×

Usamos cookies para ayudar a mejorar LingQ. Al visitar este sitio, aceptas nuestras politicas de cookie.

Aurora Archer, 9 – Text to read

Aurora Archer, 9

Intermedio 1 de portugués lesson to practice reading

Comienza a aprender esta lección ya

9

À medida que a Aurora Archer, o Sam e o Silas avançavam cada vez mais para o coração da floresta, o caminho ficava mais difícil. Havia lama, pedras soltas, troncos caídos e zonas onde quase não havia luz. Às vezes tinham de subir, outras vezes tinham de passar por sítios estreitos.

— Não abraces as árvores, Sam — disse o Silas. — Aqui há plantas que picam.

— Obrigado pelo aviso — respondeu o Sam, a fazer uma careta. — Já estava quase a abraçar uma.

A Aurora caminhava à frente, com o arco preso ao corpo.

— Estamos perto?

O Silas olhou para o céu e depois para o chão, como se estivesse a “ler” o caminho.

— Ainda faltam dias. Mas estamos a ir na direção certa.

E foram. Dia após dia. Mesmo cansados, eles continuavam. E quanto mais obstáculos passavam, mais forte ficava a vontade de descobrir a verdade sobre o artefacto.

Finalmente, depois de vários dias, chegaram a um lugar onde a floresta mudava completamente. As árvores eram mais escuras, o ar era mais frio, e o silêncio parecia pesado.

À frente deles estendia-se um lugar enorme e sombrio: o Darkwood.

O Sam engoliu em seco.

— Isto… não parece normal.

A Aurora sentiu o coração a bater mais depressa.

— Parece que a floresta está a prender a respiração.

O Silas levantou a mão, pedindo silêncio.

— Temos de ter muito cuidado — disse ele, com voz grave. — O Darkwood é perigoso. Aqui a escuridão manda, e o mal está em todo o lado.

A Aurora e o Sam assentiram. Não era medo “de fugir”. Era medo “de ficar atento”.

— Eu fico perto de ti — sussurrou o Sam à Aurora.

— E eu fico perto de ti — respondeu ela.

Entraram.

Lá dentro, a luz desaparecia rápido. Às vezes parecia que as sombras se mexiam sozinhas. Ouviam-se passos que não eram deles. E havia um cheiro estranho, como terra molhada e fumo.

De repente, algo saltou de trás de uma árvore: uma criatura baixa, com olhos brilhantes.

— Para trás! — gritou o Silas, puxando a espada.

A Aurora apontou o arco e disparou uma flecha para o chão à frente da criatura, para a assustar. O Sam acendeu a tocha mais alto.

A criatura recuou com um som feio e desapareceu na escuridão.

— O que era aquilo?! — perguntou o Sam, com a voz a tremer.

— Um bicho do Darkwood — respondeu o Silas. — E não é o pior.

Continuaram. Mais à frente, viram sombras como pessoas, mas sem rosto. Sussurravam palavras que eles não entendiam.

— Não olhem muito tempo para elas — disse o Silas. — E não respondam.

A Aurora sentiu a pele arrepiar, mas seguiu em frente.

Depois de muito caminhar, chegaram ao centro do Darkwood. E ali, no meio da escuridão, apareceu uma fortaleza enorme de pedra preta, alta e fria como uma montanha.

O Sam olhou para cima, assustado.

— Ok… isto é real demais.

A Aurora apertou o arco mágico.

— É aqui.

O Silas assentiu.

— Aqui vive o feiticeiro negro. Ele quer o poder do artefacto para si.

Os três trocaram um olhar. Não era preciso mais palavras.

Entraram na fortaleza.

Lá dentro, tudo era eco e sombra. Logo apareceram guardas e criaturas do feiticeiro. O Silas lutava com a espada, rápido e preciso. A Aurora disparava flechas com calma, sempre a escolher bem o alvo. O Sam ajudava como podia: desviava armadilhas, puxava cordas, empurrava portas e avisava dos perigos.

— À esquerda! — gritou o Sam.

— Vi! — respondeu a Aurora, e acertou num inimigo antes que ele chegasse perto.

Mas os inimigos não paravam. E quando finalmente chegaram ao salão principal, o feiticeiro apareceu: uma figura alta, com uma capa escura e olhos frios.

— Vocês trouxeram-me o que eu queria — disse ele, com um sorriso.

O Silas pôs-se à frente.

— Não vais tocar nisso.

O feiticeiro levantou a mão e lançou magia. Houve luz escura no ar. As paredes tremeram. O combate foi duro e longo. Parecia que nunca mais ia acabar.

A certa altura, o Sam caiu no chão, cansado.

— Aurora… está a ficar mau…

A Aurora respirou fundo. Olhou para o arco. Lembrou-se das imagens na cabeça, das ruínas, da luz azul… e do que sentiu quando tocou no artefacto.

— É agora — disse ela.

Ela levantou o arco e sentiu a energia a subir, como fogo por dentro. Com um grito forte, libertou a magia: uma explosão de luz brilhante encheu o salão e engoliu a fortaleza.

O feiticeiro gritou e desapareceu na claridade.

Quando o silêncio voltou, havia pedra partida, fumo e pó. Mas o mal tinha sido derrotado.

A Aurora, o Sam e o Silas saíram da fortaleza, ofegantes, mas vivos.

O Sam sorriu, ainda em choque.

— Nós… conseguimos.

O Silas olhou para os dois.

— Conseguiram porque ficaram juntos.

A Aurora olhou para o arco.

— A nossa viagem ainda não acabou.

— Não — disse o Sam. — Mas agora sabemos uma coisa.

— O quê? — perguntou ela.

— Que juntos, a gente aguenta — respondeu ele.

E com a cabeça erguida e o coração cheio de esperança, os três seguiram em frente, prontos para as próximas aventuras — como amigos e heróis, unidos no mesmo propósito.

Learn languages from TV shows, movies, news, articles and more! Try LingQ for FREE