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Aurora Archer, 4 – Text to read

Aurora Archer, 4

Intermedio 1 di portoguese lesson to practice reading

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4

Depois da intervenção na joalharia, a Aurora Archer e o Sam decidiram que era hora de treinar a sério e ficar ainda mais preparados para o que viesse a seguir.

— Temos de melhorar — disse a Aurora. — Da próxima vez pode ser mais perigoso.

— Concordo — respondeu o Sam. — Amanhã cedo no parque?

— Combinado. Bem cedo.

No dia seguinte, o sol estava a nascer e a luz deixava o parque com um tom dourado. A Aurora e o Sam chegaram com as mochilas e o equipamento.

— Dormiste bem? — perguntou o Sam, a bocejar.

— Mais ou menos. Eu estava a pensar em tudo o que aconteceu — disse a Aurora. — Mas pronto. Vamos treinar.

— Bora. Hoje é dia de ficar mais forte.

Eles colocaram alvos a várias distâncias e começaram com alongamentos.

— Ombros, braços, pescoço — disse a Aurora. — Se não aquecemos, dói.

— Sim, chefe — brincou o Sam. — Estou a aquecer, prometo.

— Ok. Começamos com o básico: tiro parado, alvo perto — disse a Aurora, pegando no arco.

Ela apontou e acertou com facilidade.

— Agora tu — disse ela.

O Sam tentou copiar a postura dela.

— Assim?

— Mais firme nos pés. E relaxa a mão — respondeu a Aurora. — Isso. Agora respira… e solta.

O Sam atirou. A flecha acertou, mas um pouco ao lado.

— Nada mal — disse a Aurora. — Está melhor do que ontem.

— Obrigado. Eu aceito elogios.

Treinaram durante horas. Primeiro precisão, depois velocidade. A Aurora fazia séries rápidas: três flechas seguidas, sem perder a calma.

— Tenta não correr com a cabeça — explicou ela. — Rápido não é “à pressa”. É “controlado”.

— Ok… controlado — repetiu o Sam. — Controlado e sem pânico.

De vez em quando, eles paravam para corrigir detalhes.

— O teu cotovelo está muito baixo — dizia a Aurora.

— E tu estás a prender a respiração — dizia o Sam. — Olha, ficas tensa aqui.

— Tens razão — admitia ela. — Boa observação.

Quando um acertava no centro, o outro celebrava.

— BOA! — gritava o Sam.

— Força! Outra! — respondia a Aurora.

Ao meio-dia, sentaram-se na relva para comer.

— Eu trouxe sandes — disse o Sam.

— Eu trouxe fruta — disse a Aurora.

— Equipa perfeita — concluiu ele.

Depois do almoço, a Aurora ficou com um sorriso diferente.

— Ok… agora uma coisa mais difícil.

— Mais difícil? — o Sam engoliu em seco. — Eu ainda estou vivo por um fio.

— Relaxa. Vai ser divertido. Vamos fazer um percurso com obstáculos e alvos em movimento.

Os olhos do Sam abriram-se.

— Isso é tipo treino de heróis!

— Exato — disse a Aurora. — Se queremos ajudar pessoas, temos de acertar mesmo quando estamos a mexer.

Montaram um percurso com barreiras, saltos pequenos e alvos pendurados que mexiam com o vento.

— Regra: segurança primeiro — disse a Aurora. — Se não tens um tiro limpo, não atiras.

— Ok. Sem tiros malucos.

A Aurora foi primeiro. Correu, desviou-se de um obstáculo, parou um segundo, apontou e acertou.

— Nice! — gritou o Sam.

— Agora tu!

O Sam correu, tropeçou um pouco, recuperou, e atirou. A flecha acertou no alvo, mais perto do centro do que ele esperava.

— EU ACERTEI! — gritou ele.

— Acertei eu contigo! — respondeu a Aurora, e os dois riram.

Fizeram mais voltas. Houve alguns falhanços e quase-escorregões, mas no final estavam melhores: mais rápidos, mais calmos, e mais confiantes.

Quando terminaram, deram um “high-five”.

— Estamos a evoluir — disse o Sam, ofegante.

— Estamos, sim — respondeu a Aurora Archer. — Mas isto é só o começo.

O sol começou a pôr-se e o parque ficou quieto. Eles guardaram o equipamento e foram para casa, cansados, mas felizes.

— Amanhã outra vez? — perguntou o Sam.

— Amanhã outra vez — disse a Aurora. — Com trabalho, foco e amizade… a gente consegue.

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