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Portuguese With Leo (Pronunciation), 3 PRONUNCIATION tricks to speak like a Portuguese

3 PRONUNCIATION tricks to speak like a Portuguese

Olá a todos e bem vindos de volta ao Portuguese With Leo e a mais uma lição rápida de português!

Normalmente estas lições são mais focadas na gramática, mas hoje vamos fazer uma coisa

diferente. Vamos focar-nos na fonética e vamos aprender alguns truques para pronunciar os sons

da língua portuguesa como os portugueses. Como é habitual nestas lições rápidas de

português, quero começar por agradecer às pessoas que contribuíram com doações para

este canal nos últimos 2 meses, cujos nomes vão aparecer no ecrã agora!

Muito obrigado a todos pelo apoio e por me ajudarem a manter este canal!

Quero também anunciar que criei finalmente um Patreon, onde estão

disponíveis conteúdos exclusivos, mas dou-vos mais informações sobre isso no final do vídeo!

Vamos falar então sobre a pronúncia portuguesa! Existe uma grande diferença entre conseguir ler

português e conseguir perceber e falar português, porque a nossa forma de falar é um pouco complexa,

e não corresponde sempre à forma como se escreve. Muitas vezes as letras são

faladas de forma diferente dependendo do lugar que ocupam na palavra ou frase,

ou então não são pronunciadas de todo! Se tentarmos falar português exatamente

como se escreve, parecemos robôs a falar, o que não soa nada natural.

Por exemplo, se eu começar a pronunciar cada uma das letras das palavras que digo, então pareço

um robô a falar, e não soo nada natural (e se eu falasse assim, provavelmente não teria amigos).

Pois bem, para evitar que também vocês falem como robôs e fiquem sem amigos,

hoje vamos ver 3 situações principais em que os falantes não nativos de português

normalmente fazem erros de pronúncia... E vamos começar com as vogais. Se vocês já

ouviram portugueses a falar, então sabem que nós em Portugal não gostamos nada de vogais

e estamos sempre a cortá-las das palavras. Normalmente as palavras têm sempre uma sílaba

tónica, que é aquela que é pronunciada com mais ênfase, e as restantes são sílabas átonas,

e nós cortamos as vogais das sílabas átonas, não da tónica. No entanto, não tratamos as

vogais todas por igual, e há umas que omitimos mais do que outras, sendo que aquelas que mais

eliminamos do nosso discurso são o E e o O. O exemplo mais óbvio é quando as palavras acabam

em E ou em O. Normalmente, nestes casos, o E pronuncia-se /ɨ/ e o O pronuncia-se /u/,

mas a verdade é que nem sequer os pronunciamos, simplesmente suspiramos

deixando a boca na posição do /ɨ/ e /u/. Por exemplo, com E as palavras “parte”,

“presidente”, “precisamente”; e com O as palavras “obrigado”; “jeito” e “tempo”.

Também pronunciamos as letras E e O desta forma fechada (/ɨ/ e /u/), quando estão entre

2 consoantes e não são a sílaba tónica. Nestas situações, a não ser que estejamos a falar muito

devagar, nem sequer as pronunciamos de todo. Por exemplo, as palavras “pessoa”;

“relação”; “governo” e “Portugal”. É por isso que dizer a uma pessoa que a amamos,

que é a coisa que as pessoas mais gostam de ouvir em qualquer língua, em português europeu

não é assim tão bonito. Porque dizemos “amo-te” mas a forma como pronunciamos fica, “amt” -

que não é propriamente o som mais musical. Com a letra E há ainda uma outra situação

específica, que é quando o E é seguido de um S e de uma consoante. Normalmente nesta situação,

o “es-” pronuncia-se /ʃ/ ou /ʒ/. Isto acontece sobretudo no início de muitas palavras,

como por exemplo “estado”; “Espanha”; “esquecer”; “esforço”; “escola”, “esgrima”; “esmagar”, etc.

O “erro”, entre aspas, que muitos falantes não nativos fazem é pronunciar esse E inicial.

Ou seja, em vez de dizerem “shquecer”, dizer “e-shquecer”, o que não soa muito português.

Aqui um caso curioso é o do verbo estar. Com o verbo estar quando falamos num registo

informal nós vamos mais longe ainda e retiramos completamente o “es-”. Ou seja, dizemos “tou”,

“tás”, “tive”, “tiveste”, “tamos”, “tão”, “tá”, “teve”, etc..). É daí que vem o clássico “Tou?”

que dizemos quando atendemos o telefone. É a palavra “estou” sem o “es-” inicial.

Tal como o E e o O, as vogais I e U também sofrem desaparecimentos quando estão entre

duas consoantes e não são tónicas, como é o caso das palavras “distância” e “popular”.

Para além da nossa mania de comer vogais, outra coisa muito típica do português de

Portugal é a forma como ligamos palavras, normalmente palavras que acabam em S (ou

Z) e palavras que começam com uma vogal (ou com a letra H, que em português é muda).

Normalmente, quando as palavras acabam em S (ou Z), esse som final lê-se /ʃ/.

Por exemplo, “animais”, “coisas”, “país”, “paz”, etc.

No entanto, se a palavra que vem a seguir começar com uma vogal (ou com a letra H),

então esse /ʃ/ final pronuncia-se como um Z, /z/. Isto acontece porque a letra S, quando está entre

duas vogais, é sempre pronunciada como um Z, como nas palavras “casa”, “coisa”

e “presidente”. Ou seja, quando uma palavra acaba em vogal e depois -S, e depois a palavra seguinte

começa com outra vogal, basicamente temos essa mesma situação, um S entre duas vogais,

e portanto, esse -S vai-se ler /z/. Por exemplo, a frase: “Neste país há

muitos animais amigáveis”. Aqui o erro comum dos falantes não nativos de quem

está a aprender português, é pronunciar todos os S's finais como /ʃ/. Ou seja,

um falante não nativo tem tendência a dizer “Neste paí-sh-há muito-sh-animai-sh-amigáveis”,

quando deveria dizer “Neste paí-z-há muito-z-animai-z-amigáveis”.

Outra situação de ligar palavras, é quando ligamos uma palavra que acaba em A com outra

que começa em A. Aqui, o erro comum de muitos falantes não nativos, é pronunciar os dois A's,

o que se torna muito robótico e pouco natural. Por exemplo, a frase: “A minha amiga ajudou-me.”

A forma mais natural de pronunciar esta frase seria juntando os 2 A's e

abrindo a pronúncia. Ou seja, juntar os dois A's e pronunciá-los como um só A,

aberto. Por exemplo: “A minh-á-mig-á-judou-me.” Finalmente, a última situação de que quero falar

que causa muitas dificuldades aos falantes não nativos são as palavras que acabam

em M, que são muitas e muito frequentes, por exemplo as palavras “sim”, “bom” e “bem”.

Aqui vocês têm de olhar para este M final não como uma consoante, mas sim como uma vogal nasal.

A diferença entre as consoantes e as vogais é que quando dizemos consoantes fechamos a boca e quando

dizemos vogais deixamos a boca aberta, A E I O U. Pois bem, aqui o M final é basicamente uma vogal,

e portanto a nossa boca não fecha. Dizemos “sim” e não “sime”, que é o erro típico que

a maior parte dos estudantes de português fazem. Portanto, as palavras que acabam em M podem acabar

de 5 formas diferentes, dependendo da vogal que vem antes: -am, -em, -im, -om ou -um.

Quando a palavra acaba em -am, lê-se “ão”, como na palavra “cão”. Isto é

importante porque corresponde, basicamente, à conjugação de quase todos os verbos na 3ª

pessoa do plural em quase todos os tempos verbais. Por exemplo: “ficam”, “falaram”,

“diriam”, “queiram”, “sejam”, “fizeram” etc. Quando a palavra acaba em -em lê-se “ãe”, como

a palavra "mãe", e corresponde também a muitas conjugações da 3ª pessoa do plural, em muitos

tempos verbais, por isso é importante pronunciá-la bem: “tivessem”, “correm”, “fazem”, “andem”, etc.

Também existe em algumas das palavras mais usadas da língua portuguesa, como por exemplo “em”,

“bem”, “também”, “ninguém”, “alguém”, etc... As palavras que acabam em -im, -om e -um

são um pouco mais fáceis porque correspondem ao som dessa vogal (I,

O, U), mas nasalado: “im”, “om” e “um”. Para fazer este som, basta dizer o som da vogal, seguido de

um N (“in”, “on”, “un”), mas o N é incompleto. Não chegamos a tocar com a língua no céu da boca

(“im”, “om”, “um”). Por exemplo, as palavras “sim”, “fim”, "bom'', “som”, “um” e “algum”.

E bom, espero que tenham gostado desta lição rápida de português e que apliquem estas dicas

para falarem de uma forma mais portuguesa. Se gostaram, ponham gosto no vídeo e digam

nos comentários se aprenderam coisas novas, ou se já falavam desta forma,

como um verdadeiro português que foge das vogais! Tal como eu disse no início do episódio,

finalmente criei um Patreon para o Portuguese With Leo!

Se não sabem o que é o Patreon, basicamente é uma plataforma de subscrição mensal que permite

a qualquer pessoa apoiar o seu criador preferido. Neste caso, no Patreon do Portuguese With Leo,

aqueles de vocês que quiserem poderão apoiar-me financeiramente com uma subscrição mensal, que em

troca vos dará conteúdos exclusivos e benefícios. A minha ideia é criar uma comunidade mais

exclusiva com o Patreon, em que eu próprio estou mais presente e comunico mais com vocês, por isso,

ao aderirem ao Patreon vão poder pertencer à comunidade Portuguese With Leo no Discord.

Também poderão ter outros benefícios, como acesso aos vídeos uma semana antes da data de publicação,

o poder de votar nos vídeos futuros do Portuguese With Leo, e atualizações sobre os planos futuros

que eu tenho com o Portuguese With Leo. Também vou fazer todos os meses uma live

stream de perguntas e respostas para os membros do Patreon, 1 vídeo com os

bloopers das filmagens desse mês, e ainda têm a possibilidade de ter uma aula privada comigo!

E claro, todos aqueles que me apoiarem no Patreon terão direito aos seus nomes no

final de todos os vídeos daqui para a frente e um agradecimento especial em cada vídeo.

O link para o Patreon está na descrição, por isso se estiverem interessados em apoiar o

canal e em ter acesso a estes conteúdos e benefícios extras, vão dar uma olhadela.

E não se esqueçam que mesmo com o Patreon, o meu link do Paypal vai continuar ativo para aqueles

de vocês que quiserem continuar a apoiar o canal com uma doação ocasional! Que eu agradeço muito!

Muito obrigado por terem assistido até ao final, um grande abraço e até para a semana!

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