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Portuguese With Leo (2021), The 6 verb tenses of the SUBJ... – Text to read

Portuguese With Leo (2021), The 6 verb tenses of the SUBJUNCTIVE in Portuguese - Part 2/2 // Learn European Portuguese

중급 1 포르투갈어의 lesson to practice reading

지금 본 레슨 학습 시작

The 6 verb tenses of the SUBJUNCTIVE in Portuguese - Part 2/2 // Learn European Portuguese

Olá a todos e bem vindos de volta ao Portuguese With Leo!

Na semana passada fiz um vídeo em que expliquei o que é o conjuntivo e quais são as 5 principais

situações em que é utilizado. Se ainda não viram esse vídeo, sugiro que o vejam

antes de verem este. No vídeo da semana passada foquei-me sobretudo

no presente do conjuntivo, e hoje vou falar sobre aquilo que faltou dizer sobre o conjuntivo,

nomeadamente quais é que são os diferentes tempos verbais do conjuntivo, como é que

se conjugam e em que situações específicas é que se utiliza cada um desses tempos verbais.

Antes de começar este vídeo, quero só anunciar que o Portuguese With Leo está quase a fazer 1 ano de idade.

Publiquei o meu primeiro vídeo no dia 23 de julho do ano passado, e por isso

daqui a 2 semanas, no dia 23, vou publicar um vídeo de Q&A;, ou perguntas e respostas.

Por isso, se tiverem perguntas que me queiram fazer, perguntas sobre este canal, perguntas sobre Portugal,

perguntas sobre a Língua Portuguesa ou até mesmo perguntas sobre mim, deixem nos comentários

ou enviem para o email leo@portuguesewithleo.com. Então, o conjuntivo! Na semana passada descobrimos

que o conjuntivo não é um tempo verbal, mas sim um modo verbal.

O conjuntivo tem na verdade 6 tempos verbais, que estão divididos em três tempos simples

e três tempos compostos. Os tempos simples são o Presente, o Pretérito Imperfeito e o Futuro,

e são simples porque as suas conjugações só têm uma palavra,

que é o verbo principal. Os tempos compostos são o Pretérito Perfeito,

o Pretérito Mais-que-Perfeito e o Futuro Composto. O facto de serem compostos significa

que têm 2 palavras. A primeira é sempre o verbo auxiliar “ter” conjugado na forma

do conjuntivo, e a segunda é o verbo principal, sempre no particípio.

Claro que a melhor forma de aprendermos estas conjugações é vendo-as e ouvindo-as, e

por isso agora vou mostrar-vos como é que se conjuga o verbo “ser” nos 6 tempos

do conjuntivo. Escolho o verbo “ser” porque é o verbo

mais utilizado em português, mas se quiserem ver como é que se conjugam outros verbos

nos diferentes tempos verbais, recomendo-vos a página Reverso Conjugation. O link está na descrição.

Então a conjugação do verbo ser, começando pelo Presente do Conjuntivo:

Agora passamos para o nosso primeiro tempo composto, que é o Pretérito Perfeito do Conjuntivo.

Este tempo é muito simples, porque basta conjugar o verbo “ter” no presente

do conjuntivo e o verbo principal no particípio.

A seguir temos o Pretérito Imperfeito, que é novamente um tempo simples:

E a seguir vem o nosso segundo tempo composto, o Pretérito Mais-que-Perfeito do conjuntivo.

Este *tempo* é a combinação do verbo ter no imperfeito e o verbo principal no particípio.

O nosso último tempo simples é o Futuro do Conjuntivo, que se conjuga assim:

E finalmente, o nosso último tempo composto é o Futuro Composto do Conjuntivo.

A fórmula é a mesma, é formado pelo verbo auxiliar “ter” no futuro simples do conjuntivo

e o verbo principal no particípio.

E bom, depois desta exaustiva conjugação do verbo ser, conseguimos perceber 2 coisas

que tornam tudo mais fácil. A primeira coisa é que a conjugação em

todos os tempos do conjuntivo segue sempre o mesmo padrão:

A 1ª e 3ª pessoas do singular são sempre iguais: Eu seja; ele / ela seja. Eu fosse;

ele / ela fosse. Eu for; ele / ela for. Estas conjugações vão ser a base para as outras conjugações

A 2ª pessoa do singular é igual à 1ª e à 3ª com um -s à frente:

Tu sejas; tu fosses. Ou então um -es no caso do futuro do conjuntivo: Tu fores.

A 1ª pessoa do plural é igual à 1ª e à 3ª com um -mos à frente:

Nós sejamos, nós fôssemos; nós formos.

E a 3ª pessoa do plural é igual à 1ª e à 3ª com um -m à frente:

Vocês / eles/ elas sejam; fossem. Ou com um -em no caso do futuro: Vocês / eles / elas forem.

A segunda coisa que torna tudo mais simples é que cada um dos tempos verbais compostos

tem uma relação com cada um dos tempos verbais simples, e normalmente são usados nas mesmas situações:

Por exemplo, o presente com o pretérito perfeito:

Que eu seja; Que eu tenha sido. O imperfeito com o mais-que-perfeito:

Se eu fosse; Se eu tivesse sido. E o futuro simples com o futuro composto:

Quando eu for; Quando eu tiver sido. Uma vez que os tempos simples são muito mais

utilizados do que os compostos, vou focar-me agora nas diferentes situações em que se

utilizam os tempos simples: presente, imperfeito e futuro.

O presente do conjuntivo já sabemos quando é que se utiliza porque foi o foco, o tema,

do meu episódio anterior sobre o conjuntivo. As 5 situações principais são desejos,

incertezas, estados psicológicos, frases impessoais e frases concessivas, ou seja,

aquelas em que há um impedimento. O que eu não disse no outro episódio é

que também podemos usar o imperfeito do conjuntivo nestas situações se estivermos a falar no

passado. Vamos pegar em alguns exemplos do episódio anterior e colocá-los no passado:

Quero que me faças um favor. Esta frase exprime um desejo. Se mudarmos

o verbo da oração principal “quero que” para o passado, então também temos de mudar

o verbo “fazer”, no conjuntivo, para o passado, para o imperfeito do conjuntivo:

Queria que me fizesses um favor. A seguir uma frase que exprime incerteza:

Não acho que seja boa ideia andar de mota sem capacete.

Mais uma vez, se mudarmos a primeira oração para o passado, também temos de mudar a oração

no conjuntivo para o passado: Não achei que fosse boa ideia andar de mota sem capacete.

A seguir uma frase que exprime um estado psicológico:

Tenho medo que *não* seja verdade. No passado pode ficar: Tinha medo que não fosse verdade

De seguida o exemplo de uma frase impessoal: É importante que vocês estudem português.

No passado fica: Era importante que vocês estudassem português.

E finalmente: Embora a água esteja fria, vou dar um mergulho.

No passado fica: Embora a água estivesse fria, fui dar um mergulho.

Para além destas 5 situações em que se pode usar tanto o presente como o imperfeito do conjuntivo,

há uma outra situação em que só se usa o imperfeito do conjuntivo.

Esta situação é quando falamos de coisas que, se acontecessem de uma certa forma,

levariam a que outras coisas acontecessem. Se isto, então aquilo.

Aquilo que em inglês é conhecido como if-clauses.

Aqui temos de combinar o imperfeito do conjuntivo com um outro modo verbal, que é o condicional.

A fórmula para formar estas frases é:

Se + Imperfeito do Conjuntivo, (então) Condicional. Por exemplo

Se eu fizesse mais exercício, estaria em melhor forma.

Se eu acordasse mais cedo, aproveitaria mais o dia.

Se tu soubesses a verdade, não dirias isso.

E finalmente, temos o futuro do conjuntivo, um tempo verbal que eu pensava que só existia

em português, mas que, ao que parece, também existe em espanhol e em galego, só que não

é usado na linguagem corrente nestas duas línguas.

Basicamente, também se usa o Futuro do Conjuntivo nestas mesmas situações com a palavra “se”

em que que se algo acontecer, então outra coisa vai acontecer. Se isto, então aquilo.

A única diferença é que usa-se nestas situações quando falamos da possibilidade de algo acontecer

no futuro, não de algo que já aconteceu ou que está a acontecer. Aqui a fórmula é:

Se + Futuro do Conjuntivo, (então) Futuro do Indicativo. Por exemplo:

Se eu fizer mais exercício, vou estar em melhor forma.

Se eu acordar mais cedo, vou aproveitar mais o dia.

Se seguires os conselhos dos teus pais, vais ter mais sucesso.

Para além da palavra “se”, a outra palavra que normalmente indica que estamos perante

um futuro do conjuntivo é a palavra “quando”. Usamos a palavra “quando” nestas mesmas

situações de “se isto acontecer, então aquilo vai acontecer”, mas usar “quando”

em vez de “se” mostra que estamos mais seguros de que aquilo vai acontecer.

Não é uma questão de “Será que vai acontecer ou será que não vai acontecer?”, mas é

sim uma questão de “Eu sei que vai acontecer, a questão é quando?” Por exemplo:

Quando eu fizer mais exercício, vou estar em melhor forma.

Quando seguires os conselhos dos teus pais, vais ter mais sucesso.

Outro exemplo de uma frase com “quando” e futuro do conjuntivo é:

Quando virem este vídeo, ponham gosto e subscrevam o canal!

Bom, foi um episódio longo e com bastante informação e eu espero que tenham gostado

e espero que tenham percebido um pouco melhor estas utilizações mais difíceis do conjuntivo.

Aconselho-vos a verem tudo mais do que uma vez e até a tirar notas para perceberem bem

tudo aquilo que expliquei, e não se esqueçam de que é normal não perceber tudo à primeira

e é normal fazer erros até mesmo depois de muitos meses e até anos a falar português.

Até os falantes nativos às vezes fazem erros com o conjuntivo!

Digam nos comentários quais é que são as vossas principais dificuldades com o conjuntivo,

e se estiverem a ver isto antes de dia 23, publiquem também as vossas perguntas para

o meu Q&A; de aniversário. Muito obrigado e até para a semana!

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