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Gladiator, Parte VII: A Glória de um Gladiador – Tekst om te lezen

Gladiator, Parte VII: A Glória de um Gladiador

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Parte VII: A Glória de um Gladiador

Parte VII: A Glória de um Gladiador

A multidão grita alto no Coliseu enquanto Maximus e os outros combatentes se preparam, cada um mergulhado nos seus pensamentos, mas todos conscientes de que este combate será diferente dos outros.

Quando as portas se abrem, Maximus e Juba entram juntos na arena, e o som da multidão torna-se quase ensurdecedor, como uma onda que nunca pára.

— Hoje — diz Maximus calmamente — não lutamos só para sobreviver…— Lutamos para ser livres — completa Juba, apertando a lança.

Avançam para o centro, quando uma voz poderosa desce das bancadas.

— Bem-vindos, combatentes! Hoje lutam por Roma… e por mim!

Maximus levanta os olhos.— Cómodo…

Ao lado dele, Lucilla observa, tensa, sem desviar o olhar.— Tem cuidado… — murmura, quase para si.

Outros combatentes entram, armados, organizados, e atrás deles surgem carros puxados por cavalos, rápidos e perigosos.

— Fica perto de mim — diz Maximus. — Cuidado com os carros, usa a velocidade deles contra eles.— Sempre.

O combate começa num caos total, com o som do metal, os gritos e os cavalos a correr em todas as direções.

— À direita!— Atrás!

Maximus esquiva-se, bloqueia, ataca, e recua o suficiente para evitar outro golpe.

— Concentra-te!

— Estes romanos gostam demasiado disto… — diz Juba, ofegante.— Para eles é um espetáculo… para nós não.

De repente, um carro avança diretamente contra Maximus.

— Cuidado!

Ele salta no último momento, rola na areia, depois agarra uma lança e atira-a ao condutor. O homem cai de imediato.

— Bem jogado!— Continua, ainda não acabou!

Continuam a lutar lado a lado, até restar apenas um adversário.

Maximus avança sem pressa… e desfere o último golpe.

Um breve silêncio… depois a multidão explode.

— Espanhol! Espanhol!

Maximus mantém-se calmo, a respirar devagar, sem levantar os braços.

— Ouves? — diz Juba.— Ouço… mas não muda nada.

Lá em cima, Cómodo levanta-se, visivelmente irritado.

— Estão a aplaudi-lo… não a mim. Está a tornar-se perigoso.

Lucilla responde com calma:— Gostam dele porque luta por algo verdadeiro.

— Não… ele luta contra mim.

Lucilla olha para ele e diz suavemente:— Talvez seja a mesma coisa.

Mais tarde, nos aposentos, Maximus está sentado com Juba, a afiar a espada, concentrado.

— Ainda estamos vivos — diz Juba.— Por enquanto… mas Cómodo não vai esperar muito. Está a preparar alguma coisa.

— Ainda bem. As pessoas estão contigo agora.

Maximus abana a cabeça.— Não preciso que gostem de mim… quero que me ajudem.

— Queres chegar até ele?— Sim… é a única forma de acabar com tudo isto.

A porta abre-se discretamente, e Lucilla entra, olhando à volta.

— Maximus, não temos muito tempo.

Ele levanta-se.— O que é que ele está a preparar?

— Algo perigoso para o teu próximo combate… quer garantir que não sobrevives.

Maximus não muda de expressão.— Que tente.

Lucilla aproxima-se, mais séria.— Não… tens de sobreviver. Sem ti, tudo desmorona.

Maximus olha para ela com calma.— Não vou morrer antes de tudo isto acabar.

Lucilla baixa a voz.— O povo está contigo… mas Cómodo ainda tem o poder.

— Não para sempre.

Ela pousa suavemente a mão sobre a dele.— Tem cuidado.

— Tu também.

Ela sai.

Juba olha para Maximus com um leve sorriso.— Há qualquer coisa entre vocês.

Maximus fica em silêncio por um momento.— Não é altura para isso.

— Talvez mais tarde… se sobrevivermos.

Maximus deixa escapar um leve sorriso, depois o olhar volta a ficar sério.

— A luta ainda não acabou… e a parte mais difícil começa agora.

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