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Porta Dos Fundos 2019, TED TALK

TED TALK

Boa noite!

O Brasil quebrou.

O país faliu.

Bankruptcy.

Muitos falam de Apocalipse.

Mas enquanto uns choram, outros vendem Rivotril.

E eu pertenço ao segundo grupo. Sim, eu, Peu Fraccaroli,

eu criei 5 das 7 maiores startups de Life Coaching do Brasil.

E resolvi trabalhar para encontrar uma solução pro nosso país.

O quê que eu fiz?

Reuni pessoas, né? O que o nosso país tem de melhor.

Contratei um headhunter

e eu falei pra ele chamar os melhores players do mercado

e dar pra eles um briefing pra eles fazerem um brainstorming.

E o briefing é o seguinte: "O que você faria

se o Brasil fosse uma empresa e você fosse o CEO?"

O resultado foi top.

Na verdade não: foi topíssimo.

Primeiro quesito: salário.

Precisa? Calma! Calma! Eu sei que no mundo ideal

todo mundo ganharia alguma coisa para trabalhar, não é?

É verdade! Mas se todo mundo quiser ganhar o tempo inteiro, meu,

a conta não fecha.

Por quê?

Porque there's no free lunch, bitches!

Quem que vai pagar o salário? É Deus, meu? É o governo?

É o empresário. Quem contrata sabe

do peso que o salário tem no final do mês.

Isso, meu, a princesa Isabel lá não pensou.

Os caras que fizeram a abolição... não era empresário.

Os caras não fizeram um estudo do impacto econômico

para ver se cabia no budget.

Para ver se afetaria os stakeholders. Não!

Foi na canetada lá. Certo?

E hoje, até hoje, o empresário tem que pagar o ônus dessa abolição.

A verdade é que não cabe, infelizmente.

O que fazer, então? Cortar o salário de todos? Não é?

Não é bem isso. Mas pensa bem, meu.

Isso é economia 101.

O investidor que quer botar o dinheiro num país,

e o país tem salário, o que ele vai fazer?

Vai preferir um que não tem.

Um país em que ele tenha menos labor cost. Não é?

E o quê que acontece com o país que tem salário? Quebra!

Isso é ruim pra todo mundo:

pro patrão, mas também é ruim pro empregado, que fica sem emprego.

Sim, porque se fosse escravo não seria demitido.

Pouca gente fala isso, meu, mas o desemprego,

na época da escravidão, beirava zero.

Percebam!

Foi nessa época, inclusive, que se inventou a capoeira, o samba.

Os escravos viviam num clima de festa.

E hoje é essa depressão. Por quê? Por causa do maldito salário.

Nossa, mas, Peu, você é um cara tão inovador,

e tá querendo trazer de volta um conceito tão ultrapassado.

Não. Eu sei que a palavra-chave hoje é inovação.

Ao lado dos pilares que são: resistência, prosperidade,

diversidade e propósito. Mas vamos falar de inovação.

Por que falar de escravo, se nós estamos no século 21? Pois é.

Foi aí que os nossos criativos vieram com um conceito novo,

que é o conceito do new slave.

O escravo, ele trabalha num esquema de turnover,

com muito mais job rotation,

e trabalhando num engenho que lembre o coworking.

E um capitão do mato, ele faz uma função ali,

que tá muito mais próxima do coaching,

enquanto o senhor de engenho faz o mentoring.

Na prática, o que acontece? Os escravos mais top,

se fossem bem mentorados, eles estariam subindo,

e chegariam, inclusive, a ser shareholders,

incentivando o quê? A meritocracia.

Mas isso daí não seria a única coisa. Tem outra coisa, pessoal.

Não sei se vocês já perceberam, mas o Brasil tem gente demais, meu.

Vamos falar a verdade: 200 milhões de pessoas

nenhuma empresa tem essa quantidade de gente.

Então não dá pra crescer hoje, o Brasil,

sem fazer um grande mass dismissal.

O famoso "passaralho".

Por exemplo, só de velho tem 50 milhões, meu.

Isso é idoso demais. Um país não precisa de tanto idoso.

Me diz o que vocês acham, por exemplo, de...

Não tô falando de matar ninguém, não. Tô falando de mandar pro Congo,

que é um país que tá faltando velho.

Você vê a pirâmide deles e é invertida.

Então, é disso que eu tô falando, meu.

Cut off! Ah, mas só idosos? Ai, eu adoro meu avô!

Vai doer, meu, vai doer na carne, mas é isso que um CEO faz,

faz escolhas difíceis. Certo? E não é só velho, não.

Eu tô falando de...

artista, youtuber, humorista, de professor, meu.

Então, essa é minha proposta. Não dá pra crescer sem cut off.

Deixa na mão de quem entende

que o Brasil vai ser um puta case de sucesso!

É, Cleide, não tem mais 13º, nem plano de saúde,

nem férias remuneradas,

mas pensa que você não é mais uma babá,

você agora é uma nanny. Quem que nunca sonhou com isso?

Mas é que hoje eu queria voltar pra casa.

Hum, mas nanny tem que fazer sleepover.

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