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Aurora Archer, 8 – Text to read

Aurora Archer, 8

Intermediate 1 Portuguese lesson to practice reading

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8

Quando a Aurora Archer e o Sam saíram da caverna com o artefacto nas mãos, já era quase noite. A luz do fim do dia estava fraca, e a floresta começava a mudar. Ouviam-se animais a mexer, folhas a estalar, e o vento a passar entre as árvores.

A Aurora respirou fundo.

— Conseguimos… — disse ela, com um sorriso cansado.

O Sam olhou para o arco brilhante.

— Isto é mesmo real. Nós encontrámos mesmo isto.

Durante um segundo, sentiram um orgulho tranquilo. Mas durou pouco.

De repente, ouviram um barulho nos arbustos ali perto. Um “shhh” rápido, como se alguém tivesse pisado folhas secas.

Os dois ficaram logo tensos.

— Ouviste? — sussurrou o Sam.

— Ouvi — respondeu a Aurora, a agarrar o arco com força. — Fica atrás de mim.

O barulho voltou, mais perto. E depois… uma figura saiu das sombras. Estava coberta por uma capa escura, e mal se via a cara.

A Aurora e o Sam trocaram um olhar desconfiado.

— Quem és tu? — perguntou a Aurora, com a voz firme, mesmo com medo por dentro.

A pessoa deu mais um passo. Agora dava para ver melhor: era um guerreiro alto, com um olhar duro e uma postura segura, como alguém que já tinha passado por muitas coisas.

— Eu sou o Silas — disse ele, com uma voz baixa e forte. — Guardião desta floresta.

O Sam respirou um pouco melhor.

— Guardião… então não és… inimigo?

O Silas não sorriu, mas também não parecia querer atacar.

— Se eu fosse inimigo, vocês já não estariam aqui a falar comigo.

A Aurora baixou um pouco a tensão, mas manteve-se atenta.

— Nós não queríamos causar problemas — disse ela. — Nós só… seguimos as pistas. Encontrámos uma flecha estranha, e isso levou-nos à caverna.

O Silas olhou para o arco na mão dela. Os olhos dele ficaram mais sérios.

— Vocês tocaram no que não deviam tocar, sem saber.

— Nós não sabíamos — disse o Sam, rápido. — Mas agora sabemos que isto tem poder. E… nós queremos usar isso para fazer o bem.

O Silas ficou em silêncio por um momento, como se estivesse a decidir se acreditava ou não.

— Vocês começaram uma viagem perigosa — disse ele, finalmente. — O poder que vocês têm agora é grande. Mas os perigos à frente também são grandes.

A Aurora engoliu em seco.

— Que perigos?

— Pessoas que querem esse poder — respondeu o Silas. — E coisas antigas que ainda não desapareceram.

O Sam olhou para a floresta, nervoso.

— Estás a dizer que alguém nos vai seguir?

— Já vos estão a observar — disse o Silas, sem rodeios.

A Aurora sentiu um arrepio na nuca, mas não recuou.

— Então… precisamos de ajuda.

Ela olhou diretamente para o Silas.

— Silas, vais ajudar-nos?

O Silas observou os dois, como se estivesse a testar a coragem deles.

— Eu posso guiar-vos e proteger-vos… mas têm de perceber uma coisa.

— O quê? — perguntou o Sam.

— O caminho vai testar-vos como nunca — disse o Silas. — Vocês vão ter medo. Vão duvidar. E vão ver escuridão, fora e dentro de vocês. Estão preparados para enfrentar isso?

A Aurora olhou para o Sam. O Sam olhou para ela. Não precisaram de falar muito.

— Estamos — disse a Aurora.

— Estamos prontos — disse o Sam, ao mesmo tempo.

O Silas assentiu, finalmente.

— Então venham. Não fiquem aqui parados. A noite está a chegar… e a floresta muda quando escurece.

Com o Silas ao lado deles, a Aurora Archer e o Sam sentiram uma coisa nova: ainda havia medo, sim, mas já não estavam sozinhos. E com amizade, coragem e treino, eles iam enfrentar o que viesse — mesmo nas noites mais escuras.

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