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Porta Dos Fundos 2018, YOGA

YOGA

Vamos relaxando...

Respira fundo...

Isso, sentindo cada músculo do seu corpo, da cabeça aos pés.

Isso, vamos mentalizar agora só coisa positiva.

Vamos imaginar que a gente está numa praia deserta.

Vocês em completa sintonia com a natureza.

Aquele vento batendo no rosto.

A natureza abraçando vocês.

O mar lambendo os pés.

Os passarinhos cantando no fundo.

Vocês em completa harmonia.

E, de repente, você começa a ouvir um motor lá longe.

Quando você olha, é um ônibus da CVC

com 35 idosos vindo de Goiânia.

Eles nunca viram o mar.

Descem do ônibus fazendo uma algazarra danada.

Cada um deles tem uma quentinha na mão.

Não tem paz e tranquilidade nessa época do ano,

está tudo tomado.

De repente, uns caras que vocês nem perceberam antes

começam a jogar bola,

a fazer uma altinha na beira da praia.

Aquela bola cheia de areia fica batendo em vocês.

E aí um deles saca uma daquelas caixinhas de som,

da JBL,

e colocam uma playlist de pagode no último volume.

-Babaca! -Isso, Jair.

Coloca a raiva pra fora. A paz só entra quando a raiva sai.

Farofeiro do caralho!

Isso, Pâmela, muito bom.

Aí vocês resolvem fugir daquele caos.

Seguem andando pela praia.

Voltam a sentir a natureza, o vento batendo no cabelo.

Os passarinhos voltam a cantar.

E aí vocês chegam na pousada Vila do Mar.

Um recando de paz e tranquilidade pra vocês e pra sua família.

São 15 chalés deliciosos, super charmosinhos.

Do Alana Farias, meu amigo.

É só chegar na recepção e dizer que conhece o Marcelo da yoga.

Tem sauna, piscina,

café da manhã de 8h às 10h.

E agora, no dia dos pais, tem até promoção do Peixe Urbano.

Tem chuveiro quente?

Tem tudo o que você imaginar, Pâmela.

Você entra no seu chalé, vai pra varanda,

deita naquela rede,

aproveita aquela natureza,

vê a Lua vermelha nascendo lá no horizonte.

O vento batendo nos seus cabelos. Os passarinhos já estão dormindo.

E aí você resolve dar um teco pra aproveitar aquele momento.

Mas você lembra que a sua cocaína acabou

e que você está no meio da Bahia, no meio do nada,

e são dez horas da noite.

Mas você resolve pegar o carro mesmo assim.

Vai lá pro centro, pra tentar desenrolar.

Chegando lá, você chega num restaurante.

Encontra um garçom meio esquisito.

Ele quer te levar num forró,

porque lá tem um amigo dele que diz que tem cocaína pra você.

Você desconfia,

mas já está batendo a cabeça de tanta abstinência,

que você vai.

Quando chega lá, não tem forró nenhum.

O clima vai ficando esquisito.

Os amigos do garçom te olham torto.

E daqui a pouco todos eles te enfiam a porrada e comem seu cu.

Você volta pro hotel sabe-se lá como,

porque você está com uma fratura exposta na perna.

E o posto de saúde está fechado, só abre no dia seguinte.

Quando chega na pousada, você tenta dormir no seu quarto,

mas não consegue, porque você deixou a varanda aberta,

e o quarto está coalhado de mosquito.

E você vai ter que dormir na praia.

No frio,

com aquele vento batendo na sua cabeça.

E aí você vai acordando...

despertando...

pra voltar pra casa, de onde nunca deviam ter saído.

Mas eles seguiram vocês! Eles seguiram vocês!

Eles são muitos!

O Alana tenta ajudar, mas vocês são dois,

eles são demais!

A porrada está comendo solta!

-Cuidado, Jair! -Onde? Onde?

Atrás de você, com um martelo!

A polícia chegou...

Está tudo resolvido, vamos despertar.

Com calma.

Isso.

Mas vocês esqueceram a carteira!

Tem que voltar pra lá!

E agora vocês querem vingança! E o Alana está armado!

-Porrada nesses filhos da puta! -Isso, Jair!

Vinte e seis. Dois, meia dúzia.

Dez.

Quatro.

Estou por um, hein?

Cinco.

Trinta e nove. Três, nove.

Quarenta e cinco. Quatro, cinco.

-Onze. -Bingo, porra!

Filho da puta!

Bingo pro Jair. Parabéns, Jair.

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