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Porta Dos Fundos 2019, MERCADO FEMININO

MERCADO FEMININO

Bom dia a todas. Bem-vindas, todas.

Obrigado por vocês estarem aqui...

Eu não sei se vocês já participaram

desse tipo de dinâmica de grupo antes,

por isso eu vou dar uma explicadinha um pouquinho pra vocês

como é que funciona. É super fácil, é super simples,

eu quero ouvir vocês falando.

É isso, é um bate-papão.

A gente vai conversar, vai falar de tudo um pouco...

Por quê? Porque a gente tá lançando um produto

voltado pro público feminino,

então a gente quer ouvir, claro, vocês mulheres.

Essas mulheres empoderadas,

essas mulheres que tomam decisão, têm atitude,

que sabem o que querem, pá, vai lá e faz mesmo...

Mas, ó, é pra deixar a cabeça livre,

não é pra ficar...

Deixa o shopping lá fora,

deixa homem, namorado, marido, essas coisas, tudo lá fora.

Vamos pensar agora em coisa, né, aqui.

-Assim, cabeça realmente... -Mas a gente não...

Deixa... Desculpa, Carol. Deixa eu só terminar de falar.

Porque, se todo mundo começar a falar de uma vez,

vai virar um galinheiro isso aqui,

ninguém vai mais se ouvir.

Deixa eu só terminar, porque, de repente,

a sua dúvida é a dúvida de alguém aqui.

Então, só pra eu falar, pra vocês ficarem bem tranquilas, assim,

pra saber que aqui é um lugar onde o machismo, não.

Na nossa empresa, o machismo tá proibido,

a gente nem contrata mulher, que é pra não ter machismo.

Porque esse mundo lá fora eu sei que é barra-pesada.

Eu sei que essa mulher de hoje em dia

deve sofrer pra caramba, né?

Por isso que a gente tá aqui, que é pra falar,

então esquece isso e vamos legal.

Bom, eu vou começar então com a Caroline,

que tá aqui do meu lado, que é morena e vai entender mais rápido.

Tô brincando, é piada, é brincadeira.

Então o negócio é o seguinte... É uma suposição, tá?

Suposição, perdão...

É... Imagina que...

Imagina que, tá?

Imagine que, um dia,

tenha 26h, ou seja, teria quantas horas a mais?

Duas.

Então imagina que você tenha mais duas horas.

O quê que você faria com essas duas horas a mais?

-Não, mas é que... -Calma, não precisa ficar nesse...

"Não sei, não sei. Ai, preciso falar..."

Eu sei que mulher é mais difícil de responder, assim, direto.

É uma coisa mais do pensamento do homem,

então vou dar múltipla escolha, e só pode escolher uma.

Deixa eu dar a múltipla escolha. Então, opção A,

se você pudesse mudar uma coisa em você,

você mudaria o seu rosto? Opção B, seu peito caído?

Opção C, sua barriga?

Opção D, trocaria a vagina por um pênis?

-Isso é completamente... -Peraí! Calma!

Letra E, faria uma escova marroquina?

Eu tô brincando.

É que vocês inventam cada hora uma coisa.

Toda hora tem um creme, toda hora tem um esmalte...

e é cor, e muda,

e ninguém nota nada, é só vocês,

-porque fica... -Cara, pelo amor de Deus.

Peraí, calma...

O quê que eu falei, gente,

do galinheiro que isso aqui vai virar?

Isso aqui não é uma competição,

vamos deixar essa rivalidade feminina do lado de fora.

Ninguém aqui precisa pisar na cabeça de outra mulher

pra chamar a minha atenção.

Eu tô aqui pra vocês. Eu dou conta da mulherada.

Então não precisa ter isso. Vamos lá, vamos seguir então aqui...

Caroline respondeu o quê? Todas as anteriores, Caroline?

-Ela... -Gente, por favor...

Isso é hormônio, tadinha...

Mas a gente já sabe que ela ia responder cara, né?

Alguém quer falar rápido alguma coisinha?

Pá-pum, rapidinho, três palavras?

Você não vai dizer qual é a merda do produto, não?

Claro que não! Pra vocês saírem fofocando

e contando pra todo mundo do produto?

Aqui, ó!

Obrigado, minha gente.

Ó, tem chocolatinho pra todo mundo ficar de bom humor

ali da saída, tá bom?

Brigado pela participação de vocês. Valeu.

Uma bobagem. Pra que tapar o braço com umas coisa dessa?

Tão bonito o braço. Fica masculina.

Queria dizer que isso aqui vai ser uma pesquisa rápida,

a gente vai poder falar, aqui vocês têm voz, hein.

Na nossa empresa a gente tem várias pessoas do tipo de vocês.

Eu tive uma empregada preta.

E falo "preto", não falo "afrodescendente",

porque aqui é informal, não tem esse politicamente correto.

Preconceito tá na cabeça de quem pensa.

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