China limita acesso a Wuhan para travar coronavírus
Wuhan está de portas fechadas.
Na cidade chinesa onde o coronavírus foi detetado, as autoridades tentam travar a propagação da doença que já matou 17 pessoas.
Com mais de 500 casos de infeção confirmados, os habitantes locais foram aconselhados a não abandonar a cidade.
Isto, na semana em que milhões de chineses viajam no país para celebrar o Ano Novo Lunar.
Todos os transportes públicos de passageiros foram encerrados. Até ao momento, na China, o vírus já chegou a Macau.
Há também casos confirmados nos Estados Unidos, na Tailândia e na Coreia do Sul.
O novo coronavírus provoca pneumonia viral e é transmitido entre animais.
Atualmente há também já registo de transmissão entre humanos.
Reunida de emergência esta quarta-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) adiou por 24 horas a decisão de classificar o surto como emergência de saúde pública internacional.
Para o comité é necessário reunir mais informação.
"A transparência é muito importante, ajuda realmente muito. E se queremos manter o mundo seguro, a transparência é essencial. E é isso que estamos a ver acontecer e encorajamos a manter", (afirmou o diretor-geral da OMS).
A maioria dos casos de coronavírus ocorreu em Wuhan e vários países estão já a tomar medidas para controlar a propagação.
No aeroporto de Heathrow Inglaterra, uma equipa de profissionais de saúde vai reunir-se com todos os passageiros que viajem da cidade chinesa.
[Para os passageiros, tudo parece estar a decorrer dentro da normalidade,] "Correu tudo de forma absolutamente normal, à parte de pasagentes estar a usar máscaras", [Durante o voo foi também fornecido] - "um folheto a pedir para contactar as autoridades, em caso de manifestação de algum sintoma". - - - -.
A deteção de vírus logo nos aeroportos é uma das medidas adotadas em alguns países, enquanto aguardam por informação da Organização Mundial de Saúde para definir uma estratégia de combate à transmissão.