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Portuguese LingQ Podcast 2.0, #6: A importância da exposição ao idioma [2]

중급 2 포르투갈어의 lesson to practice reading

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#6: A importância da exposição ao idioma [2]

com a língua, eles precisam se expôr muito à língua para superar essa barreira

de começar a conseguir entender, ter um pouco de compreensão oral.

E outra dificuldade para falantes de inglês é a conjugação de verbos.

Porque o inglês é uma língua tão simples quando comparamos o português e o inglês

com relação à conjugação de verbos.

É claro que há alguns detalhes do inglês que são super difíceis também,

verbos irregulares.

Mas um exemplo bem simples: A conjugação de verbos no passado simples.

No pretérito perfeito do português.

É sempre igual para todas as pessoas: "I did, you did, we did, they did."

E no português, como é?

- São quatro conjugações diferentes. - "Eu fiz, fizeram, fizemos..." Nossa!

Gente, é uma loucura!

Então, para eles, eles veem isso e entram em desespero, é muito difícil.

Então, essa é uma barreira muito forte para eles conseguirem superar

e conseguirem estudar e aprender a conjugação de verbos corretamente.

É um dos maiores desafios para falantes de inglês e línguas não-românicas.

Eu acho que, resumindo, é isso.

Eu sinto que falantes de inglês não têm tanta dificuldade com a pronúncia.

Eles têm dificuldade com a pronúncia, mas é diferente.

Eles têm mais dificuldades com os sons nasais.

Mas eu sinto que eles pegam a pronúncia mais facilmente que falantes de espanhol.

- Por incrível que pareça, apesar de ser- - Que interessante!

É, porque eu acho que nós temos fonemas mais similares.

Com exceção do som nasal, eles conseguem pronunciar as palavras

mais facilmente, mais corretamente, seguindo a pronúncia brasileira.

Isso é bem interessante, porque eu acho que-

Bom, geralmente, eles têm aquele sotaque fofo.

Por exemplo, o norte-americano vai ter aquele sotaque.

"Estamous aqui falandou!"

Tipo, aquele sotaque engraçadinho.

Também com o R, fazendo um R mais americanizado,

parecendo um caipira brasileiro, "Falarr inglês!"

Exatamente isso.

É só isso, eu acho bem interessante, porque geralmente são norte-americanos e-

Também, por exemplo, eu conheço uma canadense

e eu tenho vídeos dela no meu canal, eu a conheci em pessoa só uma vez,

porque eu estava lá em Paris, e quando voltei para Vancouver,

a gente fez um vídeo juntos em pessoa lá em Vancouver.

O nome dela é Mackenzie.

Ela é canadense, mas o nível de português brasileiro dela

é simplesmente incrível e a pronúncia dela é perfeita,

mas ao ponto de que, no meu canal, nos vídeos que eu tenho com ela,

havia muita gente questionando primeiro se ela não era brasileira mesmo

e até falando, "Não, Gabriel, essa menina está te trollando!"

"Ela está brincando, ela é brasileira e está te enganando, enganando a gente!"

Mas não, ela é canadense mesmo e aprendeu e desenvolveu

um nível espetacular de português numa questão de alguns anos.

Ela disse que dentro de um ano, eu acho, ela já tinha chegado à fluência.

Mas ela foi muito além, porque especialmente devido

à grande paixão dela pelo Brasil, ela se apaixonou pela música,

ela tem muitos amigos na Bahia, eu creio que ela foi para Salvador,

mas viajou um pouco pelo Brasil e ela tem um sotaque bem baiano do português.

Então, é muito interessante ver o nível que ela conseguiu alcançar.

E realmente, logicamente, os hispano- hablantes terão geralmente aquele sotaque

E é a mesma coisa também, por exemplo, comigo e com o meu espanhol.

Eu cheguei num nível legal do espanhol, mas geralmente eu ainda tenho um sotaque,

especialmente porque eu venho me concentrando em vários outros idiomas,

venho focando bem no chinês,

morando aqui na França, venho falando bastante francês,

então tenho menos prática mesmo com o espanhol.

Cheguei num nível legal, mas com certeza, às vezes o misturo com o italiano também.

E tenho uma mistura de sotaques, pois tive muitos amigos mexicanos em Vancouver.

Então, desenvolvi um sotaque mais mexicano e com expressões

e com palavras usadas mais no México.

Tenho também amizades com colombianos,

tenho mais amizades com espanhóis aqui na França,

então está uma mistura de sotaques regionais, de expressões.

- O que é uma coisa bem- - Eu amo isso, os sotaques diferentes.

Sim, é uma fofura ver isso nas pessoas, ouvir os sotaques diferentes.

E um dos meus sotaques favoritos do espanhol é o colombiano,

que é um sotaque bem legal, mas os sotaques-

Bom, também existem vários sotaques na Colômbia em si.

E no México em si também, existe uma variedade de sotaques,

mas geralmente, os sotaques colombianos e mexicanos são os meus favoritos,

pessoalmente.

Eu amo sotaques, eu estou mais familiarizada com o argentino,

porque eu costumava ir muito à Argentina quando eu morava em São Paulo,

então eu falo o espanhol usando o "vos."

O que não se usa em outros lugares, só na Argentina.

Já fizeram piadas comigo aqui em Nova York,

eu fui falar espanhol uma vez com uma pessoa-

Eu não lembro de onde ele era, não sei se ele era mexicano,

acho que era de outro país, ele disse, "Não, não, não, eu não falo argentino."

- Eu falei, "Tá bom." - Que engraçado.

E eu nem sei se tem uma relação entre o nosso "você" brasileiro

e o "vos" da Argentina, pode ser que-

É uma ótima pergunta, não tem esse peso.

Não é a nossa área de especialidade, né?

Vamos ter que perguntar a um Argentino, talvez.

Mas que legal.

E uma coisa que também, logicamente, deve ser bem difícil,

especialmente para o norte-americano e-

Bom, e acho que para todo mundo que está aprendendo português,

será o "ão", o "ães", os sons-

Geralmente, ao pessoal que está começando a aprender especialmente o português,

eu vejo que é um problema bem grande para falar "mão," "pão," "pães," "mães."

Exatamente, são os sons nasais.

Eu acabei de publicar um vídeo no meu canal do YouTube sobre esse assunto,

justamente para ajudar os alunos, são tantos os sons nasais no português,

o português realmente é muito rico em sons nasais.

Nós temos as cinco vogais nasais, mais os ditongos nasais,

e são muitos ditongos nasais, mas os ditongos são realmente os mais difíceis.

Geralmente, a maioria dos alunos, tanto os falantes de espanhol quanto os de inglês,

eles têm a tendência de pronunciar um som apenas em vez de pronunciar as duas vogais.

Então, por exemplo, eles falam o "ão" como "on."

Especialmente, os falantes de espanhol fazem muito isso, tipo,

"São Paulo" seria "Son Paulo."

Ou, no caso dos americanos, "Sal Paulo."

Eles não conseguem fazer o som passar pelo nariz,

eles fazem o som oral sem nasalidade.

"Sal Paulo", é realmente muito difícil, porque não existe esse som

em algumas línguas, ou se existe, é muito diferente.

Sim, e quais são as dicas?

Você teria alguma dica geral para a pessoa conseguir desenvolver uma boa pronúncia?

Porque, por exemplo, quando eu estava começando a aprender o russo,

existem sons do russo que são exclusivos do russo, basicamente.

Ou que pelo menos, eu não conhecia.

Eu não conheço, por exemplo, os sons como o ы do russo.

Para mim, aquilo no início, eu pensei- Eu não conseguia nem entender

se era um "e", se era um "i", se era entre os dois,

e eu apanhei bastante para conseguir finalmente pronunciar corretamente, tipo,

[russo]

Até que uma ex-namorada minha me ajudou bastante a desenvolver a pronúncia,

mas eu fiz bastante listening para chegar ao ponto que eu consegui dominar esse som.

E você tem alguma recomendação em relação a isso?

Porque eu acho parecida a situação.

Claro, exatamente.

Eu acho que nós passamos por isso com todas as línguas,

eu passei, eu ainda hoje tenho dificuldades com alguns fonemas do inglês,

morando aqui há 10 anos.

Para a maioria dos brasileiros, o "th" é um desespero.

E para mim, eu ainda tenho dificuldades com algumas vogais, "apple" ou "épple."

Bom, depende também do sotaque da região.

Porque, por exemplo, na Inglaterra em si, existem tantos sotaques regionais,

que vão ser bem diferentes do americano, então vão falar um "a" mais aberto.

"Ah-pple."

Nos Estados Unidos, isso é mais um, "Épple" ou "Eh-pple."

Exatamente, e é levemente diferente do nosso "é" no português.

Não é exatamente o "é" e não é o "a," é algo no meio.

Exatamente.

Realmente, leva um pouco de prática ali.

Então, no português, nós temos muitos sons que são diferentes das outras línguas.

E eu acho que a melhor maneira de melhorar sua pronúncia

é realmente começar com o básico, ouvindo, você tem que ouvir.

Eu gosto muito de fazer um exercício de imitação, de ouvir e repetir.

Porque uma coisa que muda as dificuldades quando você aprende uma nova língua-

Você já sabe disso, mas eu estou respondendo porque você me perguntou,

- Sim, com certeza. - E quem está ouvindo talvez não saiba,

mas é muito importante você treinar seu aparelho fonador.

Porque, por exemplo, se você vai falar um fonema que você nunca falou antes,

que não existe na sua língua nativa,

você não sabe, literalmente, como movimentar sua boca, sua língua,

suas cordas vocais, para produzir aquele som.

Então, você vai ter que treinar. É como fazer um exercício de musculação,

o seu músculo para produzir aquele som está fraco, ele nunca foi treinado.

Você precisa treinar, movimentar seu aparelho fonador.

Então, é muito importante repetir em voz alta.

Então, você primeiro tem que tentar identificar o som.

Então, isso vai ser através da escuta. Quanto mais você escutar,

ouvir e estiver em contato com a língua, mais você vai assimilar esse conteúdo.

Mas só ouvir não vai te ajudar a melhorar a pronúncia.

Você precisa ouvir de forma ativa, ouvir, prestar atenção

e repetir em voz alta, tentar reproduzir aquele som.

No início, vai sair horrível, não vai sair correto,

a menos que você já tenha a facilidade com aquela língua.

Mas com muita prática e repetição, você vai treinar o seu aparelho fonador

a produzir aqueles sons.

Então, ouvir e repetir, ouvir e repetir.

E é isso, é treinar. É um exercício.

Especialmente se é um fonema com o qual você não está nada habituado,

você vai precisar exercitar regularmente, três vezes por semana,

você senta e faz o exercício por cinco ou dez minutos para produzir aquele som.

E com o tempo e prática, você vai conseguir dominar aquele fonema.

Sim, sem dúvida, absolutamente.

Especialmente porque, por exemplo, para eu desenvolver uma boa pronúncia

do mandarim, levou bastante tempo. E logicamente, está longe de ser perfeita.

Mas geralmente, os chineses me perguntam se eu já morei na China.

E eu nunca fui à China.

Mas basicamente, foram centenas, senão milhares de horas de exposição.

Logicamente, ainda estou desenvolvendo, ainda estou sempre melhorando,

mas para chegar num nível no qual os chineses começaram a se impressionar,

realmente foram centenas e centenas de horas de exposição ao mandarim

para começar a finalmente chegar num nível no qual

eu já tinha uma familiaridade até com o idioma

e começar a entender e conseguir ouvir, entender bem os tons diferentes entre eles

de uma maneira praticamente natural e conseguir reproduzi-los na fala também,

o que é algo bem interessante.

Mas uma coisa que você levantou antes, que eu acho muito legal mencionar,

é que eu também conheço, por exemplo, brasileiros que moram no Canadá há décadas,

mas ainda com níveis variáveis de inglês.

Algumas pessoas até ainda com o nível básico de inglês.

Algumas até com um nível inexistente, praticamente, de inglês.

Quero dizer, morar num país não é algo que garante aprender o idioma.

Então, isso é algo bem interessante.

É, eu também conheço brasileiros que moram aqui e não falam inglês.

Moram nos Estados Unidos, digo, há muitos anos e não falam inglês,

porque essas pessoas se habituaram a sair, a conviver apenas com brasileiros.

Então, se você mora em outro país, mas você só convive com brasileiros

e você não se expõe à língua, não se coloca em situações nas quais você precisa

se comunicar em inglês- No meu caso, falando dos Estados Unidos.

Eu falo, como no caso, o português.

Se você for ao Brasil, mas se você sair apenas com pessoas que falam inglês

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