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Impérios AD, A História do Brasil: A Terra e o Povo Brasileiro

중급 2 포르투갈어의 lesson to practice reading

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A História do Brasil: A Terra e o Povo Brasileiro

“História é a versão do passado que pessoas decidiram concordar.” Parece até que Napoleão

estava falando do Brasil quando disse essas palavras, né? Pra muitos brasileiros o passado

dessa terra pode ser resumida em 4 palavras: invasão, escravidão, roubo e corrupção.

Mas claro que não, a História do Brasil é muito mais que isso. O quinto maior país

do mundo tem uma história de lutas, conquistas e batalhas que podem e até devem ser colocados

entre os grandes feitos da humanidade.

Então, cavaleiros, essa é a História do Brasil.

É, imaginar que o nativo de um lugar brota do chão é uma versão bem legal da história,

mas a verdade é que os primeiros nativos do Brasil não são tão nativos do Brasil

quanto a gente pensa. A história deles começa aqui, na Ásia há uns 5 mil anos atrás.

Eles saem daqui, passam por aqui e chegam aqui: América. Eles começam a se espalhar

por todo o continente; só que depois veio outra onda de índios, e mais outra e mais

outra... Foram 4 ondas migratórias de nativos da Ásia. E quando índios encontram índios,

o que que você acha que acontece? Eram centenas de tribos, que falavam línguas diferentes, tinham costumes diferentes, leis

diferentes, eram nações diferentes; uns eram canibais, como os Botocudos e Tupinambás,

outros eram mais de boa como os Tupiniquins e os Guaranis.

Ou seja, era treta pra todo lado e muitas nações indígenas foram exterminadas por causa dessas guerras.

No território inteiro do Brasil, tinha no

máximo 5 milhões de índios e eles ocupavam basicamente a costa atlântica, onde tinha

mais rango pra eles. E assim eles viviam, comiam, brigavam e se espalhavam até que...Toc, toc...

É...pra muita gente o Descobrimento é uma Guerra infinita, que existe desde 1500,

onde as forças do bem e do mal lutaram pra ver quem descobriu no Brasil.

E tudo isso só por causa de um termo criado pelos Europeus chamado de “Era dos Descobrimentos”,

que foi um dos períodos mais incríveis e importantes da história da humanidade que

conectou povos e pessoas do mundo todo pela primeira vez. E tudo isso por causa de uma

galera nervosa conhecida como “justiceiros do politicamente correto” que se concentram

só no lado ruim da história, até porque a função deles no mundo é essa.

E como Portugal foi o líder da “Era dos Descobrimentos”, advinha:

sobrou pros caras.

Mas o fato é que os portugueses nunca disseram

que chegaram aqui primeiro que os Índios, assim como eles nunca disseram que chegaram

na África primeiro que os africanos. O termo “Descobrimento” pros portugueses significava

encontrar algo novo, desconhecido do resto do mundo, descobrir a ciência e o caminho

pra chegar lá. É algo muito mais complexo do que uma corrida de quem chegou primeiro.

O que deveria ser encarado como um período único na história do mundo, do encontro

de civilizações isoladas por milênios, é renegado como um mero acidente infeliz.

E é claro que o descobrimento do Brasil também não foi acidente, prova disso foi a treta

que Portugal arrumou com o papa e os espanhóis pra mover a linha do Tratado de Tordesilhas

mais 370 léguas a oeste do Cabo Verde...e essa linha cavaleiros, passava bem no meio

desse terrenão aqui que vocês conhecem bem. E embora seja bem fofo chamar o Brasil de

Brasil por causa do pau-brasil, tem outra versão dessa história:

As crônicas da época dizem que o nome Brasil, vem da lenda de uma ilha medieval criada por um navegador e monge

irlandês chamada de Hy-Brazil, e que essa lenda serviu de inspiração pro nome do país.

É, cavaleiros, história é um negócio doido mesmo.

Então primeiro chega Duarte Pacheco em 1498, depois Cabral em 1500. Mas ele não fica e

parte pras Índias onde o Império Português tava concentrado. Até porque era lá que

a grana rolava, e a treta também: tava todo mundo querendo expulsar os portugas de lá:

os otomanos, venezianos, mamelucos e indianos eram os principais.

Só que nas primeiras décadas de 1500 os franceses também começaram a dar as caras

no Brasil, o que fez o rei D. João III ficar loucão da vida, principalmente porque Portugal

tinham só 1 milhão de habitantes e tinham um império espalhado no mundo todo. Então

em 1530 ele resolve criar as Capitanias Hereditárias e começar o processo de colonização do

território. Mas como o negócio não tava dando muito

certo, em 1549 a coroa Portuguesa resolveu unificar as capitanias e administrar todo

o território sob o “Governo-Geral” que teve como seu primeiro governador, essa lenda

aqui, Tomé de Sousa. E quando o lance é falar de colonização,

ai ai, começa outra guerra. Aí vem aquela história de que os ingleses eram melhores,

e que o Brasil seria uma Austrália ou Estados Unidos e blá blá blá...só esse assunto

dá um vídeo de umas 5 horas, mas como um tiro rápido escuta só isso aqui:

48% dos colonizadores britânicos na Austrália eram degredados criminosos

Os aborígenes eram tratados com extrema violência e teve sua população reduzida a 90% do que era antes

da chegada britânica.

No século XVI e XVII, o Reino Unido era considerado uma nação

atrasada tecnológica e culturalmente. E pra fechar, quando a Índia estava sob o domínio

do Império Britânico, a administração inglesa foi responsável por deixar mais de

30 milhões de indianos morrerem de fome pra desviarem recursos para guerra;

Acho que já tá bom né? Fontes na descrição. Mas o fato é que o Brasil foi na maior parte

uma colônia de povoamento, e as razões são simples: a coroa portuguesa exigia apenas

1/5 do imposto do que se produzia aqui, e isso deixava os nobres doidos pra virem pra

cá; quem nascia no Brasil também tinha os mesmos direitos de um cidadão português, e isso

incluía até os índios, mas não os negros; a população portuguesa era apegada ao Brasil,

e ainda tinha a alta miscigenação entre povos Europeus e indígenas.

E o clímax dessa união aconteceu em 1567 na batalha que definiria a história do Brasil, no Rio de Janeiro.

Portugueses e Temiminós, liderados por Estácio

de Sá e o grande chefe Arariboia derrotaram definitivamente a invasão francesa apoiada

pelos tamoios, sendo a primeira grande batalha naval pelo país, onde índios e portugueses

lutaram do mesmo lado, acabando com a França Antártica, e fundando a cidade do Rio de Janeiro.

E a treta rolava solta na Ásia, Índia, Europa até que em 1630 o Brasil foi atacado pelos...

“Toc Toc” “Quem é?”

“Os Holandeses”.

Eles dominaram Pernambuco por 18 anos. Mas

em 18 de abril de 1648 três forças se unem para expulsar um inimigo em comum e que definiria

a identidade nacional brasileira: 2 mil Portugueses, índios e negros lutaram juntos contra o exército

holandês 3 vezes maior e conseguiram uma vitória épica e decisiva na Batalha dos Guararapes,

no período de lutas conhecido como Insurreição Pernambucana e que deu origem ao Exército

Brasileiro. Mas apesar de todas essas glórias, o capítulo

sombrio da escravidão no Brasil estava longe de terminar. Essa foi uma mancha indelével

na história da civilização humana, mas que infelizmente era uma realidade comum da

época; e os europeus não estavam sozinhos nisso; Asiáticos escravizavam asiáticos,

índios escravizavam índios na América, negros escravizaram negros na África.

E é nesse período que surgem os jesuítas pra converter e educar os índios na cultura ocidental e religião cristã.

E foi a lenda chamada José de Anchieta o responsável por criar a primeira gramática da língua Tupi

e preservar pra nós boa parte da cultura indígena que a gente conhece hoje.

Mas às custas disso a economia e o território brasileiro cresciam,

principalmente por causa desses caras aqui, os bandeirantes

brasileiros, paulistas, que desbravaram as matas atrás de ouro expandindo as fronteiras do país,

e entrando em conflito direto com indígenas.

Até que finalmente, por volta de 1697, eles

encontram ouro, aqui, em Minas Gerais.

É, cavaleiros, só duzentos anos depois da chegada

no Brasil é que eles acharam o negócio pra valer.

Isso deixou o Brasil feliz, Portugal Feliz, todo mundo estava feliz...

Até 1 de novembro de 1755

quando o Império tremeu no seu coração...

A cidade de Lisboa foi totalmente devastada

por um terremoto colossal, seguido de um incêndio infernal e um tsunami que terminou a tragédia.

O terror foi tão grande na Europa que levou ao nascimento da sismologia.

O Império tinha

desabado, e uma pessoa seria responsável por reerguê-lo novamente: Marques de Pombal.

Ele começou a cobrar um imposto extra chamado de Derrama na região de Minas Gerais pra

reconstruir Lisboa, o que levou a uma série de revoltas no país, principalmente a Inconfidência

Mineira com a morte de Tiradentes.

Mas Portugal tinha outro probleminha, na verdade

um problemão...e ele tinha nome e sobrenome:

Napoleão Bonaparte. Ele já tinha conquistado

a Europa Ocidental toda só faltava Portugal. Então D. João VI que ainda era um príncipe-regente

porque sua mãe ainda tava viva e loucassa, parte pro Brasil em 1807,

deixando Portugal bem....magoado.

Depois que a dona Maria morreu, ele finalmente

se tornou o Rei, mas não era só um rei qualquer, era rei de um Reino Unido, o nosso Reino Unido:

O Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

Agora, Brasil e Portugal eram um só. E esse

período marcou uma nova era na História dos dois países

E a capital desse gigante,cavaleiros, seria aqui...Rio de Janeiro.

Um verdadeiro boom cultural, econômico e social

se espalhou pelo país, que agora estava totalmente aberto ao comércio liberal. Aqui surgiram

as bases para a grande e influente nação que o Brasil se tornaria nas décadas seguintes.

Mas é claro que isso ia dar treta em Portugal: revoltados querendo seu rei de volta, D. João

VI volta pra acalmar os Portugas mas tem uma ideia genial, é isso aí mesmo...simplesmente

genial: João vai, mas deixa ele, o seu bebê de 22 anos, ele,

o mito, a lenda, o pai dosmachos-alfa: D. Pedro I.

E ao seu lado está ele, o mestre dos magos brasileiro: José

Bonifácio de Andrada e Silva. Pra impedir que a revolta em Portugal afetasse

o Brasil e quebrasse a nação em várias republiquetas, ele aceita o pedido do povo,

fica e declara a Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822.

O plano de D. João VI,

arquitetado por José Bonifácio e executado por D. Pedro I tem um resultado épico: o

Brasil agora era uma nação independente, apoiada pelo povo, que não precisou se sacrificar

em um ideal de revolução sangrento, como na américa espanhola e Estados Unidos.

É, só que não foi só uma nação que surgiu disso: foi um Império. O Império do Brasil,

com seu primeiro Imperador: D Pedro I.

Na época a Província da Cisplatina já pertencia

ao Brasil, só que depois da Guerra da Cisplatina, a região conseguiu sua independência em

1828, e mais tarde se tornou o Uruguai.

Só que 3 anos depois, sob extrema pressão brasileira e portuguesa, principalmente porque Pedro perdeu a Cisplatina e estava com ideais abolicionistas,

ele resolve abdicar e retornar a Portugal para enfrentar seu irmão Miguel

na Guerra Civil Portuguesa.

Ele volta a Portugal, mas faz igualzinho seu pai: ele deixa aqui sua criança,

seu filhinho, o Odin brasileiro, ele, Pedro II.

Sob a tutela de Bonifácio, ele eleva

o Império do Brasil a um dos mais respeitados, ricos e poderosos do Ocidente, no período

que a enciclopédia Britânica chama de “o mais frutífero da história do brasil”,

estabelecendo uma monarquia parlamentarista no Império.

E foi sob a liderança dele que o Brasil venceu o maior conflito da história da América

do Sul, A Guerra do Paraguai, acabando com a influência e tirania do ditador Solano

Lopez no país.

Pedro II viu na guerra a oportunidade de libertar muitos escravos, o que deixou

os donos de terras loucassos com ele. Aliás, a abolição sempre foi uma constante no governo

imperial, especialmente de Pedro II, influenciados por ícones como Joaquim Nabuco.

Pedro cria

a Lei do Ventre Livre, onde todos os nascidos de escravos seriam livres. Mas o ato final

ficaria para sua filha, a princesa Isabel.

Com seu pai muito doente e incapacitado, a

princesa regente assina a Lei Áurea em 1888, dando um fim definitivo a escravidão.

Quem não gostou nada disso, foram os rivais políticos da monarquia que aproveitam a oportunidade

pra dar um golpe fatal no coração do Brasil.

Em 15 de novembro de 1889, Marechal Deodoro

da Fonseca declara a Proclamação da República e expulsa a família real do Brasil.

Era o fim do Império do Brasil e seu legado

e era o início do República Brasileira.

A República Velha, como chamamos esse período, durou do Golpe de 89 até a Revolução de

1930, com um novo golpe militar e a chegada dele,

Getúlio Vargas, num período controverso

e polêmico, que chamamos de Era Vargas,

Que aliás foi responsável pela atuação do

Brasil em importantes batalhas na Itália ao lado dos Aliados na Segunda Guerra Mundial.

E foi de baixo de mais golpes, polêmicas e controvérsias que o Brasil seguiu nas décadas

seguintes...Opa, faltou uma coisinha aqui: corrupção também.

Mas uma coisa não foi destruída no meio desse caos e pandemônio que o país se tornou:

o nosso legado, a nossa história, as nossas conquistas, os feitos dos nossos antepassados

Portugueses, índios e negros.

A cada dia, mais brasileiros estão participando ativamente

na restauração do monumento mais precioso que eles têm em comum:

A sua verdadeira história...

A História do Brasil.

E agora somos 50k cavaleiros no nosso Império,

e isso me deixa muito honrado. 10k guerreiros estão chegando todo mês.

Muito obrigado por tudo

Por isso vosso humilde capitão gostaria de dar apenas uma ordem a vocês:

protejam nossa história e

nosso legado!

Os portugueses cometeram muitos erros sim,

mas os índios também cometeram os mesmos erros, os negros também. Eles eram humanos,

nós somos humanos!

Nós reconhecemos esses erros, não há desculpas.

Mas junto com os

erros, precisamos lembrar das glórias e conquistas e assim conectar esses três povos que fizeram

tanto pelo passado do Brasil.

O mundo há 500 anos atrás era difícil e implacável,

os países tinham sua soberania ameaçada constantemente por outros países;

invasões eram comuns; Portugal mesmo esteve sob o domínio espanhol por 60 anos e de Roma

por séculos.

A busca por riquezas e poder era essencial se um país quisesse sobreviver.

Mas de todas as potências europeias, Portugal foi a que menos tirou vidas nativas e foi

a que mais se misturou com os índios.

E com certeza não houve roubo, apenas 1 parte do

que se produzia aqui ia pra Portugal, 4 partes ficavam.

Além disso, o ouro não era um bem

valioso para os índios, e certamente eles não se achavam donos dele, principalmente

porque eles ainda viviam na idade da pedra e não sabiam usar o metal.

Uma flexa com certeza valia mais que uma pepita de ouro para um índio.

E cavaleiros, 80% do DNA brasileiro é europeu;

então negar e renegar nossos ancestrais,

é renegar a nós mesmos, o nosso próprio ser.

Portugueses e brasileiros têm sim motivos pra se orgulhar de sua história.

É uma grande

história de erros e acertos que nos ligam, que nos conectam, que nos dão um senso de

identidade comum.

Assim honramos nossos antepassados e assim preservamos nosso legado com a certeza

de que no final,

todos fazemos parte da mesma história e que cada conquista e luta dos

nosso pais são e serão pra sempre nossas.

Vejo vocês na nossa próxima saga e por hora...

ADEUS!

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