Por que o PARÁ é o MELHOR ESTADO do Brasil? [PORTUGUÊS | INGLÊS] (2)
quadrados. Foram encontradas toneladas do minério, mas em 1992 o governo fechou a
mina. Até hoje algumas pessoas ainda procuram ouro por lá. Inclusive, em 2021 se iniciou uma
nova corrida em Curionópolis depois que um filão de 5 quilômetros de ouro foi
encontrado junto com algumas pepitas próximas à superfície. Tá querendo ir pro Pará agora, né?!
E depois de tanta luta durante os tempos, finalmente o Pará voltou a
brilhar no ranking dos bons ambientes pra fazer negócios. Em 2021, segundo a revista Exame,
13 cidades apresentaram condições para a abertura de novas empresas. Barcarena é o grande destaque,
único município da região norte que apareceu no Top 10 do setor de indústria.
Bem. E você achando que o Pará não tinha nada, isso que nem comecei a mostrar o estado. Então
fica aí que agora vou te apresentar todos os motivos pelos quais você deve conhecer
o Pará e concordar comigo quando digo que esse é o melhor estado do Brasil.
E se está gostando do conteúdo, compartilhe o vídeo adiante para que mais pessoas do Brasil
e do mundo possam conhecer este baita lugar. E se quiser trocar uma ideia com mais gente
apaixonada pelo nosso Brasil e receber dicas e curiosidades sobre o assunto
entre no nosso grupo do Telegram. Vou deixar o link aqui na descrição.
Começando pela capital, Belém, também chamada de Belém do Pará,
é definitivamente a cidade mais lembrada do estado, além de ser a segunda mais populosa de
toda região norte com 1,5 milhão de habitantes. Ela foi fundada em 1616 por portugueses nas
margens da Baía do Guajará e do Rio Guamá e tinha como função ajudar os portugueses
a conquistar a foz do Rio Amazonas e proteger a região da invasão dos europeus.
Foi no fim do século 19 e início do século 20 que Belém viveu seus áureos tempos com o ciclo
da borracha. Foi uma cidade muito importante no comércio internacional, tendo sido construídas
várias obras nessa época, como o Palácio Lauro Sodré, o Palácio Antônio Lemos e o Theatro da Paz.
Belém é conhecida como a Cidade das Mangueiras por conta das principais avenidas onde se encontram
várias árvores do tipo e que formam incríveis túneis, além de ser a capital mais chuvosa do
Brasil. E por lá se destacam alguns lugares como o Mercado Ver-o-Peso, o cartão postal de Belém
com quase 390 anos que funciona até hoje, além de ser considerado uma das 7 maravilhas do Brasil.
Também o Mangal das Garças, um parque zoobotânico às margens do rio Guamá. O Bosque Rodrigues Alves,
criado no ciclo da borracha e inspirado no “Bois de Boulogne” de Paris. E o Museu Emílio Goeldi,
uma referência internacional na exposição da flora, fauna e nos estudos do Homem Amazônico.
E como esse não é um vídeo apenas sobre Belém, vamos seguindo o baile,
que quando sair um só da cidade eu falo sobre muito mais coisas. E pra você que
pensa que no Pará só tem mato, é agora que a parte de cair o queixo começa.
Na região da Grande Belém existe uma cidade chamada Ananindeua, lá foi criado o Museu
Parque do Seringal, o primeiro museu do estado dedicado ao ciclo da borracha.
Na cidade de Barcarena é onde se encontra o maior porto do Pará, o Porto de Vila do
Conde. E na cidade de Castanhal é onde fica a Catedral Santa Maria Mãe de Deus, uma das maiores
obras arquitetônicas de toda região, e também o monumento Cristo Redentor com 24 metros de altura.
Seguindo pra região do Baixo Amazonas, lá é onde em 2015 a atividade de produção de
cuias se tornou um Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. Elas são feitas há mais de 200 anos
por mulheres que vivem em comunidades ribeirinhas. E é lá que fica Santarém,
a terceira maior cidade do Pará e uma das 100 melhores cidades pra se empreender no Brasil, além
de ser bastante histórica. Ela foi fundada em 1661 e é uma das mais antigas da região da Amazônia.
Santarém é um dos 65 municípios indutores do turismo no Brasil
e é carinhosamente apelidada de Pérola do Tapajós por conta do ecoturismo,
da cultura, da gastronomia e das atividades de aventura. Como é banhada pelo Rio Tapajós,
a cidade tem mais de 100 quilômetros de praias, mas o destaque ali fica pro
distrito de Alter do Chão, que ficou conhecido internacionalmente como “Caribe Amazônico”.
O encontro das águas do rio Tapajós com as barrentas do Amazonas também
é outra coisa que vale a pena ser vista, já que se tornou um
Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Pará. Santarém também é palco do Sairé,
uma manifestação folclórica e religiosa com origens indígenas e lusitanas que mistura
elementos profanos e religiosos e que se tornou uma das maiores festas do estado.
A Cerâmica Tapajônica de Santarém também é famosa, e adivinha! Foi reconhecida
como Patrimônio Artístico e Cultural do Pará e lembra muito o estilo barroco e a arte chinesa.
E aqui cabe uma curiosidade. Você já ouviu falar em mocorongo, certo? Normalmente a palavra tem uma
conotação de pessoa boba, ou coisa do gênero. Mas sabia que era como chamavam quem nascia na
região do Tapajós e na cidade de Santarém? Só que depois de uma novela da Rede Globo, onde a
palavra era usada com tom pejorativo, as pessoas nascidas em Santarém mudaram seu gentílico,
que passou a ser “santareno”. Santarém merece um vídeo só dela ou não? Comenta aí embaixo.
Outra cidade é Óbidos, na margem mais estreita do Rio Amazonas, e onde se encontra o Forte Pauxis de
1697. Pauxis era em homenagem aos índios pauxis que viviam ali antes dos europeus, e hoje é nome do dito melhor carnaval da região, o Carnapauxis. Mas fora disso, Óbidos tem muitos casarões
históricos, além de ter sido a cidade natal de Inglês de Sousa, cofundador da Academia Brasileira
de Letras e também José Veríssimo, o principal idealizador da Academia Brasileira de Letras.
Em Monte Alegre são as artes rupestres de mais de 10 mil anos que se destacam.
São 19 sítios arqueológicos no Parque Estadual de Monte Alegre,
mas talvez o mais conhecido seja o sítio da Caverna da Pedra Pintada com
pinturas rupestres de mais de 11.200 anos, que tem até um parto desenhado.
Alenquer é outro lugar importante pelas belezas naturais e pela influência do misticismo,
principalmente pela Cidade dos Deuses, um sítio arqueológico com formações rochosas diferentonas
que formam o cartão postal da cidade e que te fazem pensar como aquilo consegue ficar em pé!
E aí, tá curtindo o Pará? Fala sério, vocês sabiam que tinha tanta coisa
assim no estado? Tá conhecendo muita coisa nova? Comenta aí embaixo. Deixa tua marca.
E se você já conhece o estado, utilize a #MinhaFotoNoElzinga
quando publicar algo nas redes sociais que as melhores fotos serão repostadas.
Indo pra região da Ilha do Marajó, são 16 cidades que fazem parte do maior
arquipélago fluviomarinho do mundo. Além de ser banhado pelo Atlântico,
também é pelos Rios Tocantins e Amazonas e possui mais de 2500 ilhotas, sendo a
mais famosa a Ilha de Marajó, a maior ilha do Brasil acessada por catamarã pela capital Belém.
Mas talvez o que mais chama a atenção na ilha, além das praias,
dos igarapés e dos esportes e trilhas, são os rebanhos de búfalos: são quase 600 mil cabeças,
a maior quantidade do Brasil. Os búfalos são símbolos da ilha, são criados soltos, fazem parte
do cenário e servem até de táxi, de montaria policial ou pra tração das carroças. O leite,
a manteiga e a carne de búfalo obviamente também estão presentes na gastronomia de Marajó.
É lá também que acontece a Pororoca do Pará, no encontro das águas do Rio
Amazonas com o Oceano Atlântico, e também onde são produzidos os famosos jarros,
vasos e urnas funerárias de forma artesanal conhecidos no mundo todo.
Mas falando das cidades, em Soure, a “capital” da região de Marajó, é onde as atrações naturais
chamam a atenção no estado. As praias ali são bastante populares, como a do Pesqueiro
com dunas que vão em toda extensão, também a de Araruna próxima ao mangue, além do curtume
que é bacana de ser visitado e onde utilizam o couro do búfalo na fabricação de diversas coisas.
Em Afuá, outra cidade da região, é onde fica a Veneza Amazônica, um lugarzinho completamente
construído em palafitas, e por conta da falta de terra firme não existem carros nem motos na
cidade. Todo mundo anda de bicicleta. A polícia anda de bicicleta, os táxis são em bicicletas,
e tem até uma bicilância pros que passam mal. É um lugar certamente único no Brasil.
Na cidade de Salvaterra, um dos maiores produtores de abacaxi do Brasil, é onde fica a Vila Histórica
de Joanes, um sítio arqueológico do período colonial com ruínas de um convento jesuíta.
Em Melgaço e Portel, também é onde fica a Floresta Nacional de Caxiuanã,
a mais antiga floresta nacional da Amazônia Legal e a segunda mais antiga do Brasil.
Saindo da Ilha e indo pra Região do Sudeste do Pará, é onde encontramos a Mina de Carajás,
a maior mina a céu aberto do mundo, que foi descoberta por acidente. Tudo
aconteceu quando um geólogo sobrevoava a região à procura de manganês e precisou
pousar pra abastecer. Quando chegou ao chão analisou o solo e encontrou ferro.
Depois disso iniciaram-se pesquisas minerais na região e o resultado disso é que, hoje,
ali é onde mais se encontra minério de ferro de alta qualidade do mundo.
Em São Geraldo do Araguaia é outro lugar interessante, porque lá fica
o Parque Estadual Serra das Andorinhas com um dos ecossistemas mais ricos do Brasil,
além de 292 cavidades geológicas, sendo 26 delas cavernas e 36 grutas.
Em Parauapebas são as florestas, os rios, as serras e as jazidas minerais que chamam a atenção,
e é lá que fica a Floresta Nacional de Carajás, o Parque Zoobotânico de Carajás,
o Garimpo das Pedras e a Estância de Águas Maria. E aqui cabe outra curiosidade, é na Serra dos
Carajás que 20% de todas as cavernas do Brasil se encontram, sendo a maior concentração do país.
Na região sudoeste, uma das partes menos povoadas, é onde fica Altamira que eu falei antes,
a maior cidade do Brasil. E é por ali que também fica a Floresta Nacional de Tapajós
que preserva espécies da flora e da fauna e que conta com águas cristalinas e areia
branquinha. São mais de 160 quilômetros de praias e muitas paisagens que não cansam
ninguém. Ali, o turismo tem crescido muito, principalmente durante a Jungle Marathon,
uma maratona de selva com atletas de vários países do mundo, e também por conta da Sumaúma Vovó,
uma anciã da floresta amazônica com cerca de 1000 anos de vida. Queridona né?!
Outro lugar é o Parque Nacional da Amazônia e diversas atividades voltadas para a visualização
de pássaros, animais silvestres e estar em contato com a natureza.
Já no nordeste paraense, é onde fica Maracanã,
uma cidade famosa pelas natureza e pelas praias tranquilas. Mas talvez
o que chama mais a atenção ali é um lago de águas vermelhas logo antes de chegar na areia da praia.
É ali também que fica Maiandeua, uma ilha de pescadores também conhecida como Ilha
do Algodoal por conta do algodão-de-seda, e que apresenta diversas praias com cenários
únicos compostos pelo sol e o Atlântico, cheio de dunas, manguezais e muitas lagoas.
Em Bragança, uma das cidades mais antigas do Pará, fundada em 1613,
uma coisa interessante de ser feita é passear pelo Centro Histórico com
prédios antigos de influência europeia, assim como se deslumbrar com as praias
da cidade e também participar das festas de São Benedito que reúnem milhares de pessoas.
Em Salinópolis, são ainda mais praias e cenários calmos que chamam a atenção, com destaque pra
Praia do Maçarico, a Praia do Atalaia e as Dunas e o Lago da Coca-Cola. Em Igarapé-Açu
são os igarapés que atraem curiosos e famílias em busca de calmaria. Um destaque ali é a Lagoa Azul.
Em Colares é onde vários documentários da série Arquivos Extraterrestres da History