Aeroporto
As 5:30 da manhã tocou meu despertador.
Enfaixei o meu braço cuidadosamente e me vesti. Eu tinha que pegar o trem das 6:20. Nem tomei café. Saí de casa sem comer nada, para não me atrasar. Eu tinha que chegar no aeroporto o mais tardar às 7:30. Chegando no aeroporto, não tinha ninguém na fila para passar o controle de segurança, mesmo assim eu estava preocupada.
Com o braço quebrado e dolorido, eu tinha dificuldade para tirar a jaqueta, e você sabe, no controle de segurança eles pedem para tirar a jaqueta e às vezes até mesmo para tirar o calçado. O policial olhou para mim, eu sorri e disse: se for para tirar a jaqueta você vai ter que me ajudar.
E não é que ele veio me ajudar? Tanto para tirar a jaqueta quanto para vestí-la novamente. Aliás, o pessoal todo no aeroporto foi muito gentil, perguntando se eu precisava de mais alguma ajuda. Entrando no avião, eu pedi para o comissário de bordo se ele poderia colocar a minha mala no compartimento superior.
Sem problemas. Assim que o vôo decolou, foi iniciado o serviço de bordo, e como eu estava com fome, comprei o café da manhã e nem me lembrei que eu provavelmente teria dificuldade para cortar o pão, passar manteiga no pão, abrir a garrafinha do suco, abrir a embalagem do iogurte - porque a gente precisa de duas mãos para fazer essas coisas!
Pois é. Eu demorei uma eternidade para comer o café da manhã.
Tanto a aeromoça quanto o passageiro atrás de mim se ofereceram para me ajudar, mas eu agradeci e recusei, porque achei que seria constrangedor demais ter uma pessoa estranha passando manteiga no meu pão!