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Aurora Archer, 7 – Text to read

Aurora Archer, 7

Intermediate 1 Portuguese lesson to practice reading

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7

A Aurora Archer estava super entusiasmada enquanto ela e o Sam andavam pela floresta densa, a seguir as pistas sobre a origem da flecha misteriosa.

O sol já estava a descer, e as sombras ficavam cada vez maiores no chão.

O Sam olhou à volta, com um ar meio inseguro.

— Aurora… tens a certeza que é por aqui?

A Aurora assentiu, firme.

— Tenho, Sam. Os símbolos na flecha estavam a apontar para esta direção.

Ela caminhava devagar, a observar as árvores e as pedras, como se estivesse à procura de um sinal.

— E se nos perdemos? — perguntou o Sam.

— Não vamos — disse ela. — Olha… aquela marca ali na árvore. É igual ao símbolo da flecha.

O Sam aproximou-se.

— Tens razão. Ok, estou contigo.

Andaram mais um pouco… e, de repente, as árvores abriram espaço. Apareceu uma clareira com luz dourada, como se o sol tivesse escolhido aquele sítio.

No meio da clareira, escondida entre as raízes e as pedras, havia uma entrada de caverna.

— Uau… — o Sam ficou de boca aberta. — Olha para aquilo!

A Aurora sentiu um arrepio.

— Isto… é real. Nós encontrámos mesmo alguma coisa.

O Sam engoliu em seco.

— Entramos?

A Aurora respirou fundo e apertou a mochila.

— Entramos. Mas com cuidado.

Lá dentro estava frio e escuro. O Sam acendeu uma tocha pequena.

— Ok… eu vou à frente com a luz — disse ele.

— E eu fico atenta — respondeu a Aurora. — Se vires alguma coisa estranha, paras.

— Combinado.

Os túneis eram estreitos e davam voltas. Às vezes ouviam água a pingar. Outras vezes, parecia que o som vinha de longe, como um sussurro.

— Não gosto desse barulho… — disse o Sam, baixinho.

— Eu também não. Mas continua — respondeu a Aurora. — Devagar.

Mais à frente, viram uma corda esticada no chão.

— Espera! — a Aurora puxou o Sam pelo braço. — Vês isto?

— Uma armadilha?

— Parece. Se alguém pisa… pode cair alguma coisa.

O Sam agachou-se.

— Boa vista. Como é que passamos?

A Aurora apontou para a parede.

— Encostados ali, um de cada vez.

Passaram com cuidado. Logo depois, encontraram umas pedras que pareciam soltas.

— Não pises aí — disse o Sam. — Eu vi uma pedra a mexer.

— Ok. Então saltamos por cima — disse a Aurora.

Eles ajudavam-se sempre: um segurava a tocha, o outro observava; um dava a mão, o outro guiava o caminho. E, a cada obstáculo, ficavam mais confiantes.

Depois de muito tempo — parecia horas — o túnel abriu para uma sala grande. Havia uma luz azul suave no ar, como se a própria caverna estivesse a brilhar.

No centro da sala, havia um pedestal de pedra.

Em cima, estava um objeto brilhante, a pulsar com energia.

O Sam sussurrou:

— Aurora… isto é… inacreditável.

A Aurora aproximou-se, com o coração a bater forte.

— Isto deve ser o que procurávamos — disse ela, muito baixo.

Quando chegaram mais perto, viram melhor: era um arco. Parecia ligado à flecha misteriosa, com o mesmo estilo e os mesmos símbolos.

— Então é isto… — disse o Sam. — A origem da magia.

A Aurora estendeu a mão, a tremer um pouco.

— Vou tocar.

— Aurora, espera… — disse o Sam. — E se acontecer o mesmo que antes?

— Se acontecer, tu puxas-me para trás — respondeu ela. — Não me deixes cair.

— Prometo.

A Aurora tocou no arco.

Um calor subiu pelo corpo dela, como uma onda. Ela sentiu força, clareza… e uma energia nova, como se algo acordasse dentro dela.

Ela olhou para o Sam, com os olhos a brilhar.

— Encontrámos, Sam. A fonte da magia da flecha.

O Sam sorriu, assustado e feliz ao mesmo tempo.

— Isto muda tudo.

A Aurora pegou no arco com cuidado.

— Sim. Mas também significa que vem mais perigo.

O Sam assentiu.

— Então vamos treinar. E vamos estar prontos.

E, com aquele arco nas mãos, eles sabiam que tinham entrado numa nova parte da história. Só ainda não imaginavam o quanto a coragem deles ia ser testada nas aventuras que vinham a seguir.

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