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Danilo Brito (Música Choro), O MAIOR FLAUTISTA DO MUNDO - por DANILO BRITO

O MAIOR FLAUTISTA DO MUNDO - por DANILO BRITO

Eu vou falar um pouco da história e convivência minha...

Com o maior flautista do mundo!

Eu cresci, como vocês sabem, ouvindo os discos de vinil...

Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, Pixinguinha, Luperce Miranda, entre outros...

E, entre esses grandes músicos brasileiros, esses geniais músicos, estava...

O grande Altamiro Carrilho!

Flauta maravilhosa que eu escutava.

E que meu pai dizia:

"Esse aí é o maior flautista do mundo, Nilo!

E eu ficava admirado com aquilo...

Uma coisa interessante é...

Desses grandes ídolos que eu tinha, que eu via...

Nesses discos, nessas gravações...

Altamiro era o único que estava vivo ainda..

Bom...

Algum tempo depois...

Eu tive a oportunidade de conhecer Altamiro Carrilho...

Pessoalmente!

Graças a Nelson Galeano,

O meu amigo Baloi!

Violão de 7 cordas.

Aliás, grande incentivador de jovens talentos.

E ele me levou para conhecer o Altamiro.

Que o Altamiro estava fazendo um show.

Uma pequena temporada...

No Sesc Pompeia em São Paulo.

Um pouco antes da apresentação, Altamiro estava almoçando...

Quando eu cheguei, estava ele lá... muito simples...

Muito alegre, muito divertido...

Contando histórias enquanto almoçava.

Me lembro que ele estava comendo arroz, feijão...

Um franguinho cozido.

Enquanto ele tirava a carne da coxinha da asa...

Ele contava histórias.

Histórias dele, que era um ídolo meu!

E de outros ídolos, também!

Como esses que citei há pouco.

Então aquilo foi um dia muito marcante para mim.

Meu pai estava presente nesse dia, também...

Foi quando nós conhecemos o grande Altamiro Carrilho!

E... o Altamiro... [pássaro canta]

Nesse dia contou histórias da gravações com Jacob...

Com Waldir, com Luiz Gonzaga, com Pixinguinha...

Também contou histórias do Regional do Canhoto...

Em que ele participou...

Com grande brilho.

Inclusive com uma responsabilidade enorme...

De substituir o grande Benedito Lacerda!

Imagine isso!

Eu tinha acabado de gravar o disco...

"Moleque Atrevido", que foi meu primeiro CD.

Que eu gravei aos 13 anos de idade.

O Baloi: "Olha, Altamiro..."

"Esse garoto quer te mostrar uma gravação"

Eu falei: Não, seu Baloi! Deixa...

"Não! Dá o CD para ele, rapaz!"

[risos]

E eu entreguei o CD "Moleque Atrevido" para o Altamiro.

Puxa, ele agradeceu muito...

E, para minha surpresa...

Pouco tempo depois... coisa de um ano, assim...

Ele voltou a São Paulo...

Fazendo uma temporada no Teatro Municipal de São Paulo...

E me chamou como convidado!

Puxa! Aquilo foi um momento marcante na minha carreira!

Tocar no Teatro Municipal de São Paulo...

Que já é um grande feito!

E, ainda, ao lado de um dos meus maiores ídolos!

Dos maiores músicos do mundo!

Grande Altamiro Carrilho!

Ele sempre muito brincalhão... muito divertido!

Deixando a gente sempre à vontade.

Fato curioso é que nesse dia...

Eu falei: "seu Altamiro..."

"Eu não acho quem dê um nó na minha gravata..."

"Ninguém sabe dar um nó na gravata..."

"O senhor poderia...?"

"Venha cá, meu filho... Eu sei dar o nó..."

Aí ele deu o nó.

Eu tenho até hoje, esse nó na gravata!

De Altamiro Carrilho!

Está guardada... qualquer dia, eu mostro.

Ele sempre tocava o Hino Nacional antes de começar o show.

Botava todo mundo de pé, na plateia!

Com a mão no peito.

E cantando o Hino Nacional Brasileiro!

Era muito bonito aquilo.

E.. a partir daí... surgiu uma grande amizade!

Uma bonita parceria.

A gente se dava muito bem pessoalmente, musicalmente...

Muitos outros concertos vieram...

Teve o projeto "Grandes Encontros"...

Um show maravilhoso!

Muito cheio! Lotado! Uma plateia entusiasmadíssima!

Efim... muitas coisas.

Ele teve uma participação em um disco meu, chamado "Perambulando".

De 2005.

Que nós tocamos uma música...

♪ Muito bonito! Chama-se: "Recordações".

Essa música.

E o Altamiro fez uma flauta maravilhosa!

Mas teve uma coisa que não teve registro...

E que eu vou confessar a vocês aqui.

Foi uma das coisas mais bonitas que eu já vi!

Em matéria de música.

De criação musical artística.

Que não foi registrada.

A gente gravou...

E a gente foi ouvir depois...

Lá na sala do técnico de som...

O resultado daquilo.

E ele estava com a flauta.

Nessa salinha do técnico...

A gente estava ouvindo a gravação que havíamos acabado de fazer.

E ele começou a fazer contrapontos sobre a gravação...

E eu me emocionei com aquilo!

Era uma das coisas mais bonitas que eu já havia ouvido!

Na minha vida.

Tamanha capacidade... criatividade!

Tudo com muita beleza!

Com economia de notas...

Tudo muito bem encaixado...

Tudo com expressão artística...

Aquilo foi uma coisa que me impressionou demais!

Sem dúvida, foi um dos maiores músicos que já tivemos no Brasil.

E no mundo!

Eu quero mostrar a você um pequeno registro...

Um registro bem simples, é verdade, como você poderá ver...

Feito há mais de 10 anos...

[mugido]

Mas que me orgulha muito!

Por ter produzido esse show.

Por ter compartilhado o palco...

Com o grande Altamiro Carrilho!

E ao lado de grandes músicos brasileiros...

Como Luizinho 7 Cordas.

João Camareiro, em uma de suas primeiras apresentações.

O grande Milton Mori!

Ao cavaquinho... Aliás Milton Mori sempre brincalhão!

Altamiro, também, muito brincalhão...

Se davam muito bem [risos]

E Rafael Toledo no pandeiro.

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Está bem?!

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Deste canal que é dos amantes da música feita de coração!

Um grande e forte abraço!

- Eu estava para viajar, oh, Danilo...

Para Fortaleza...

Aquele teatro bonito... fazer shows lá...

Eu e meu grupo...

Eu estava no Aeroporto do Galeão, antigamente...

O nome do aeroporto era Galeão...

Agora é Maestro Antônio Carlos Jobim.

O Miltinho vai fazer depois, para mim, aquela entrada.

E eu ali com meus amigos...

Do conjunto...

E tocou uma sinetinha, lá...

Aquela que chamava os voos antigamente:

♪Blim, blim, blim, blim♪

Como é mesmo, Miltinho?!

♪ [toca as notas diferente do cantado]

Não, não... Lá, Dó, Fá, Sol [risos]

As notas finais são Fá, Sol, Miltinho! [risos]

♪ Agora, sim! [risos] Eu estou falando para chatear o Miltinho...

O miltinho gosta de brincadeira, então, estou brincando com ele!

Essa 4 notinhas musicais ficaram no meu ouvido...

♪ Blim, blim, blim, bim ♪

Eu digo: ai, ai, ai, ai , ai...

Acho que isso dá Choro!

Arranjei um papel de embrulho, lá....

Improvisei um pentagrama...

Escrevi as quatro notinhas sem divisão, sem nada!

Eu não sabia o que iria acontecer...

Mas alguma coisa iria acontecer dali!

E foi... Escrevi o trechinho...

♪ Bam, bam, bam, bam ♪

Escrevi novamente... senti o desejo de repeti-la...

♪ Pam, pam, pam, pam ♪

♪ [cantando a melodia] ♪

Ah, que Chorinho que vai dar isso aqui! [risos]

Começou a brotar a melodia!

Aquela coisa... todos os anjos me rodeando!

Cada um cantarolava... e eu "Calma!" [risos]

Devagar... tem pra todos... [risos]

Entramos no avião...

Dentro do avião, eu comecei...

Eu continuei a receber as melodias...

E, quando cheguei em Fortaleza, estava pronto o Chorinho...

"Aeroporto do Galeão"

Baseado naqueles toques das chamadas dos voos.

Então... eu vou tocar, agora, para vocês...

Mas escreveram ali no roteiro:

"Aeroporto do Galinhão" [risos]

Quando eu soube, foi de propósito, para brincar comigo.

O pessoal brinca muito comigo...

Não sei por que...

Porque eu sou jovem, bonito, tenho muito talento...

Acho que é por isso [risos]...

Tenho todas as qualidades reunidas... [risos]

[risos]

♪ Que mentira, que lorota boa! ♪ [risos]

Então... eu vou tocar o Chorinho "Aeroporto do Galeão"...

Eu estou sentindo que esse auditório está um pouco frio...

[plateia: ahhhhh...]

Vocês jantaram? [risos]

Todos jantaram?! [risos]

Fizeram só um lanche, não foi?

Um lanche levezinho, não é? [risos]

Então, agora, nós vamos aquecer o negócio...

Vamos lá! Miltinho! ♪

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