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Gloss Brazilian Portuguese Level 2, Antônio Conselheiro - Guerra de Canudos

Antônio Conselheiro - Guerra de Canudos

O líder religioso Antônio Conselheiro morre durante um ataque do exército Arraial de Canudos na Bahia, em 22 de setembro de 1897. Antônio Vicente Mendes Maciel nasceu em 1830 no sertão cearense. Gostava muito de ler. Estudou português, geografia, francês e latim. E se tornou rábula, advogado sem diploma.

Ele assume o comércio da família, se casa com a jovem Braselina Laurentina e se torna professor primário. Um dia Antônio encontra a mulher com outro em sua própria casa. Humilhado, ele abandona a cidade. É aí que ele começa sua vida de peregrinação pelos sertões nordestinos.

Ele fica conhecido como Antônio Conselheiro, um homem santo. Conselheiro sai pregando o evangelho construindo ou restaurando igrejas e cemitérios. E muita gente sem condições de sobrevivência vai atrás dele: ex-escravos, camponeses e trabalhadores expulsos das fazendas.

Conselheiro então decide se fixar num pequeno arraial chamado Canudos que ficava às margens de um rio. O local se transforma numa cidade, com população estimada entre 15 e 25 mil habitantes. É aí que surge uma experiência única. Ele recebe os desabrigados, famintos, vítimas da seca. Toda a comunidade tinha acesso a terra e ao trabalho, moradia e alimento para todos.

Fazendeiros e a igreja se sentem ameçados. Os padres perdiam prestígio por causa de suas pregações e os fazendeiros se revoltavam porque seus empregados abandonavam tudo para seguir o beato. E assim começa a Guerra de Canudos.

O exército envia três expedições ao arraial. As tropas são sempre surpreendidas e debeladas pelos homens de Conselheiro. Mas a quarta tropa arma um cerco implacável ao arraial. Calcula-se que 20 mil pessoas morreram. O arraial é incendiado. Imprensa e historiadores trataram Antônio Conselheiro como louco, fanático, religioso e contra-revolucionário perigoso.

No livro 'Os Sertões', de Euclides da Cunha, o autor se refere a Guerra de Canudos assim: “Aquela campanha lembra um refluxo para o passado e foi na significação integral da palavra um crime. Denunciemo-lo.”

História Hoje

Pesquisa e redação - Yara Selva

Locução - José Carlos Andrade

Sonoplastia - Mesias Melo


Antônio Conselheiro - Guerra de Canudos

O líder religioso Antônio Conselheiro morre durante um ataque do exército Arraial de Canudos na Bahia, em 22 de setembro de 1897. Antônio Vicente Mendes Maciel nasceu em 1830 no sertão cearense. Gostava muito de ler. Estudou português, geografia, francês e latim. E se tornou rábula, advogado sem diploma.

Ele assume o comércio da família, se casa com a jovem Braselina Laurentina e se torna professor primário. Um dia Antônio encontra a mulher com outro em sua própria casa. Humilhado, ele abandona a cidade. É aí que ele começa sua vida de peregrinação pelos sertões nordestinos.

Ele fica conhecido como Antônio Conselheiro, um homem santo. Conselheiro sai pregando o evangelho construindo ou restaurando igrejas e cemitérios. E muita gente sem condições de sobrevivência vai atrás dele: ex-escravos, camponeses e trabalhadores expulsos das fazendas.

Conselheiro então decide se fixar num pequeno arraial chamado Canudos que ficava às margens de um rio. O local se transforma numa cidade, com população estimada entre 15 e 25 mil habitantes. É aí que surge uma experiência única. Ele recebe os desabrigados, famintos, vítimas da seca. Toda a comunidade tinha acesso a terra e ao trabalho, moradia e alimento para todos.

Fazendeiros e a igreja se sentem ameçados. Os padres perdiam prestígio por causa de suas pregações e os fazendeiros se revoltavam porque seus empregados abandonavam tudo para seguir o beato. E assim começa a Guerra de Canudos.

O exército envia três expedições ao arraial. As tropas são sempre surpreendidas e debeladas pelos homens de Conselheiro. Mas a quarta tropa arma um cerco implacável ao arraial. Calcula-se que 20 mil pessoas morreram. O arraial é incendiado. Imprensa e historiadores trataram Antônio Conselheiro como louco, fanático, religioso e contra-revolucionário perigoso.

No livro 'Os Sertões', de Euclides da Cunha, o autor se refere a Guerra de Canudos assim: “Aquela campanha lembra um refluxo para o passado e foi na significação integral da palavra um crime. Denunciemo-lo.”

História Hoje

Pesquisa e redação - Yara Selva

Locução - José Carlos Andrade

Sonoplastia - Mesias Melo