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Diogo Elzinga, CIDADES PEQUENAS que você PRECISA CONHECER no RIO GRANDE DO SUL | PARTE 2

CIDADES PEQUENAS que você PRECISA CONHECER no RIO GRANDE DO SUL | PARTE 2

Oi pessoas, Elzinga aqui. E eu estou de volta para apresentar a parte 2 das cidades pequenas do RS

que vocês precisam conhecer definitivamente. A parte 1 foi um estouro no meu canal,

então criei um desafio pra que se ela chegasse a 20 mil curtidas no YouTube

nós teríamos a segunda parte. E aqui estamos nós. Então, sem mais delongas,

mete o dedão no like e bora lá que tem muita coisa legal pela frente.

E vamos começar pela pequena Nova Roma do Sul na Serra Gaúcha, uma cidade de

3.700 habitantes cercada pelo Rio das Antas e Rio da Prata. Nova Roma é um pequeno paraíso

fundado por descendentes de diversos cantos do mundo, mas que em 1888 foi marcado pela

presença dos italianos, que definem muito bem a cultura do lugar. Além de bonita,

a cidade também é famosa pelo turismo de aventura e pelas belezas naturais.

A próxima cidade da nossa lista é Santa Maria do Herval, com pouco mais de 6.000 habitantes,

bem na encosta da Serra Gaúcha, e com uma cultura tipicamente alemã. Santa Maria do Herval é famosa

pela culinária, pelo dialeto germânico falado por mais de 90% dos habitantes, pela arquitetura e

também por algumas belezas únicas como a Cascata do Herval com 125 metros de queda que divide

o espaço com a Usina Hidrelétrica Herval. Uma curiosidade: Santa Maria do Herval, assim como

muitas cidades de origem alemã no Brasil, tem um outro nome: Teewald, que significa “Floresta de

Chás” porque antigamente a galera cultivava bastante erva-mate pra usar no chimarrão.

Outro lugar é Jaquirana, uma cidade de 4.000 habitantes na região dos Campos de Cima da

Serra. A cidade é um destino obrigatório pros que amam rios, cachoeiras e outras belezas da

natureza. Por lá se destacam lugares como o Passo do S, a Cachoeira Princesa dos Campos,

a Cascata dos Venâncios e o Morro da Cruz com um Cristo Redentor e uma vista muito legal.

Cambará do Sul e seus 6.400 habitantes é a próxima cidade da nossa lista. Cambará

você conhece, é a terra dos cânions e a cidade-símbolo do Rio Grande do Sul quando

se fala em turismo. É lá que ficam o Cânion Itaimbezinho, o mais famoso,

e o Fortaleza. Mas fora isso saiba que ainda há o Cânion da Pedra, o Cânion Josafaz, o Lajeado

da Margarida, o Passo da Ilha na divisa com São Francisco de Paula e, pasmem, uma sequóia lunar

que eu vou deixar um card aqui pra vocês saberem um pouco mais sobre essa história.

Mas vamos sair da região da Serra Gaúcha, porque você precisa conhecer Forquetinha,

uma pequena cidade de 2.400 habitantes no Vale do Taquari. Forquetinha tem 98% dos moradores

descendentes de imigrantes alemães e é uma cidade cheia de construções históricas e vários atrativos

como a Igreja de Forquetinha, o Relógio de Flores, a Prefeitura e o Monumento ao Imigrante Alemão.

E já ouviu falar em Casca? É uma cidadezinha com 9.000 habitantes colonizada por imigrantes

italianos e poloneses e com bastante história. Casca se tornou palco de movimentos bélicos por

conta da Revolução de 1923 e hoje é um forte polo na produção de leite, tem o 7º melhor IDH

do RS e é cheia de coisas interessantes, como a Rua Coberta, a Igreja Matriz e o incomparável

Distrito de Evangelista, um pequeno vilarejo no interior da cidade cheio de casarões centenários.

Engenho Velho com 900 habitantes merece sua atenção também.

Uma porque é a menor cidade do RS e quarta menor do Brasil, e outra porque é bonita mesmo.

Porto Vera Cruz, na divisa com a Argentina, com 1800 habitantes é outro lugar bacana, uma pelas

belezas naturais e pela geografia local, como no Salto do Roncador que dizem fazer um barulho muito

alto; e outra pela importância histórica, já que foi palco da Batalha de M'Bororé,

um ato de resistência dos indígenas que pôs fim à expedição dos bandeirantes e

mudou a história do Brasil. Uma curiosidade: este fato fez com que a cidade integrasse

a região dos 30 povos missioneiros guaranis e fosse identificado pela Cruz Missioneira.

E que tal Alto Feliz? Nome curioso hein? Mas te garanto que é um dos

lugares mais incríveis do Estado todo. Alto Feliz tem seus pouco mais de 3.000

habitantes e vive numa mescla de descendentes de imigrantes alemães e italianos. Não à toa,

eles promovem uma festa que integra as duas descendências. Alto Feliz é famosa pelos vales,

pelos morros e pelo cuidado que os moradores têm com a cidade. Um destaque lá é o Morro do

Tigre a 700 metros de altitude e de onde dá para enxergar Porto Alegre e outras cidades.

E você já conhece Tupandi? É uma cidade da região do Vale do Caí com 5.000 habitantes e com costumes

bem alemães também. Algumas coisas interessantes pra você ficar com vontade de conhecer são:

a Casa Schoffen, uma das menores em estilo enxaimel que existem;

e o Sobrado Weber bem no centro da cidade e que abriga um museu.

Outro lugar é São José do Hortêncio com 4.800 habitantes que eu falei brevemente no vídeo

dos extremos do Brasil. Vou deixar outro card aqui. São José do Hortêncio também teve uma

colonização alemã, tendo sido o primeiro núcleo de imigrantes alemães no Vale do Caí lá em 1826,

além de ter recebido o título em 2014 de cidade mais igualitária de todo o

Brasil. Alguns destaques interessantes são a Ponte de Ferro, as Casas Antigas,

a Comunidade Capela do Rosário e a Ponte Coberta do Arroio Bonito.

Indo pras bandas do centro do Rio Grande do Sul encontramos São João do Polêsine com 2.500

habitantes, uma cidade que faz parte da 4ª Colônia de Imigração Italiana do Estado. São

João do Polêsine é cercada por morros e vales, é conhecida pela Reserva Pedras Brancas e também

pelas inúmeras igrejas e capelas, uma herança da cultura italiana. Alguns destaques lá são o

Distrito de Vale Vêneto, o grande destino turístico da cidade, e onde fica a Igreja de

Corpus Christi; também o Monumento à Nossa Senhora da Salete; e ainda algumas réplicas de dinossauros

lá na Praça Matriz. Uma curiosidade: São João do Polêsine fica na região da Rota Paleontológica,

onde foram encontrados alguns dos dinossauros mais antigos do mundo. Se quiserem que

eu fale disso comentem aí embaixo que é um assunto muito interessante, garanto a vocês.

E outra curiosidade é que em São João do Polêsine existe um distrito chamado de Recanto Maestro,

o lugar mais bizarro do mundo que parece ter sido feito pelos alienígenas, mas,

não oficialmente, pertence a São João do Polêsine porque tá em litígio, tá em briga,

com a cidade vizinha de Restinga Seca. Então, não sei de quem é isso. Deve ser dos marcianos.

Aproveitando a região, outra cidade interessante é Dona Francisca com 3.000

habitantes, e terra do primeiro coroinha que foi beatificado no mundo todo: Adílio Daronch que,

junto com o Padre Manuel Gómez González foram martirizados por defender a harmonia

entre os chimangos e maragatos, além de defender as causas de fé e de denunciar

tudo que instigava a guerra entre as pessoas. História faz tudo ser mais interessante, né?!

Outro lugar nos arredores é Silveira Martins com 2.300 habitantes, o berço

da tal 4ª Colônia da Imigração Italiana que acabei de falar,

que vale a pena ser visitada. Antigamente era popularmente conhecida como “Città Bianca”,

ou cidade branca, por conta das barracas que eram cobertas por lençóis brancos.

E aí, tá conhecendo muita coisa nova hoje? Comenta aí embaixo. Deixa tua marca. E se quiser,

participe do nosso grupo do Telegram que sempre tem curiosidades legais sobre nosso Brasil. O

link tá na descrição junto com o da minha loja, a Tu Shirts, que se você gostou da minha camiseta

então vai curtir todas nossas estampas que promovem cada cantinho do nosso Brasil.

Seguindo o bonde, na região do Vale do Jaguari encontramos Mata, com 4.700 habitantes,

uma cidade sobre uma enorme floresta de fósseis, que logo na entrada do lugar a

gente vê um dinossauro como um spoiler sobre o que há pela frente. Mata é um lugar com uma história

incrível de mais de 200 milhões de anos atrás, uma cidade de madeira que virou pedra como dizem,

além de ser muito importante para a comunidade científica que estuda as origens do mundo através

das árvores fossilizadas. O legal de Mata é que a maioria dessas coisas que eu falei fica

a céu aberto e até na arquitetura de prédios e espaços públicos, então só não vê quem não quer.

Outro lugar é Mato Leitão com 4.600 habitantes que, por lei,

tem o título de “cidade das orquídeas” por conta da dedicação da população em cultivar

esse e outros tipos de flores. Inclusive colocaram isso no brasão da cidade.

Também Arambaré, na Costa Doce, com 3.500 habitantes e suas belezas naturais,

suas figueiras, suas árvores com até 50 metros de diâmetro e também pelo

nascer do sol único à beira da Laguna dos Patos. Talvez o grande destaque da cidade

seja a Figueira da Paz que estima-se que tenha algo entre 400 e 700 anos de idade.

Ainda Manoel Viana, na região da fronteira sudoeste, com 7.300 habitantes,

a “cidade do sol” por conta da prainha Rainha do Sol às margens do Rio Ibicuí.

Itati, na região do Litoral Norte, com 2.300 habitantes,

uma cidade pouco conhecida até pelos gaúchos, mas um espetáculo geográfico entre a Serra e

o Mar. Um dos lugares mais fantásticos da cidade é a Serra do Pinto, um trecho de mais

de 10 quilômetros na rodovia Rota do Sol com um desnível de quase mil metros, também a Chapada

dos Vagalumes com várias cachoeiras, e ainda o Salto da Aratinga com 164 metros de altura.

Outra cidadezinha que você vai querer conhecer é Riozinho com seus 4.300 habitantes que tem esse

nome por conta do rio que divide a cidade em duas partes. Lá, os dois grandes destaques são a famosa

Cascata do Chuvisqueiro que atrai muitos turistas pra cidade e também a Cascata Três Quedas.

Na região do Pampa Gaúcho quem se destaca é Lavras do Sul com 7.400 habitantes,

a única cidade gaúcha que se originou na exploração do ouro,

mas que hoje vive da pecuária. Mesmo assim ainda é possível encontrar o minério em

algumas minas subterrâneas e alguns rios da cidade. Lavras do Sul é um lugar que

está crescendo bastante no turismo rural e uma das coisas que mais chamam a atenção

na cidade definitivamente são as construções antigas, como a Igreja Matriz Santo Antônio.

E como eu fui me esquecer de São Miguel das Missões e seus mais de

7.000 habitantes na parte 1? A galera não perdoou mesmo, e com toda razão,

afinal é uma das cidades mais importantes e famosas do Rio Grande do Sul e do Brasil como

um todo. É lá onde fica o Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo com suas ruínas jesuítas

super antigas que foram declaradas Patrimônio Mundial pela UNESCO. E eu esqueci de tudo

isso! Mas como um pedido de desculpas trago uma curiosidade. Vocês sabiam que as ruínas

foram representadas na antiga cédula de 5.000 cruzeiros reais em 1993? Nem eu sabia disso!

Continuando na região, outra cidade é São Nicolau com 5.200 habitantes,

a primeira querência do Rio Grande do Sul e lar de uma das ruínas das missões jesuíticas do Estado,

além de diversas obras construídas com as pedras da antiga redução

jesuítica. Um lugar da cidade que merece ser ressaltado nesse vídeo é o Passo do Padre,

o exato local onde o Padre Roque González rezou a primeira missa e onde nasceu o Rio

Grande. Elzinga também é história! CHUPA HISTORY CHANNEL e DISCOVERY CHANNEL. Ou me contratem!

E você já ouviu falar em Áurea? É uma cidade do norte gaúcho com 3.700 habitantes e uma

das cidades com o maior número de descendentes de poloneses do Brasil. Não à toa tem o título

de Capital Polonesa dos Brasileiros. Alguns destaques são a Estátua do Papa João Paulo II

na Igreja Nossa Senhora do Monte Claro, os Caminhos Poloneses como a Trilha do

Imigrante e o Resgatando a História e o Museu João Modtkowski. Certamente eu errei como se fala isso.

Em Marcelino Ramos, com 4.300 habitantes, uma das cidades com o maior fluxo turístico do Estado,

são as famosas termas e as piscinas naturais que chamam a atenção,

além da Ponte Rodoferroviária e o Santuário de Nossa Senhora da Salete.

Em Campina das Missões, com 6.000 habitantes, encontramos o berço da colonização russa no

Rio Grande do Sul com descendentes de imigrantes vindos, principalmente, da região da Sibéria. E o

interessante dessa cidade é justamente tudo que envolve a cultura russa, como o idioma,

a gastronomia, os costumes e até a religião. Parece que existe um templo da igreja ortodoxa

russa onde mulheres só entram com lenço na cabeça. Que doido saber que isso fica no Brasil.

Em Santa Tereza, uma cidade de 1.700 habitantes na região Uva e Vinho, é onde fica uma lugar típico

de interior, com um centro histórico tombado pelo Iphan. Alguns destaques são as casas históricas,

o Velho Alambique, a Paróquia Santa Tereza, a Ponte Metálica e a Praça Maximiliano Cremonese.

Em Vila Flores com 3.300 habitantes, encontramos a Capital Estadual do Filó Italiano que resgata

o costume dos primeiros imigrantes que ofereciam mesa farta aos convidados com receitas típicas.

Além disso, a cidade também é bastante procurada por conta de suas águas termais.

Em Fagundes Varela, com 2.700 habitantes, o que chama a atenção é a própria cultura com

raízes italianas num lugar onde o dialeto talian é uma língua co-oficial da cidade,

mas além disso outros destaques são a Praça Bella Vista, a Piazza Città

di Caneva, a Gruta Nossa Senhora de Lourdes e o Caramanchão, um patrimônio histórico da cidade.

E pra finalizar a lista trago a vocês Quinze de Novembro, com 3.600 habitantes,

na região das Terras Encantadas, uma cidade que inexplicavelmente encanta a todos que a visitam,

seja pelas belezas naturais ou pela receptividade das pessoas que vivem

por lá. Alguns atrativos turísticos são a Praça Clara Saft, o Museu Municipal e a Agropecuária

Canaju que certamente vale a visita pra fazer uma trilha e também se deliciar

com um café colonial. Parece propaganda, mas eles nem sabem que tô falando deles.

Bom, era isso. Se você gostou do vídeo passe ele adiante. Se não gostou,

nem sei porque assistiu até aqui. E se você já conhece alguma dessas pequenas cidades, utilize a

#MinhaFotoNoElzinga quando publicar algo nas redes sociais que as melhores fotos serão repostadas.

Por hoje é isso gente. Um beijo nas suas tetas com todo o respeito do mundo, e até a próxima. Tchau!

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