Por que JOINVILLE é a MELHOR CIDADE do Brasil? [PORTUGUÊS | INGLÊS]
Oi pessoas, Elzinga aqui.
E hoje vamos falar sobre Joinville, e todos os motivos que fazem da cidade mais populosa
de Santa Catarina, a melhor cidade do Brasil.
Antes de mais nada...
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mais um monte de coisas legais sobre nossa Pátria amada, idolatrada.
Salve!
Salve!
Então… bora lá!
Se você achava que Florianópolis era a maior cidade catarinense, tenho que te desiludir,
porque esse título vai pra Joinville.
Floripa e Vitória do Espírito Santo são as únicas capitais estaduais que não são
as maiores cidades dos seus estados.
Doido isso né?!
E Joinville é uma cidade com aproximadamente 600 mil joinvilenses, sendo a terceira mais
populosa do sul do nosso Brasil, só perdendo pra Curitiba e Porto Alegre.
A cidade, além da quantidade de gente que vive lá, também é um baita polo tecnológico,
econômico e industrial de Santa Catarina.
Mas, nem tudo sempre foi assim nesse presente de cidade… literalmente.
A cidade é um presente.
Como assim Elzinga?
Lá pela época que o lampião dava choque, em meados de 1830, um rapaz francês chamado
François Ferdinand Philippe Louis Marie d'Orléans veio dar uma voltinha pelo Brasil e acabou
se apaixonando por uma moça com um nome mais comprido ainda do que o dele, que vamos chamar
apenas de Princesa Dona Francisca.
Dona Francisca era filha de Dom Pedro Primeiro e Maria Leopoldina, que se você lembra bem
eram os imperadores do Brasil.
E ela se apaixonou de volta pelo moço.
É importante falar isso porque naquela época nem todo amor era recíproco e ninguém estava
nem aí.
Anos depois, em 1843 eles se casaram, e como um dote para o mais novo casal eles receberam
algumas terras na então Província de Santa Catarina, e é aí que começa a história
de Joinville.
Só que eles foram tão ingratos que voltaram pra Europa e nunca pisaram nas suas terras
novas.
Muito feia a atitude, por sinal.
E aí um rapaz chamado Frederico Bruestlein ficou responsável pelo dote do Príncipe,
e só mais um tempão depois que resolveram batizar de vez esse pedaço de chão com o
nome de Joinville, que era uma homenagem à cidade de Joinville-Le-Pont, onde nasceu o
ingrato François.
Achou que eu não ia conseguir falar né… François Le Pont, Le Petit...
E como se nada disso bastasse, construíram o Palácio dos Príncipes na então Joinvile,
uma sede administrativa da colônia para recepcionar os novos pombinhos reais.
E adivinha?
Eles continuaram nunca pisando na cidade.
Hoje ali fica o Museu da Imigração e Colonização.
Joinville nasceu oficialmente em 9 de março de 1851, mas só depois que o príncipe querido
liberou algumas terras pros imigrantes se instalarem.
Antes de ser Joinville, essas terras se chamavam Colônia Dona Francisca e eram parte de São
Francisco do Sul.
É por essas que Joinville é chamada de “A Cidade dos Príncipes”.
História maluca essa hein.
E aqui cabe uma coisa interessante.
Na bandeira de Joinville tá escrito esse negócio aqui em latim, e eu achei fenomenal
o significado: “A minha grandeza se identifica com a grandeza do Brasil”.
O escudo da bandeira também faz alusão ao Brasil Império, o emblema do Príncipe de
Joinville, à Noruega, à Prússia e à Suíça, basicamente a galera que fundou a cidade.
E vamos a algumas coisas interessantes sobre Joinville.
Além de ser chamada de Cidade dos Príncipes por esse motivo nada peculiar, também é
chamada de Manchester Catarinense, porque depois do fim da Segunda Guerra Mundial a
cidade cresceu tanto que se tornou um dos principais pólos da indústria brasileira.
Exatamente como Manchester na Inglaterra quando usou pela primeira vez a máquina a vapor
na indústria têxtil em 1789.
Joinville também é a cidade das flores, herança dos colonizadores alemães que competem
entre si pra ver quem tem o jardim mais bonito.
Anualmente, em outubro, rola a Festa das Flores na cidade, Patrimônio Histórico, Artístico
e Cultural de Santa Catarina.
Também é Cidade da Dança, graças ao maior festival de dança do mundo.
E sim você ouviu direito, tá lá no Guinness Book, não sei qual página.
Durante o Festival de Dança de Joinville mais de 6.500 bailarinos sobem aos palcos.
E como se não bastasse, a cidade teve a primeira e única filial mundial do Teatro Bolshoi
fora da Rússia, que se você não sabe é uma das maiores companhias de ópera e balé
do mundo.
Joinville é a vigésima-primeira cidade brasileira no ranking dos melhores IDHs.
Em 2016 a Isto É elegeu Joinville como a segunda melhor cidade pra se viver no Brasil.
Aliás, a cidade está sempre no anuário das Melhores Cidades do Brasil.
Tem ainda o maior PIB de Santa Catarina e o vigésimo-oitavo do Brasil.
É o maior polo industrial de Santa Catarina, importante na indústria metal mecânica,
alimentos, softwares, computadores, tecidos, máquinas e mais uma coisarada.
É lá que encontramos grandes empresas como Amanco, Tigre, Tupy, Totvs, GM, Whirlpool,
Siemens e mais um monte.
Foi em Joinville que nasceu o primeiro jornal germânico de prestígio no Brasil, o Kolonie
Zeitung.
Também foi a primeira cidade a fundar uma organização de bombeiros voluntários em
1892.
Foi em Joinville ainda que aconteceu o primeiro transplante renal de Santa Catarina.
Tem ainda como cidade-irmã Zhengzhou na China; Chesapeake nos Estados Unidos; Spišska Nová
Ves, na Eslováquia; Langenhagen na Alemanha; Schaffhausen na Suíça; e óbvio Joinville-Le-Pont
na França.
E também não podemos deixar de lembrar que falei metade dessas cidades errado.
E Joinville é popularmente conhecida como Chuville também, porque lá o pessoal não
sabe o que é sair de casa sem guarda-chuva.
Em 2014, uma matéria do G1 apontou Joinville como a cidade que tem menos dias de sol no
Brasil.
Também é cidade das bicicletas desde 1950.
Estima-se que existam mais de 250 mil na cidade.
E por lá os pratos típicos são o chineque, uma massa com farofa doce enrolada.
Também os Rollmops, que é peixe em conserva.
Ainda a famosa cuca alemã e a orelha de gato, que você pode conhecer como cueca virada
ou grostoli.
E Joinville é terra de Luiz Henrique Schwanke, o artista brasileiro mais premiado em 1985.
De Juarez Machado, o cara que, através das suas obras, inspirou a iluminação e o cenário
do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”..
Do escultor Mário Avancini.
De Nuno Roland.
Da Baterista Duda, a baterista mais jovem do Brasil e que viralizou no mundo inteiro
em diversos programas internacionais, e mais uma galera que certamente vocês vão complementar
nos comentários.
Joinville é top né?
Mas agora quero te mostrar tudo o que tem de mais legal na cidade.
E se está gostando, compartilhe o vídeo adiante para que mais pessoas do Brasil e
do mundo conheçam Joinville.
E se quiser trocar uma ideia com mais gente apaixonada pelo nosso Brasil e receber dicas
e curiosidades sobre o assunto entre no nosso grupo do Telegram que está aqui na descrição.
Bem, logo que a gente chega em Joinville nós podemos ver um dos cartões postais da cidade,
o famoso Moinho e o Pórtico que já dão a entender o que podemos esperar pela frente.
E como a cidade fica pertinho do Paraná, o que percebemos no mapa e no sotaque desse
povo, é normal vermos capivaras cruzando a Avenida Beira Rio.
Outro bicho comum por lá é o jacaré, que eles chamam de Fritz, mas não espere ver
ele pelas ruas.
Ou espere.
Sei lá, Joinville é meio maluca.
A Rua das Palmeiras é outro lugar famoso, com algumas árvores que foram plantadas ainda
em 1873 na frente do Museu de Imigração.
Lá no bairro Espinheiros também conhecemos um manguezal.
Sim, um manguezal em Joinville.
E se isso parece estranho, é porque não conhece a Praia do Vigorelli banhada pela
Baía da Babitonga famosa pelos bares na orla.
Não espere uma vista à la Maragogi, mas o lugar não fica no chinelo.
E a água é própria pra banho, viu?!
Continuando.
Visite a Rua Visconde de Taunay, a Via Gastronômica de Joinville, e a enorme quantidade de restaurantes,
casas noturnas e bares.
Ainda a Estrada Bonita com uns 5 quilômetros cheio de hotéis, pousadas e lugares para
apreciar as comidas da região.
Conheça o Museu Nacional da Imigração e Colonização, o tal Palácio dos Príncipes
com várias coisas da época que o homem foi embora e nunca mais voltou.
Ainda o Museu de Arte de 1976.
Também o Museu Nacional do Corpo de Bombeiros.
A Estação da Memória com exposições da Estação Ferroviária de Joinville mais o
Memorial da Bicicleta com bicicletas de tudo quanto é tipo.
Também o Museu Casa Fritz Alt.
A Galeria de Artes Victor Kursancew.
O Museu Arqueológico de Sambaqui, famoso sítio arqueológico com peças de mais de
4.500 anos que faz de Joinville uma referência internacional no assunto.
Também a Casa da Memória e Cemitério do Imigrante onde foram sepultados os primeiros
imigrantes da região e que é tombado pelo IPHAN.
E ainda o Instituto Internacional Juarez Machado.
É!
Joinville tem de tudo mesmo.
Só não tem comparação!
Tá conhecendo muita coisa nova?
Comenta aí embaixo.
Deixa tua marca.
E se você já conhece a cidade, utilize a #MinhaFotoNoElzinga quando publicar algo nas
redes sociais que as melhores fotos serão repostadas.
Seguindo o baile.
Em Joinville ainda vale conhecer a Festa das Flores que comentei antes e que atrai milhares
de pessoas todos os anos.
Também o tal Festival de Dança de Joinville.
Visite o Mercado Público em estilo enxaimel.
O Agrícola da Ilha com jardins, trilhas e uma capelinha pra casamento.
A Casa Fleith de 1913 toda em enxaimel e Patrimônio Histórico Nacional.
Aprecie a vista do Morro da Boa Vista e do Mirante de Joinville.
Também do Mirante da Serra Dona Francisca.
Dê uma volta pelo Parque Zoobotânico com mais de 200 animaisentro de 17 mil metros
quadrados.
Também pelo Parque Ecológico Morro do Finder.
Ainda o Parque Expoville e seu lago lindão.
Também o Parque Caieira na Baía da Babitonga, um lugar de conservação da natureza e com
material arqueológico.
E por fim passe pela Praça Nereu Ramos, a principal de Joinville junto com o Hotel Príncipe
que vale a foto no Instagram.
Também a Praça da Bandeira e ainda a Praça dos Suíços, em homenagem à galera que veio
dessas bandas para viver em Joinville.
E aí, tá entendido que Joinville é a melhor cidade do Brasil?
Se gostou do vídeo passe ele adiante.
Se não gostou, azar é o seu.
Comenta aí embaixo também qual a próxima cidade que você gostaria de ver aqui no canal.
Por hoje é isso pessoal.
Desculpa se falei alguma palavra em alemão errada, mas né... difícil falar uma coisa
que não tem vogais.
“Ein Kuss auf deine Titten”, com todo o respeito do mundo, e até a próxima.
Tchau!