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Porta dos Fundos, VIRAL - EPISÓDIO 4 (FINAL) (1)

VIRAL - EPISÓDIO 4 (FINAL) (1)

Amigo, essa parada que você tem é doença de viado,

-não é, não? -Não é, não.

É doença de qualquer um, amigo.

Não é qualquer um, não, que eu não tenho essas porras.

Então faz o teste.

Precisa de teste, não, amigo. Eu gosto de mulher, gosto de boceta.

-Também gosto de mulher, amigo. -Mas dá essa bunda

-de vez em quando, que eu sei, né? -Não, nunca dei essa bunda, não.

-Nunca deu? -Não.

Quarta-feira, de bobeira em casa, não chupa uma piroca,

-não rola um cuzinho? -Pode ter certeza que não.

-Peguei isso aí foi de mulher mesmo. -De mulher...

-Vai ver te comeram, já pensou? -Não,

-eu acho que eu lembraria. -Será?

-Acho que eu saberia. -Dormindo?

Neguinho é foda, hein? Neguinho passa a piroca mesmo,

não perdoa, não. Meu primo Wallace, em Nova Iguaçu,

dormiu no baile, e comeram o cu dele.

Entendi, mas não, não aconteceu isso comigo, não.

-Pegou essa porra de maconha. -Não,

maconha não passa Aids, não.

-Não? -Não.

Então essa porra, sabe o que é?

É pombo, amigo. Pombo é foda.

Cheio de doença nessas porras desses pombos aí,

-ninguém faz porra nenhuma. -Entendi.

-Pegou essa porra de pombo. -Amigo,

na boa, um conselho: faz o teste.

Não vou fazer teste, não, amigo. Você não entendeu.

Eu gosto de boceta, eu gosto de mulher.

-Sou macho. -Caralho, eu também gosto

de mulher, caralho.

Pô, eu já... Só um instantinho.

Filha da puta! Está fodendo a porra do meu estofado todo

com essas porras de Aids aí, caralho!

-Desculpa, amigo. -Desculpa é o caralho, porra!

Vou ganhar uma estrelinha só nesse táxi agora.

Você me fodeu a porra... Espalhando essas Aids aí.

Filha da puta, fica dando o cu pra pombo.

Você vai descer agora aqui, filha da puta!

-Desculpa aí, mano. -Não, desculpa é o caralho, porra!

"Aidsento" do caralho, fica dando o cu pra pombo!

Aí, nego só me fode nessa porra, sabia?

-Pois não? -Oi, aqui é o Beto.

Eu estou na consulta de 15h.

Abriu?

-Não. -Abriu?

Não.

-Abriu? -Não.

VIRAL

-Opa. -Oi, Beto.

-E aí, tudo bem? -Tudo bom?

Como é que está? Já tem tempo que você não vinha, né?

-Faz um tempão, né? -É.

Pode vir?

Opa! Ei, espera só um pouquinho, Suzana?

Vou esperar te chupando, pode?

Não, não pode. Esse que é o problema.

Não pode. Não pode. Epa!

Você quer na cadeira hoje de novo, né?

Não, para com isso. Ei, por favor.

Espera! Ei! Ah, pelo amor de Deus!

Obrigado. A gente precisa conversar.

Não pode ser depois do boquete?

Não. Não pode ser depois do boquete.

Tem que ser antes do boquete.

-Fala. -Caceta, essa foi

a coisa mais difícil de parar na minha vida.

Você tem um pau tão lindo, né?

-Ah, você acha? -Acho.

-Pô, obrigado. -Nada!

Suzana, eu andei falando...

Beto, avisa a secretária que...

OK, preciso começar a vir mais ao dentista.

O que você está fazendo aqui, cara?

Não o mesmo que você, com toda a certeza.

-Desculpa, quem é você? -Eu sou o Rafael, amigo dele,

e vim aqui pra marcar uma consulta pras 15h, se puder.

Desculpa, o Rafael, meu amigo, é retardado, tá?

Eu acho melhor vocês saírem.

Ih, ela não lidou bem com a coisa da Aids, né?

-Coisa do quê? -Obrigado.

Eu não tinha falado ainda pra ela. Sim, eu tenho Aids.

Isso que ele quis dizer. Eu vim te falar que eu tenho Aids.

-Ele tem Aids. -Porra, você deixou eu te chupar?

-"Nice"! -Eu estava tentando te falar

o tempo todo que eu tinha Aids.

Desde quando você tem Aids?

Eu descobri há um mês.

E eu posso estar com Aids agora, é isso?

-Nós não sabemos. -Eu vou continuar

deixando a consulta marcada. Por mim, não...

A gente tem um teste pra você fazer se você quiser.

Não, espera aí, que isso...

Que merda, hein? Não reagiu bem.

O que você está fazendo aqui, pra começar?

Ué, eu continuei nossa jornada aí rumo ao marco zero do seu HIV,

-não é isso? -Ah tá.

-O que a gente faz agora? -Ué, agora,

se ela não quiser fazer o teste,

a gente vai ter que usar uma amostra de saliva dela

-que está no teu pau. -Babaca...

Ué, dá pra fazer. Da sua goza...

-Me dá o teste. -Opa.

-É, está aqui, olha. -Tchau.

-Desculpa... -Você, não. Ele.

-Você fica. -Não. Então, deixa eu falar.

A gente é amigo, a gente está nessa junto.

-Uma coisa muito nossa... -Vai, vai embora! Sai!

Tá bom, vou embora. Vou agendar minha sessão de "flúor".

-Como é que faz isso? -É o seguinte: você esfrega...

Calor, hein? Está calor hoje! Calor, né?

Nossa Senhora, calor!

Esse calor não passa, esse calor!

Calor, meu Deus! Mande alguma coisa,

uma nuvem, um vento frio para aqui.

Para esse planeta Terra! Calor...

Marca uma hora pra mim, por favor, senhora?

É quarta-feira, siso.

Tirar o siso...

Siso, siso, siso. Tirar o siso.

Tirar o siso, siso. Siso.

-Porra, o que aconteceu? -Acho que ela queria comemorar

que não tinha Aids.

E aí transou com um cara que tem Aids.

-Puta gênia! -É, só que com camisinha.

Cara, "nice"!

Porra, olha, aí essa Aids já está trazendo coisa boa pra você!

-Babaca! -É verdade.

É a primeira vez que você transa depois de saber que tinha Aids.

É importante isso mesmo.

Pra você, vai ser dez vezes mais difícil foder agora.

-Pode ser. -E ela era um fodaço.

-Tinha cara de ser um fodaço. -Fodaço!

-Fodaço? Sabia! -Pô, cara, fodaralhaço!

Sabia... Mas quero detalhe. Como é que você deu o coito?

Na cadeira do dentista. Acho que o tesão dela

é a cadeira do dentista, os botões.

Pô, será que ela faz isso com geral?

Com certeza, eu não fui o primeiro.

Pela habilidade, o domínio da arte de foder

numa cadeira do dentista, ela é uma serial killer.

Excelente isso. Vem cá, e a próxima é o quê?

É oftalmo, dermato? O que temos aqui?

-Cara, sobre tua irmã. -Não, não tem irmã nenhuma.

-Esquece. -Desculpa, brother.

Eu fiquei sem jeito de te falar. Como é que eu ia...

-Porra. -Não, eu sei, eu sei. Relaxa.

Eu superei. Superei. Eu sou uma pessoa...

Eu perdoo amigo, cara. Eu sou assim...

-Você superou do nada? -Do nada.

-Tá, eu comi tua irmã. -O quê?

Comi tua irmã.

-Quando você comeu minha irmã? -Hoje, foi hoje.

-Hoje? -Hoje, é.

-Caralho, seu filha da puta! -Não, estamos juntos!

Estamos juntos! Irmã com irmã. A gente come irmã.

A gente come irmã. Ué, o que é que tem?

Agora, bom. Ninguém mais come irmã de ninguém.

Vamos parar, então, com essa porra?

-Paramos com essa porra. -De comer irmã dos outros, caralho.

Você que começou comendo parente aí.

Pra começar, você comeu antes.

-Uma prima. -Quem?

E prima é parente?

Comeu tia minha já.

Ela é gostosa.

-Ô seu babaca... -Vamos ver isso aqui.

Presta atenção aqui. Foca aqui na lista.

Muito boa essa lista. Próxima é a Julia. É.

-Eu não consigo falar com ela. -Caralho, e agora?

Vamos fazer o seguinte?

Vamos, primeiro, passar na safada da lotação,

aqui na Diana.

E aí a gente resolve com ela e depois, a gente passa na Julia.

-Não, Rafa. -Do outro lado da cidade, a Julia.

Vai quebrar a corrente.

Mas é muito mais à mão isso. A Julia é lá na casa do caralho.

A gente passa na Diana primeiro. Depois, a gente vai na Julia.

A gente mata as duas de uma vez só, entendeu?

Vamos fazer isso. Só essa. Pra facilitar a vida.

Vamos lá, que eu estou achando que vai rolar

outra foda comemorativa.

Gosto disso. Vamos embora.

Chega nessa Diana do ônibus, pô.

Se bem que, de repente, ela só transa em ônibus.

E van, essas porras.

Eu não tenho Aids.

Tá, mas você fez o teste recentemente?

-Fiz. -Fez. Ufa, que bom, né?

Que ótimo! Que fácil! Se todas fossem que nem você,

ia ser ótimo.

Ei. Aqui, olha, vem cá.

-Calma. -Ele está bem,

-esse campeão aqui. -Eu estou bem, tá?

Eu vou ficar bem. Vai ficar tudo bem.

-Aqui, olha. -Eu estou grávida.

-Oi? -Cinco meses.

-Como é que é? -Olha aí.

Desculpa eu não ter te contado antes.

Tá, mas quem é o pai?

-Então... -Então o quê, caralho?

-Eu não sei. -Como assim você não sabe?

Pode ser que seja você.

Pode ser que seja quem? Caralho!

-Puta que o pariu! -Eu não sei.

Tem mais alguém que você acha que pode ser que seja?

-O Lucas. -O Lucas. É o Lucas.

-Ou o Vitor. -Bom, aí também é a galera.

-Quer dizer... -Puta que...

-Você já ouviu falar em pílula? -Eu tinha parado um mês só,

-pra não engordar. -Porra,

agora vai engordar pra caralho, 100kg.

Puta que pariu...

Caralho, transasse de camisinha, porra.

Só que isso vale pra você também, né, amigo?

Quando é que você planejava me contar?

Eu estava criando coragem pra isso.

-Os outros também não sabem? Tá. -Só o Lucas.

O exame dele fica pronto essa semana.

-Epa, vamos torcer. -Meu Deus.

Beto, eu não queria ter esse filho.

Acontece que os meus pais não me deixaram tirar.

Mas olha só, vamos entender assim.

Qual é a chance real do Beto ser pai do seu filho?

Uns 45%.

-Caralho. -45.

Como é que você chegou nesse número?

Da onde que você tirou essa análise do 45?

-Eu não quero ter esse filho. -Não, mas agora não dá mais tempo.

Está muito grande, não dá mais pra fazer nada.

É que isso vai foder tanto a minha vida, mas tanto...

Você tem Aids, né? Vamos lembrar. só pra...

Olha só, você vai ter que fazer um exame de DNA.

-Tipo o Ratinho. Maneiríssimo. -É.

Os meus pais disseram que se você não quisesse fazer o exame,

eu podia tirar um fiozinho de cabelo seu.

-Não precisa, eu faço o teste. -Ele faz, aqui, olha.

-É um menino. -Legal.

-Ih, varão! -Vai se chamar Inácio.

Legal, só pra eu entender: por que Inácio?

Primeiro, vamos descobrir se esse filho é teu.

Depois, a gente briga por esse nome, tá?

Toma aqui. Tem um potinho em algum lugar pra gente deixar?

Na mão. Se for juntar o cabelo de todo mundo que pode ser pai,

ganhou até uma peruca já, né?

-Desculpa, tá? -Imagina.

Vamos indo. Se você tiver qualquer resultado,

qualquer notícia, de filho, de pai, de parente, que seja,

você liga e avisa a gente, pelo amor de Deus.

-E vamos repensar a coisa do Inácio. -É o nome do meu avô.

Isso, vamos repensar Inácio. Vamos indo.

Caralho, não bastasse eu ter Aids,

-ainda vou ter um filho? -Calma, a gente não sabe

se você vai ser o pai ainda. Espera aí.

Porra, que merda de maldição é essa?

-Caralho! -Espera aí. Calma, cara!

-Porra escrota! -Vamos pra casa agora.

-A gente vai pra casa agora. -Não!

-Vamos lá pra casa da Julia. -Ela nem está esperando por você.

-Ela nem sabe que a gente vai... -Foda-se!

Na hora de dar o cu pra mim, ela quer.

Agora na hora de sofrer a porra das consequências, ela some?

Que frase bonita! Isso é Drummond, é Pessoa?

Vamos pra casa da Julia.

Meu dia já está uma merda. E aqui não pode ficar pior.

Vamos lá.

Ela morreu.

O quê? Como assim? A Julia?

-A Julia morreu? -Pois é,

pegou todo mundo de surpresa.

A gente não pode fazer mais nada.

Mas ela morreu de Aids?

Ela foi atropelada. Como assim, Aids?

O quê? Aids? Não, é que às vezes eu tento adivinhar

como é que as pessoas... Enfim.

-Desculpa, você é o...? -Eu sou o marido dela, o Carlos.

-Marido da...? -Vocês eram amigos dela?

É... Ele um pouco mais.

Desculpa, tá? Realmente. A gente não sabia dessa história.

Pois é.

Foi uma tragédia, sabe? Mas...

Fazer o quê? Ela era um anjo que Papai do Céu levou, né?

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