Dinamarca - Sorø
A Dinamarca é um país tão pequeno, que quando se viaja dentro da fronteira do país, os dinamarqueses não consideram isso como viagem - mesmo que a distância seja de 600 km ou mais.
Para eles, viajar quer dizer ir para outro país.
Eu já penso diferente.
Para mim, qualquer viagem é uma viagem. Não importa a distância. Então nós fizemos uma pequena viagem, até Sorø, a cidade onde o meu sogro nasceu.
Passamos o dia lá, e foi um dia muito gostoso. No dia anterior eu chequei a previsão do tempo e disseram que iria cair o maior temporal.
Cheguei até a cogitar se eu deveria cancelar o passeio. Mas o sábado amanheceu sem núvens. Começou a chover no meio do caminho, enquanto estávamos na estrada, mas logo parou. De repente o tempo abriu, saiu um sol bonito e ficou quente pra caramba. Visitamos a catedral e monastério, e descobri que aquela igreja foi uma das primeiras construções feita com tijolos na Dinamarca.
Ali estiveram enterrados vários reis dinamarqueses, como a rainha Margrethe I, mas os restos mortais dela foram transferidos para a igreja de Roskilde, onde quase todos os reis estão agora sepultados - até mesmo alguns reis vikings, como o Haroldo Dente Azul (Harald Blue Tooth), cujo nome foi inspiração para uma tecnologia que conhecemos hoje como Bluetooth. Ao lado da igreja, no jardim, tinha um cemitério.
Ali o meu sogro me mostrou os túmulos da família. Aparentemente várias pessoas da família morreram recentemente, e nós não ficamos nem sabendo. Ninguém nos convidou para o enterro. Bom, deixa isso pra lá. Atrás da igreja, demos de cara com um grupo grande de motociclistas.
Acho que eram mais de 200. Eles estavam se preparando para sair num comboio. Não eram motociclistas jovens, mas pessoas mais maduras.
As motos também pareciam ser de um modelo antigão. Ficamos ali por um momento para ver a saída deles.
Depois demos uma volta na beira do lago, antes de voltar para casa.