China tenta regressar ao normal enquanto mundo combate Covid-19
Passo a passo, a província chinesa de Hubei, epicentro do surto do novo coronavírus que agora afeta o mundo inteiro, começa a regressar à normalidade.
As restrições mantêm-se mas estão a ser aligeiradas perante a quebra no número de infeções.
Os novos casos registados nos últimos dias foram importados e apesar do sinal de esperança vindo da China, a OMS (Organização Mundial de Saúde) alerta que o pior ainda não passou e que é preciso enfrentar a situação com seriedade.
"Olhemos para o que se está a passar com alguns sistemas de saúde em todo o mundo.
Olhemos para as unidades de cuidados intensivos completamente sobrecarregadas com médicos e enfermeiros exaustos. Isto não é normal.
Não se trata apenas de uma má época de gripe", (sublinhou Mike Ryan, diretor-executivo da OMS para o programa de emergência).
Mas nem todos parecem entender a crise da mesma maneira, apesar de o número de vítimas mortais estar a crescer (cada vez mais) em todo o mundo.
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, manifestou-se contra as medidas para evitar grandes concentrações justificando com a penalização para a economia.
"Depois da facada, não vai ser uma gripe sem importância que me vai derrubar. Se o médico me recomendar um novo exame, farei. Caso contrário comportar-me-ei como qual quer um", disse o presidente durante uma conferência de imprensa.
O número de casos no Brasil tem vindo a subir a pique. 22 pessoas que acompanharam o presidente numa viagem aos EUA para um encontro com Donald Trump testaram positivo.
[A imprensa questiona porque é que Bolsonaro recusa divulgar os resultados de dois testes a que foi submetido ou certificar os mesmos através de um médico oficial.
Esta sexta-feira, o número de casos de infeção com a COVID-19 no Brasil superou os 900].