puta que pariu...

Muito bem.

"Ação" e vai ou "Ação" espera e vai? -"Ação" e quando se sentir melhor. -[Rodrigo] Está bem.

Alô? Eu queria cancelar meu plano com vocês.

Isso, cancelar.

Sabe o cadastro que tenho aí com vocês?

Queria não tê-lo mais.

Não, não me transfere. Filho da puta. Oi?

Me transfere para a Judite que meu problema é com ela.

[gritando] Transfere logo, porra!

Judite, cancela essa porra. Se você não cancelar essa porra,

vou enfiar meu punho no teu cu

e vamos fazer teatrinho de fantoche dos Smurfs,

-no reino do telemarketing! -[buzina]

Não sei o que está acontecendo ainda.

O nervosismo de estar na frente da galera é muito grande.

Os 30 segundos duram 12 milésimos

e a gente só sai falando merda pela boca, e é isso.

[bravo] Não me transfere, Judite!

Alô? Oi.

Quem está falando?

Kellen?

Kellen, bonito nome, Kellen. Parabéns.

Kellen, você trabalha com a Judite?

Bom, legal.

Então diz para ela que ela é uma rampeira, tá?

Que é uma rapariga do mato.

Torço que a tripa dela estoure e que cague sangue a vida toda, tá?

Isso, é, vá se foder, seu aborto.

Eu gosto de usar palavras educadas: "por favor", "obrigado". Acho que teria me dado melhor se tivesse sido mais educado

com a Judite ou com a Kellen.

Sua arrombada do caralho, cancela esse plano, ou vou cancelar sua vida.

Vou entrar na sua casa e vou foder você, sua família, teu pai.

Você vai olhar para mim e vai falar: "O quê? Júlia Rabello?" E vou falar que você é um atraso, é a mistura do mal com o atraso.

Judite, presta atenção no que vou te falar.

Eu estava bem até agora.

Estou há 15 dias presa em um hotel.

Estou aqui azul.

Pareço a Tristeza, mas não está me reconhecendo porque estou sem óculos.

Poderia ter ido muito melhor,

mas o foda dessa cena é que vão me comparar com o Porchat.

O Porchat está aqui. Eu ainda estou aqui.

Alô, Judite?

Valéria?

Não me transfere, não.

Judite, sua puta!

Aceita esta chamada de vídeo que quero ver essa sua carinha safada.

Vou te marcar em tudo que é Instagram, em todos os posts de sorteio.

Ju, a gente tem tanto em comum.

Quer ver? Fala uma cor, vai.

Um, dois, três... azul.

Não é sobre encher de ideias, mas é sobre fazer com qualidade.

Achei que eu pus muita ideia.

Eu falei: "Podia ter aproveitado alguns momentos..." Não, não transfere! Me transferiu de novo, olha...

Tudo bom, meu anjo?

Eu estou na prova, né? Tô, tô. Bacana.

Como é que se chama, querida?

Judite também? Nem fodendo.

Acabei de falar com Judite, conheço a voz daquela puta,

que eu estou há 30 anos tentando cancelar essa caralha aqui.

Não é você... Agora é isso aí?

Ficam fazendo reunião para todo mundo curtir com a minha cara?

Vai transferir de novo,

quero falar com a meretriz que vai falar comigo agora.

Quem é a próxima puta que tá falando, que vou nesse cabaré de...

Benção, mãe! Tudo bom?

Poderia ter ido por esse caminho, poderia ter feito isso aqui,

poderia ter feito aquilo outro.

Sei que vou me cobrar muito até a próxima prova.

Até a próxima vez, a gente se reencontrar aqui, vou ficar me cobrando para caramba.

Vocês acharam que a apresentação de vocês foi boa?

Não.

[rindo] Não acharam?

Não, na real, eu estou batendo um pouquinho na minha cabeça.

Alguém quer pedir desculpas?

[risos]

Foi bom para a gente conhecer vocês.

Foi bom para lavar a alma e dizer que essa prova não é eliminatória.

-[todos aliviados] -Graças a Deus.

Agora, vamos falar um pouco primeiro dos Mários Albertos.

Eu fiquei muito surpreso. Gostei.

Achei a performance das Odetes aqui... Achei bastante boas, de verdade.

Eu esperava menos, inclusive.

[Porchat] Esperava menos? Mário Alberto, quer falar algo?

Cara, posso falar dos dois no mesmo comentário.

Acho que tem uma coisa muito difícil em falar palavrão em geral.

Falar palavrão pode ficar chulo ou engraçado.

Ou, você só botar uma palavra atrás da outra

ou você construir uma coisinha ali do sentido do palavrão.

Acho que umas pessoas fizeram isso bem

e outras pessoas só falaram "essa merda", "essa boceta", "essa caralha","pau no teu cu". Muito engraçado que "pau no teu cu" teve muito. [ri]

-Ah, mas é gostoso... quê? -[risos]

Tem uma coisa que ficou muito claro vendo e foi muito interessante ver, que é:

o genérico, em geral, é menos engraçado que o específico.

Chamar de "puta", "pau no teu cu" não é tão legal quanto exemplos específicos, tipo, "tomar fluconazol" é uma coisa que dá uma propriedade... Ou coisas imagéticas, tipo o pombo tendo que chupar o pau de coisa...

Não viram genéricas, não caem no buraco do palavrão genérico.

Foi algo: caraca, nunca tinha... que imagem surpreendente.

O grupo Judite foi um grupo mais prejudicado, eu achei,

no sentido, entre eles mesmos.

Achei que as piadas não foram tão porrada.

Achei que havia mais possibilidades ali, até mesmo de subverter.

Em algum momento, não lembro quem falou da videochamada.

Você. Por que não fazer a videochamada?

E por que não subverter falando: "Estou na tua casa, Judite. O quarto do teu marido. O quarto da tua filha e ela tá refém." Teve esse lugar de pouca criatividade, eu achei, do time Judite

para fazer acontecer e sair alguma coisa muito engraçada.

Pergunto para vocês,

deu para conhecer um pouquinho de cada um deles?

-Já deu para entender? Não? -Acho que não.

Tem gente que ainda pode surpreender?

Acho que teve gente que foi mais... se sentiu melhor, mais à vontade.

Mesmo que nervoso, mas mais à vontade.

-Mas não deu para conhecer nada. -[Porchat] Nada?

Teve uma que achou muito ruim?

-Não.

Eu vejo seres humanos bonitos. -[risos]

A partir da semana que vem, as provas começam valendo.

E não tem essa brincadeira de era tudo um grande game.

Mas a pessoa que fez melhor vai ganhar uma vantagem pra semana que vem.

Na semana que vem, quando apresentarmos a prova, diremos qual é a vantagem.

Mas quem vai dizer quem teve a vantagem não somos nós.

Assistindo aqui não estava só a gente.

Tem sempre um convidado de fora. Esta semana foi minha avó.

Minha avó assistiu,

e vamos ver quem ganhou a vantagem para a semana que vem.

Oi, Fa. O que é que aconteceu com você?

Caiu em um buraco? Sumiu? Desapareceu?

Nunca mais veio visitar a velhinha.

Estou com saudades, né!

De saber de você, o que é que você está fazendo, né!

Só vejo você nos esquetes...

Está bom, vó! Tá, vai, fala vó!

[vó do Porchat] Precisa aparecer para me ver. Estou com saudades.

Vou votar em uma que parece muito com a minha professora de yoga,

tá bom?

Eu vou votar na Julia Guerra.

-Tá? -Obrigada.

Vamos ver se ela consegue alçar à fama.

Linda!

Obrigado, vó! Olha aí, já conquistou o coração de minha vó.

Senhora vó do Porchat, obrigada, obrigada, obrigada.

Qualquer hora a gente marca um encontro,

vou à casa da senhora e mostro os movimentos de yoga que eu sei fazer,

apesar de não ser sua professora, parecer com ela, sei fazer yoga.

Julia se apresentou muito bem e fez piadas que tiraram risadas do júri.

A performance do pombo foi bastante...

O pombo foi uma marca registrada.

Que bom.

Ela faz um pombo muito bem. Tem ritmo.

-Obrigada, estudei muito para isso. -[risos]

Minha gente, bem-vindos ao Futuro Ex-Porta.

Boa sorte a todos vocês. Julia, parabéns.

-Obrigada.

-[Porchat] Ganhou a vovó.

Amei sua avó.

E semana que vem, aí sim um de vocês será eliminado!

-[Julia] Ai. -[risos]

Eu fiz um efeito especial. Você achou que não? Não imprimiu?

Mas hoje não será dia só de rir. Será também dia de chorar.

Senti que todo mundo se cagou nas calças.

Agora começou.

Tira tudo que não for necessário.

Não precisa entregar todo ouro de cara.

E arrumar um final matador.

Luz.

Câmera. Ação.

O que está acontecendo aqui?

-Pode? -Vai.

[buzina]

[Julia] Calma, galera!

Qual foi, mano?

Estou procurando outra foto minha no cenário e não tem.

Todo mundo tem três ou quatro e eu só tenho uma.

A gente não tem moral na empresa, meu irmão.

Olha a quantidade de grana para fazer um programa.

Atari Retro, uns bagulhos que nem sei para que serve.

Fui pedir um aumento e não tem caixa.

Olha, vou te falar. Eu não aguento isso não.

Vou resolver essa porra agora.

-Vai fazer o quê? -Bota esse negócio aí.

[imitando o Porchat] Atenção, é o Fabio Porchat.

Por que não tem foto do Nabote?

E aumenta o salário do Bené, todo mundo aumenta o salário do Bené.

Aqui é o Fabio Porchat.

Ficou bom.

Agora o pessoal muda...

-O que é isso aqui? -Reality.

Tem um cara ali. É o tempo inteiro filmando a gente.

Acabei de zoar o chefe, Bené.

A gente já sabia!

-Desliga essa porra. -Por favor.

Ele vai ser pai, galera.

[música tocando]


O que eu quero, Judite? | FUTURO EX-PORTA ep. 02 What do I want, Judite? | FUTURE EX-PORTA ep. 02

[música tocando] Bonjour, my dear friends.

Meu Deus. Hello. Gente, estou apavorada. [ri]

Eu disfarço muito bem, mas aqui dentro é assim...

[som da mente fervilhando]

-Licença. Olá. -Oi!

Tudo bom?

Parece programa do Sérgio Mallandro.

-Hello! -[Catharina] Olha só.

[Macla] Oi.

Estou até agora achando que é pegadinha

e vão dizer: "Brincadeira, você não foi selecionado." -Tudo bom? Prazer, Naice. -[Macla] Prazer.

Eu nem lembrava mais como é o calor de um abraço humano.

Eu fiquei nervosa!

-Vocês são de onde? -Sou de Porto Alegre.

Bonjour, meus amigos!

[Catharina] Meu Deus do Céu!

Eu vou falar só para você e para o mundo que está assistindo este negócio.

Ele é um gostoso.

Bom dia, boa tarde, boa noite! Estão felizes?

Bastante.

Vim perguntar uma coisa muito importante.

Vocês têm religião?

[todos] Não.

Graças a Deus.

[risos]

[música tocando]

-Oi, tudo bem? -[Dan rindo]

-Bem. -Que massa.

-Sou a Julia. -Dan.

Cara, é...

É surreal estar aqui. É surreal mesmo.

Será que vou ver a galera do Porta?

Será que vou ver uma pessoa? Será que não vou ver ninguém?

Aí você pensa: "É pegadinha?" -Viu aí? -Não, eu não vi nada!

-[Fábio] Vou falar com eles! -[Julia] Ai!

Graças a Deus.

Pelo amor de Deus. Vocês são do reality?

Senta, preciso falar com vocês. Vou falar com eles!

Isto tudo é mentira, tá?

Não é de verdade, isto é uma experiência.

Vocês são cobaias, hamsters.

Acham mesmo que o Porta dos Fundos

precisava fazer reality para conseguir ator?

Eles querem pegar pessoas para levar para uma colônia na Lua.

Simpáticos, tudo, mas olha, isso não se cria no Porta não.

Não têm sustância para aguentar um tranco de Porta.

O primeiro coquetel Molotov destrói essa gente cringe.

É cringe que fala?

[música tocando]

-Gente. Caralho! -Prazer, sou Rafael.

-Oi, tudo bom? Luiz. -Prazer, Rafael.

Nossa Senhora. Foi muito doido chegar aqui e encontrar pessoas, abraçar pessoas.

Quero saber quem é, o que essa pessoa faz, o que trouxe ela aqui também.

-[batida] -Porra!

Que porra é essa? Tu tá com droga?

Mesquita, faz a geral na mala do genérico de Gregório Duvivier aí.

[música tocando]

[Priscila rindo]

Acho que eu vou entrar

e já vai ter alguém filmando minha reação, né?

Quase fiquei pensando: "Que reação que vou fazer?" Soube da inscrição pois estava na internet e vi que ia ter o reality show.

Eu vi que era para poder trabalhar no Multishow depois,

e aí eu me interessei muito.

Essa porta?

[batida na porta]

[música tocando]

[Thais gritando] Já vai, caralho! Já vai! Está com pressa, enfia esse reality no cu!

É esse menino aqui.

Quem é essa gente toda aqui? Quem são vocês?

Sai, piroca. Essa piroca é arisca, não mexe com ela.

Passava uma piroca. Eu:

"Tá, tudo bem." Muito provavelmente, um de vocês vai ganhar,

porque eu estou torcendo para um de vocês três.

Isto aqui é uma energia forte. Vamos botar as mãos aqui.

-[gritando] Não toquem em Deus! -[gritos]

[Catharina] Desculpe!

Nem precisa agradecer, como já criei tudo,

já criei até, inclusive, seu agradecimento.

Já sabia, antes de começar, que estavam me agradecendo.

Faço stand-up.

-Sobre nesta merda. -Pode subir.

[rindo] É para fazer mesmo?

Não, é para fazer a porra de um pudim na airfryer, filho da puta.

Eu ia pro meu centro de macumba.

Com licença, viu.

Desculpa aí, irmão. Pode até sentar e ficar à vontade.

Estou confortável agora.

Agora pode sentar, não quero mais stand-up.

Eita, Peçanha! Olha o que a gente achou aqui!

Olha aí, ó!

Olha só, era do bom este aqui, hein!

O que achamos nos participantes? Achei uma trouxa de...

Você que achou. Uma trouxa de...

-Maconha.

-Maconha.

Para quê?

Um reality para sermos o Futuro Ex-Porta.

É o quê? É drama?

-Os dramas da vida. -Vários dramas.

Mas com humor.

Sabe que eu não tenho um útero, né? É um drama.

Queria ouvir uma piada, que eu não tenho útero.

Conta alguma coisa para quem não tem útero. Como é que é?

-É... -É...

Pedi para contar uma piada, não contou bem.

Achei a roupa ruim e a mala vagabunda.

Eu acho bom eliminar os dois e botar um Ary Toledo.

O Gregório de soja aqui, o que tem para me dizer?

Eu vim aqui para participar de um programa. É um reality.

Se não sabe, Mesquita, isso aí é inglês. Significa "programa de talentos". Qual teu talento, irmão?

-[Tabet] Tá rindo de quê? -Desculpa!

Levanta. Bota ele para carregar alguma coisa, Peçanha.

[Tabet] Resistir é pior.

[Rafael] Não fiz nada.

Leva ele para o camarim.

Para o camarim.

Vocês dois vêm comigo. Vamos embora.

Já tem mais gente aqui.

[burburinho]

Eu sabia!

Eu sabia!

-Oi, sou o Pimenta. -Prazer.

Ele está algemado! Pode ser uma algema com aquele negócio de alavanca.

[Julia] E aí, oi!

E esta chave aqui?

[todos animados]

[Julia] Tudo bem?

Nunca abri uma algema. Senta um pouco que vai demorar.

[Luiz] Quer ajuda aí?

[todos animados]

[Priscila] Olha só. Acho que é todo mundo.

[Rafael] E aí?

Achei que eu só ia achar gente boa e você veio.

Vamos fazer aquela roda de Big Brother.

-[risos] -[Macla] A gente se apresenta.

[todos falando ao mesmo tempo]

[bipe]

[Totoro] Turminha, todo mundo no estúdio principal!

Vai começar a humilha... Quer dizer, o show!

Acho que vai ter um monte de prova.

Estou doida para ver se eles vão estar com a gente.

Mas eu já imaginei que, talvez, a gente tenha que fazer improvisos.

Acho que vai ter zoação com a nossa cara.

Gente, quero viver esta experiência intensamente.

E, acima de tudo, não quero me atrapalhar.

A gente está aqui competindo com a gente mesmo.

Porque se eu entrar aqui todo errado, vou me sabotar e me eliminar.

Conseguir fazer as coisas que acredito que posso fazer,

que tenho capacidade para fazer e me sinto pronta para fazer.

[música tocando]

[música tocando]

[reclamando]

-Está tenso? -Não.

Não pode demonstrar, já, ódio.

[risos]

Espera olhar para a pessoa.

-[Porchat] Não pode. -[João rindo] Muito bom.

Bem-vindos.

Era tudo brincadeira.

-[Porchat rindo] -[Dan] Tudo bem, gente?

Que maravilhoso.

[Bruna] Catharina, fala o que queria.

Quero pegar o João Não, estou brincando. [ri]

E aí?

Como é que vocês estão?

-Como está? Dan, né? -Dan.

[Porchat] Se liga no cumprimento. Pera aí, eu esqueci.

-Bruna, né? -Isso.

-Amei seu vídeo. -Obrigada.

-[Rodrigo] Sou muito a fim de você. -[Porchat ri]

É estar ao lado de pessoas que admiro enquanto artistas,

enquanto atores, enquanto roteiristas, enquanto diretores.

É gente que eu só vejo no YouTube, na internet.

E eu estou perto, aqui, agora. Sei lá, é tão...

[solta ar pela boca]

Vocês ficaram confinados. Ver gente dá um alívio, né?

[participantes suspiram]

Vocês não se viram entre si também?

Não, não vi ninguém.

Confesso que estou na dúvida. Sou ruim de memória.

Quem que você chamou de "Gregório de soja"? É o...

-[risos] -Nada a ver.

Porque o Pedro, o Rafael e o Dan são... Isso aqui é meio a mesma pessoa, né?

Se juntar o Gregório, e juntar os três, é um DCE.

-[Gregório] Estou achando... -Se botar um [inaudível].

[risos]

Estou achando, pelo casting masculino, que vou ser demitido.

[risos]

Quando tu está querendo te colocar no lugar...

sei lá, pela tua singularidade,

pelo que tu pode contribuir, ser chamado de "Gregório de soja" é tipo... "Conseguimos aqui um substituto para os momentos merda do Gregório." Para vermos como vocês são originais, nada melhor do que copiar.

Então, agora a gente vai ter a primeira prova,

que vai servir para entrarem no clima aqui do Porta dos Fundos.

Vocês vão assistir a dois vídeos, que até imagino que já tenham visto.

Prestem atenção, lembrem dos detalhes, peguem os jeitos,

porque vai vir prova por aí. Vambora.

Oi, boa noite, tudo bem? Tudo ótimo.

Não quero ouvir, não tem. Não me interessa.

Não me interessa.

Ouve, Judite. Judite, é você de novo, sua puta?

Eu estou te caçando há sete mulheres, caralho.

O que que você quer?

O que eu quero, Mário Alberto?

O que eu quero é foder, Mário Alberto.

Agora, não quero foder só com você.

Quero foder com seu chefe, com meu personal trainer.

É isso que quero, Mário Alberto.

[aplausos]

É hora de vocês criarem a versão de vocês pros vídeos.

O João está aqui com o sorteio.

Cada um de vocês vai ter 30 segundos para criar a cena.

Ou Judite, ou Mário Alberto.

Não é para copiar e falar o mesmo texto, não é isso.

Vocês têm que ser muito originais,

como se a participação de vocês no reality dependesse disso.

Pensem assim.

Na bolinha tem um número, que vai ser a ordem que vocês vão se apresentar.

Quem é Judite levanta a bolinha azul.

Quem é Mário Alberto levanta a bolinha.

Pra gente ver. Preparados?

[risos]

[Bruna] Meu Deus!

[burburinho]

[Macla] É 36.

[Catharina] Se troca aqui?

Começou a humilhação.

[música tocando]

E é aqui que a magia acontece.

Este é o set do Sobre a mesa, mais conhecido como "a casa do Veras". Foi na casa do Veras que gravaram isso aqui, não foi?

Foi na casa do Veras que filmamos o Sobre a mesa.

Vocês gostavam do vídeo desde o início, Greg e João?

Eu odiava a primeira vez que eu vi.

Mas sou esse Midas, né.

Eu me lembro de ligar para o Ian e falar:

"Esse vídeo é um horror, uma grosseria, é um negócio." Fiquei pasmo.

É machismo estrutural, o esquerdomacho, né.

É, eu acho que tem muita coisa por aí.

Até porque hoje, eu olho o vídeo e amo o vídeo.

Eu estava falando. É uma cena dramática, tragicômica.

[burburinho]

[Pedro] É calça por cima.

[Macla] Experimenta.

[Rodrigo] Não posso trocar em qualquer lugar.

[Julia] O problema é o texto.

-O problema é o texto que a gente não... -São os ídolos, entendeu?

[burburinho]

[música tocando]

Então, entra, Dan. Vem para cá.

[música tocando]

[Porchat] Dan, Dan... Venha para cá.

Que bom que ele não veio de peruca loura. Eu estava...

Eu já fiquei decepcionado.

Pode sentar no seu lugarzinho, Dan.

Gregório, é bom ou ruim ser um homem fazendo esse papel?

É ruim, eu não queria estar no lugar dele, não.

Porque eu adoro a interpretação da Júlia.

É muito boa, é muito focada em ser uma mulher falando aquilo.

Acho que vai ser muito... Quero muito ver como é que ele vai fazer.

Obviamente, que você está no cenário e está faltando alguma coisa, é claro.

O seu Mário Alberto.

A gente, por acaso, tem o Mário Alberto presente.

Vamos botar ele na cena? Mário Alberto, vem para cá.

-[João cantando] Mário Alberto... -[Gregório rindo]

Surpreenda-me, Odete.

[Porchat] Olha aqui, eu vou dar o OK para você.

Quando der 30 segundos, eu dou a famosa buzinada de navio

para você saber que deu a cena.

Vai câmera, vai som. Ação.

É, Odete, o que que você quer?

O que eu quero, Mário Alberto?

[rindo]

Eu quero foder.

Perceba que eu não falei "fazer amor", "nheco-nheco", "furunfar". Eu quero foder.

Quero levantar daqui já de costas

e que forme uma longa fila para eu ir dando meu cu

para quem eu encontrar.

Para o faxineiro, para o cara do Uber,

para o Tarantino, para espirrar sangue.

É isso que eu quero, Mário Alberto.

[buzina]

-Que susto. -Precisava tão alto?

-[Porchat rindo] Verdade, é alto. -Caralho.

Dan, obrigado. Pode ir.

A sensação é de que eu poderia ter ido melhor.

Sempre vem essa sensação, mas fui o que eu podia ter sido,

então para as próximas, vou trabalhar mais essa questão.

O que eu quero, Mário Alberto?

É, Odete. O que que você quer?

Eu quero que o raio da circunferência da minha boceta seja tão grande,

que o Kid Bengala vai ficar sem graça de abaixar as calças na minha frente.

Eu quero ficar tão arrombada que o Gregório, o menorzinho,

vai conseguir entrar todinho dentro da minha boceta

e vai ficar feliz, porque vai encontrar o Totoro esticando um baseado para ele.

Quero que a Flordelis me chame de filha só para ter uma suruba em família.

Quero levar tanta mamadas nas tetas

que meus peitos vão desmilinguir até o meu joelho,

pingando baba de macho

e ainda vou poder enrolar em volta do pescoço

e usar como cachecol no inverno do Rio, que é ameno, né?

Quero levar tanta socada de piroca no cu, que vai ficar igual a uma couve-flor.

Eu quero chupar tanta piroca, que vou ficar com cacoete no meu pescoço

e vou andar por aí igual a um pombo pela Tijuca.

É isso que eu quero, Mário Alberto.

Eu tinha programado um texto e falei: "Isso aqui vai dar 30 segundos." Até a quarta piada. De repente, terminei essa piada e tinha tempo ainda.

Acho que eu...

Estou a fim da Julia.

Reality acho que tem isso, né?

Sabe o que eu quero, Mário Alberto?

Eu quero pau, eu quero pica, eu quero rola.

Eu não estou falando de pênis, eu estou falando de pau, de pica, de rola.

Aqui ó, no meu nariz, penetrando, batendo.

Quero um canavial de rola para ficar chupando assim.

Incontrolável, para descer aqui na garganta, esôfago, pulmão.

Eu vou ter uma overdose de rola.

Quero rola grossa, cabeçuda, entendeu?

Quero andar na rua toda fodida, arrombada.

Quero que olhem para mim e falem: "Quem é essa descatembada?" E vou dizer: "Sou eu, a puta que não mija." -Toda suja de Hipoglós, assada, fodida. -[risos]

Gostei que o Tabet segurou um risinho.

Eu fiquei orgulhosa, né? Falei: "Ah, que legal." Queria que você chupasse uma rola gostosa.

Queria que você gostasse disso para a gente fazer um ménage.

Queria dar minha boceta a noite inteira, e o cu,

para dois perus que entrassem e saíssem.

Quero dar minha xoxota para o porteiro.

Quero dar para o casal do 702.

Quero chegar na ginecologista com a boceta igual à Ladybug, com candidíase.

Ela me passar um fluconazol por 30 dias e falar que não posso transar

e vou transar assim mesmo.

Seu pau vai ficar igual ao Papai Noel de tanto fluconazol, Mário Alberto.

Eu tinha coisas que eu tinha pensado que eu gostaria de falar,

eu não consegui falar tudo,

eu esqueci, tipo, a piada mais legal do mundo.

Eu esqueci.

O que eu quero, Mário Alberto?

Primeiro quero ser chupada.

E não pelo buraquinho do mijo, quero ser chupada pelo clitóris.

Sabe o que é clitóris?

Parece o E.T. do Steven Spielberg. Sabe? Procura no Google.

Depois, eu quero ser penetrada, e não é só por você, não.

Quero ser penetrada pelo João Vicente, pelo Gregório Duvivier,

quero ser penetrada pelo Caetano Veloso, pela Luana Piovani,

pelo Pedro Scooby e toda a lista de contato do Léo Dias.

Aí, depois que eu gozar,

quero ficar que nem a mulher vitruviana,

uma estrela do mar, assim na cama.

Quero fumar um beck

e ver uma coisa bem idiota, do tipo TikTok do Renan Bolsonaro.

Comecei a gesticular com os talheres e já vi que estava tremendo.

Minha mente já foi: "Estou tremendo, estou nervosa." "Eles estão vendo, então agora tenho que provar que eu não estou nervosa." E já dei aquele texto tentando...

Então assim, eu saí bem decepcionada comigo.

Chegou o momento de ressuscitar a Judite. Trazer ela de volta.

Como este aparelhinho pode infernizar a nossa vida.

Vamos trazer para cá o primeiro competidor,

Rodrigo Naice! Vem para cá.

Hello!

Olha que beleza. [rindo] Eu adorei. A peruquinha não está...

É o filho da Mística com o Zacarias.

[risos]

Pode pegar o celular ali em cima. Eu falo "ação" para você. -[risos] -Não é velho?

A Mística e o Zacarias tiveram um filho.

[Tabet rindo] Zacarias.

-Para o Kibe, ganhou o reality. -[Porchat rindo]

Essa piada foi...

Se ele ficar de azul até o final, acha que ele tem mais chance?

Olha, puta que pariu...

Muito bem.

"Ação" e vai ou "Ação" espera e vai? -"Ação" e quando se sentir melhor. -[Rodrigo] Está bem.

Alô? Eu queria cancelar meu plano com vocês.

Isso, cancelar.

Sabe o cadastro que tenho aí com vocês?

Queria não tê-lo mais.

Não, não me transfere. Filho da puta. Oi?

Me transfere para a Judite que meu problema é com ela.

[gritando] Transfere logo, porra!

Judite, cancela essa porra. Se você não cancelar essa porra,

vou enfiar meu punho no teu cu

e vamos fazer teatrinho de fantoche dos Smurfs,

-no reino do telemarketing! -[buzina]

Não sei o que está acontecendo ainda.

O nervosismo de estar na frente da galera é muito grande.

Os 30 segundos duram 12 milésimos

e a gente só sai falando merda pela boca, e é isso.

[bravo] Não me transfere, Judite!

Alô? Oi.

Quem está falando?

Kellen?

Kellen, bonito nome, Kellen. Parabéns.

Kellen, você trabalha com a Judite?

Bom, legal.

Então diz para ela que ela é uma rampeira, tá?

Que é uma rapariga do mato.

Torço que a tripa dela estoure e que cague sangue a vida toda, tá?

Isso, é, vá se foder, seu aborto.

Eu gosto de usar palavras educadas: "por favor", "obrigado". Acho que teria me dado melhor se tivesse sido mais educado

com a Judite ou com a Kellen.

Sua arrombada do caralho, cancela esse plano, ou vou cancelar sua vida.

Vou entrar na sua casa e vou foder você, sua família, teu pai.

Você vai olhar para mim e vai falar: "O quê? Júlia Rabello?" E vou falar que você é um atraso, é a mistura do mal com o atraso.

Judite, presta atenção no que vou te falar.

Eu estava bem até agora.

Estou há 15 dias presa em um hotel.

Estou aqui azul.

Pareço a Tristeza, mas não está me reconhecendo porque estou sem óculos.

Poderia ter ido muito melhor,

mas o foda dessa cena é que vão me comparar com o Porchat.

O Porchat está aqui. Eu ainda estou aqui.

Alô, Judite?

Valéria?

Não me transfere, não.

Judite, sua puta!

Aceita esta chamada de vídeo que quero ver essa sua carinha safada.

Vou te marcar em tudo que é Instagram, em todos os posts de sorteio.

Ju, a gente tem tanto em comum.

Quer ver? Fala uma cor, vai.

Um, dois, três... azul.

Não é sobre encher de ideias, mas é sobre fazer com qualidade.

Achei que eu pus muita ideia.

Eu falei: "Podia ter aproveitado alguns momentos..." Não, não transfere! Me transferiu de novo, olha...

Tudo bom, meu anjo?

Eu estou na prova, né? Tô, tô. Bacana.

Como é que se chama, querida?

Judite também? Nem fodendo.

Acabei de falar com Judite, conheço a voz daquela puta,

que eu estou há 30 anos tentando cancelar essa caralha aqui.

Não é você... Agora é isso aí?

Ficam fazendo reunião para todo mundo curtir com a minha cara?

Vai transferir de novo,

quero falar com a meretriz que vai falar comigo agora.

Quem é a próxima puta que tá falando, que vou nesse cabaré de...

Benção, mãe! Tudo bom?

Poderia ter ido por esse caminho, poderia ter feito isso aqui,

poderia ter feito aquilo outro.

Sei que vou me cobrar muito até a próxima prova.

Até a próxima vez, a gente se reencontrar aqui, vou ficar me cobrando para caramba.

Vocês acharam que a apresentação de vocês foi boa?

Não.

[rindo] Não acharam?

Não, na real, eu estou batendo um pouquinho na minha cabeça.

Alguém quer pedir desculpas?

[risos]

Foi bom para a gente conhecer vocês.

Foi bom para lavar a alma e dizer que essa prova não é eliminatória.

-[todos aliviados] -Graças a Deus.

Agora, vamos falar um pouco primeiro dos Mários Albertos.

Eu fiquei muito surpreso. Gostei.

Achei a performance das Odetes aqui... Achei bastante boas, de verdade.

Eu esperava menos, inclusive.

[Porchat] Esperava menos? Mário Alberto, quer falar algo?

Cara, posso falar dos dois no mesmo comentário.

Acho que tem uma coisa muito difícil em falar palavrão em geral.

Falar palavrão pode ficar chulo ou engraçado.

Ou, você só botar uma palavra atrás da outra

ou você construir uma coisinha ali do sentido do palavrão.

Acho que umas pessoas fizeram isso bem

e outras pessoas só falaram "essa merda", "essa boceta", "essa caralha","pau no teu cu". Muito engraçado que "pau no teu cu" teve muito. [ri]

-Ah, mas é gostoso... quê? -[risos]

Tem uma coisa que ficou muito claro vendo e foi muito interessante ver, que é:

o genérico, em geral, é menos engraçado que o específico.

Chamar de "puta", "pau no teu cu" não é tão legal quanto exemplos específicos, tipo, "tomar fluconazol" é uma coisa que dá uma propriedade... Ou coisas imagéticas, tipo o pombo tendo que chupar o pau de coisa...

Não viram genéricas, não caem no buraco do palavrão genérico.

Foi algo: caraca, nunca tinha... que imagem surpreendente.

O grupo Judite foi um grupo mais prejudicado, eu achei,

no sentido, entre eles mesmos.

Achei que as piadas não foram tão porrada.

Achei que havia mais possibilidades ali, até mesmo de subverter.

Em algum momento, não lembro quem falou da videochamada.

Você. Por que não fazer a videochamada?

E por que não subverter falando: "Estou na tua casa, Judite. O quarto do teu marido. O quarto da tua filha e ela tá refém." Teve esse lugar de pouca criatividade, eu achei, do time Judite

para fazer acontecer e sair alguma coisa muito engraçada.

Pergunto para vocês,

deu para conhecer um pouquinho de cada um deles?

-Já deu para entender? Não? -Acho que não.

Tem gente que ainda pode surpreender?

Acho que teve gente que foi mais... se sentiu melhor, mais à vontade.

Mesmo que nervoso, mas mais à vontade.

-Mas não deu para conhecer nada. -[Porchat] Nada?

Teve uma que achou muito ruim?

-Não.

Eu vejo seres humanos bonitos. -[risos]

A partir da semana que vem, as provas começam valendo.

E não tem essa brincadeira de era tudo um grande game.

Mas a pessoa que fez melhor vai ganhar uma vantagem pra semana que vem.

Na semana que vem, quando apresentarmos a prova, diremos qual é a vantagem.

Mas quem vai dizer quem teve a vantagem não somos nós.

Assistindo aqui não estava só a gente.

Tem sempre um convidado de fora. Esta semana foi minha avó.

Minha avó assistiu,

e vamos ver quem ganhou a vantagem para a semana que vem.

Oi, Fa. O que é que aconteceu com você?

Caiu em um buraco? Sumiu? Desapareceu?

Nunca mais veio visitar a velhinha.

Estou com saudades, né!

De saber de você, o que é que você está fazendo, né!

Só vejo você nos esquetes...

Está bom, vó! Tá, vai, fala vó!

[vó do Porchat] Precisa aparecer para me ver. Estou com saudades.

Vou votar em uma que parece muito com a minha professora de yoga,

tá bom?

Eu vou votar na Julia Guerra.

-Tá? -Obrigada.

Vamos ver se ela consegue alçar à fama.

Linda!

Obrigado, vó! Olha aí, já conquistou o coração de minha vó.

Senhora vó do Porchat, obrigada, obrigada, obrigada.

Qualquer hora a gente marca um encontro,

vou à casa da senhora e mostro os movimentos de yoga que eu sei fazer,

apesar de não ser sua professora, parecer com ela, sei fazer yoga.

Julia se apresentou muito bem e fez piadas que tiraram risadas do júri.

A performance do pombo foi bastante...

O pombo foi uma marca registrada.

Que bom.

Ela faz um pombo muito bem. Tem ritmo.

-Obrigada, estudei muito para isso. -[risos]

Minha gente, bem-vindos ao Futuro Ex-Porta.

Boa sorte a todos vocês. Julia, parabéns.

-Obrigada.

-[Porchat] Ganhou a vovó.

Amei sua avó.

E semana que vem, aí sim um de vocês será eliminado!

-[Julia] Ai. -[risos]

Eu fiz um efeito especial. Você achou que não? Não imprimiu?

Mas hoje não será dia só de rir. Será também dia de chorar.

Senti que todo mundo se cagou nas calças.

Agora começou.

Tira tudo que não for necessário.

Não precisa entregar todo ouro de cara.

E arrumar um final matador.

Luz.

Câmera. Ação.

O que está acontecendo aqui?

-Pode? -Vai.

[buzina]

[Julia] Calma, galera!

Qual foi, mano?

Estou procurando outra foto minha no cenário e não tem.

Todo mundo tem três ou quatro e eu só tenho uma.

A gente não tem moral na empresa, meu irmão.

Olha a quantidade de grana para fazer um programa.

Atari Retro, uns bagulhos que nem sei para que serve.

Fui pedir um aumento e não tem caixa.

Olha, vou te falar. Eu não aguento isso não.

Vou resolver essa porra agora.

-Vai fazer o quê? -Bota esse negócio aí.

[imitando o Porchat] Atenção, é o Fabio Porchat.

Por que não tem foto do Nabote?

E aumenta o salário do Bené, todo mundo aumenta o salário do Bené.

Aqui é o Fabio Porchat.

Ficou bom.

Agora o pessoal muda...

-O que é isso aqui? -Reality.

Tem um cara ali. É o tempo inteiro filmando a gente.

Acabei de zoar o chefe, Bené.

A gente já sabia!

-Desliga essa porra. -Por favor.

Ele vai ser pai, galera.

[música tocando]