Dialog No.24
Bom dia, meu nome é Alcinda. Eu fiquei sabendo que a senhora está procurando uma empregada. A senhora já arranjou alguém?
Ainda não. Quem lhe disse que eu estava precisando de empregada?
A D. Leninha Azambuja. Por acaso ela não telefonou para a senhora me recomendando?
Não, há muito tempo que eu não falo com a Leninha. Você trabalhou para ela?
Não senhora, mas ela me conhece há muito tempo. Eu trabalhei quatro anos para uma família alemã, e a minha patroa era muito amiga da D. Leninha.
E o que é que aconteceu? Porque você deixou esse emprego?
Eles voltaram para a Alemanha. Eles gostavam tanto de mim que até queriam que eu fosse com eles para a Alemanha, mas eu não pude ir.
Porque você não foi? Você é casada?
Bem, eu sou viuva. Eu e a minha filhinha moramos com a minha mãe.
Você sabe cozinhar?
Sei, sim senhora. Eu sou cozinheira de forno e fogão. Eu nunca fiz comida americana, mas a senhora me ensinando, eu faço qualquer comida.
Ótimo! E se eu precisasse de você algum sábado, você estaria disposta a trabalhar?
Estaria, sim senhora. Eu estou acostumada a trabalhar de segunda a sábado, e folgar domingo.
Quanto você ganhava no seu emprego anterior?
Eu ganhava três salários mínimos. Mas, não dava para nada. Como a senhora sabe, as coisas aqui no Brasil estão cada vez mais difíceis para os pobres.
Eu sei. Bom, eu vou falar com a leninha sobre tudo isso e depois eu lhe dou uma resposta definitiva. Você tem telefone?
Não senhora, por enquanto eu não tenho telefone. Mas, a senhora pode deixar recado com a D. Leninha porque a moça que trabalha para ela é minha vizinha. Ela me avisa.