Angers
Minha correspondente, Betty, ficou de me encontrar na estação ferroviária.
Como eu ainda não a conhecia pessoalmente, mas somente por fotografia, eu desci do trem e aguardei até que a plataforma se esvaziasse. Ela não estava na plataforma. Desci então até o saguão da estação, procurei e procurei por ela, mas nada.
Ela não estava lá. Fui para o hotel. Mais tarde ela me encontrou direto no hotel e fomos dar um passeio pela cidade.
Achei a cidade bem simpática.
Pequena e calma. Gostei particularmente dos ônibus e bondes da cidade. Eles estavam pintados com as cores do arco-íris, e eu achei lindo. No dia seguinte, Betty e eu ficamos de nos encontrar novamente para explorar a cidade.
Combinamos de começar o passeio às 10 da manhã. Tomei café da manhã correndo e me arrumei feito uma louca, mas 10 horas em ponto eu estava pronta. Fiquei esperando, e esperando. Tomei um chá de cadeira de duas horas e meia, pois ela só chegou 12:30. Nossa rota passou pela frente das muralhas do castelo, por várias igrejas e pela catedral, que eu achei magnífica.
Paramos para comer uma guloseima local e fiquei pasma: era a mesma coisa que no Brasil chamamos de “sonho”. Só faltava o recheio de goiabada! No final do dia nos sentamos no jardim botânico.
Você deve ter reparado, eu adoro sentar em praça com flores! Uma coisa que descobri caminhando pelas ruas de Angers, foi que várias casas vizinhas são numeradas com o mesmo número.
Por exemplo, aqui na Dinamarca três casas consecutivas numa rua teriam números 18, 20 e 22.Mas os franceses numeram essas casas assim: 18, 18 bis, 18 ter. Gente, são três casas com o mesmo número!
Não entendo. Os franceses estão economizando nos números? Que complicação.