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Pelo mundo afora, Na estrada

Na estrada

Em Winnipeg ficamos somente um dia e acabamos não vendo muito coisa, além do supermercado.

Chovia o tempo todo e ficamos socadas dentro de casa. O dia seguinte amanheceu ensolarado, 21 graus, e nós estávamos a caminho de uma cidadezinha chamada Gimli, na beira do lago Winnipeg.

Fomos de carro a e distância era de somente 100 km.

Fui eu quem foi dirigindo, pois minha amiga, dona do carro, não gosta de dirigir em estrada — e nesse mesmo dia eu entendi o porquê! Essa curta viagem foi uma aventura:

Para começo de conversa, fazia séculos que eu não dirigia um carro de câmbio automático.

Você sabe, tanto no Brasil quanto aqui na Europa troca-se a marcha do carro manualmente. Então eu custei um pouco para me acostumar com o carro.

Depois, eu descobri que a estrada era uma estrada plana e reta.

Normalmente, as estradas que eu pego, têm curva pra cá, curva pra lá, cruza ponte, sobe morro, desce montanha e assim vai. Mas essa estrada até Gimli era uma linha reta do começo ao fim. Foram os 100 km mais entediantes e cansativos da minha vida.

Não tinha movimento na estrada, não tinha nenhuma paisagem para olhar, além de mato e o horizonte, e o carro não tinha piloto automático, o que teria sido uma mão na roda numa rodovia reta daquelas. Juro que fiquei com medo de cair no sono. Meus olhos estavam pesados.

Lembro que eu pedia para as meninas, minhas amigas, para puxar conversa comigo o tempo todo, para me ajudar a ficar acordada. Dei graças à Deus quando chegamos em Gimli, pois eu já não aguentava mais. E olha que eu estou acostumada a dirigir 600 - 700 km por dia quando estou viajando pela Noruega, Brasil, Alemanha.

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