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Porta Dos Fundos 2023, SOM NA PRAIA

SOM NA PRAIA

Ó, tem trava. Sabia não...

Em 25 anos de corporação, descobri que tinha trava hoje.

–Calma aê. Tá me machucando. –Bora. Cala a boca.

–Tá apertando meu braço. –Cala a boca.

Senta aí.

Peguei o meliante com uma CX em plena praia.

Deixa eu ver esse flagrante aqui, Mesquita.

Olha, só, essa aqui é da potente, hein.

Alguém estava a fim de dividir o gosto musical merda

do Leme ao Pontal.

O senhor tem porte pra isso aqui, cidadão?

Nem sabia que precisava de porte pra...

–Ô! É o quê? –O que é isso, brother?

Tu acha que é normal? Tu acha que é bagunça?

Tu acha tranquilo fazer um mash-up involuntário

em 10m2 de praia

de Katinguelê com Michel Teló, com Renato Russo em italiano,

e anúncio de Spotify?

Porque tu tem cara de fodido,

tenho certeza que não paga o prêmio.

A caixinha é pra uso pessoal, de verdade.

Caixinha de uso pessoal é fone de ouvido, arrombado.

Ô, Peçanha, essa galerinha gosta de ostentar.

–Fala aí, viciado! –Calma aê, porra.

Confesso que estava lá pra tirar uma onda mesmo na praia,

tenho umas playlists diferenciadas,

posso ter exagerado

por ter deixado o lado B do Só Pra Contrariar,

mas prometo que não vai mais se repetir. Beleza?

Tranquilo?

Escuta aqui.

Na minha época, tirar onda na praia

era botar meia mandioca dentro da sunga.

Isso era tiração de onda.

É justo transformar todo mundo em ouvinte passivo

da tua música merda?

De forma alguma.

Caixa de som é igual ao quarto do peido,

tu entra no quarto, fica lá, faz o teu peido

e não deixa niguém ouvir.

Não tem contaminar os outros por causa disso.

É simpatia.

Empatia, Peçanha?

Que seja.

Prometo que vou usar a caixinha só no meu prédio, tá bom?

Ó o papo do vagabundo, Peçanha.

Se soubesse a quantidade de chamada que a gente tem aqui

porque gente que nem você

fica botando caixinha em área comum de condomínio...

Teu prédio tem play?

A criança pega uma caixa dessa, o que a criança vai fazer?

Ela vai ouvir é a Galinha Pintadinha,

ela vai ouvir Lucas Neto.

É Patrulha Canina cantando.

É o Patati e o Patatá.

E aí, como fica a criança?

E depois o jovem, hoje, em dia,

essa juventude, eles não querem nem aprender um instrumento.

Tá sem escroto no instrumento.

Ele chega sendo escroto com a música dos outros,

com a tal da playlist. Não é não, porra?

Mesquita, vou te falar,

o jovem de hoje tem preguiça até pra ser babaca.

Tá bem, já entendi.

Tem alguma coisa que eu possa fazer pra vocês me liberarem?

De boa, tranquilão.

Tu vai prometer que não vai mais usar a caixinha,

porque se tu usar a caixinha...

...eu vou passar um estilete no teu saco,

vou pegar tuas bolas igual dois filhotes de porco-espinho,

vou pegar aquela faca, qual o nome dequela faca

–que corta fininho? –Tramontina.

Vou pegar essa Tramontina

e cortar seu saco em fatias bem fininhas assim,

em várias lâminas de saco, de testículo cortadinho assim,

aí vou passar aquele azeite mofado--

Trufado, Peçanha.

Esse azeite aí que tá moda, é cheiroso,

vou fritar levemente na frigideira,

e vai ficar crocante por fora, meio cru por dentro,

e vou servir esse tataki de sasaco pra você comer.

E aí você vai fazer a digestão do seu prórpio saco,

e vai cagar seu próprio saco.

E quando cagar o próprio saco, vou obrigar você a comer o cocô

da cagada do teu saco.

O cocô reciclado do cocô do teu saco.

Aí tu vai ficar comendo o cocô do teu saco,

comendo o cocô do teu saco,

comendo o cocô do cocô do teu saco,

até morrer de "coquite", ou "cocose", não sei o nome.

Prometo que nunca mais vou ouvir música então nessa caixinha.

Tá bom?

Só a Jovem Pan que...

–Aiiii! –É o quê?

–Que isso? –Vamos agora.

Que isso! Meu Deus do céu!

Mesquita, só dá uma coça nele

e coloca teu fone no celular, aqui no bluetooth.

[voz ao fundo] Bora, cumpadi!

Quero ouvir com essa caixa boa.

[voz ao fundo] Canta agora. Bora, caralho!

Canta, curió.

Ô, Vini, acho que esse crédito podia ser erro de gravação.

Que isso? Pra quê?

Exatamente. Botava ali duas toranjas, meia mandioca,

porque aí parecia armado de verdade dentro da sunga,

e aí ficava bonito.

Para, rapaz.

Tirava onda, meu irmão.

Não paguei um mate na minha infância...

...com aquela piroca.

É o quê?

Ô, que desrespeito é esse aí, caralho?

Diminui essa força.

–Que que tu falou? –Que isso? Eu não fiz...

–Que isso? –Vou quebrar esse vagabundo.

Prometo que não vou mais ouvir música aí. Tá bom?

Só a Jovem Pan que...

–É o quê que tu falou? –Que isso! Meu Deus!

Porra!

Que porradão!

É isso que você quer, Vini, num set?

[voz ao fundo] Take 2.

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