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Foro de Teresina - Podcast (*Generated Transcript*), #260: No barco com Safadão - Part 2

#260: No barco com Safadão - Part 2

O meu Zema, que corre por fora, está na sua mira.

É, ele corre não, né? Ele faz uma caminhada, assim, bem leve.

A questão do Zema, uma das questões, vou falar um pouco sobre as movimentações dele

pra se viabilizar nesse cenário, é que ele não compra essas brigas nacionais,

ele não se posiciona como um líder nacional.

Então, por exemplo, a reforma tributária com o desgaste, ou eventualmente até os louros

que podem render politicamente, como o Toledo falou, ele basicamente lavou as mãos.

O Zema, no começo, eu ouvi essa semana, de um político paulista,

ele é piada no mundo político, como dizem os mineiros,

inclusive o próprio entorno do Zema, ele sofre do preconceito de ser jeca.

Tem esse jeito que passa o café, que pega fruta na árvore,

esse jeitinho que em Minas Gerais funcionou, ele foi eleito duas vezes e reeleito em primeiro turno no ano passado,

mas nacionalmente não é um caminho fácil que ele pode trilhar, mas que ele quer.

Quer também porque, segundo o Estado mais populoso do Brasil, já tá em segundo mandato,

não tem outras pretensões de disputar o cenário, não quer, pelo menos até agora,

não tem dado sinais de que quer seguir uma carreira política tradicional, ele quer ser presidente da república.

Então, ele também precisa se viabilizar pra isso, pode usar esse racha bolsonarista pra se beneficiar.

Ele deu uma escorregada recentemente, logo depois que o Bolsonaro foi condenado pelo TSE,

publicou uma frase atribuída ao Mussolini, alfacista italiano, e depois teve que remendar a nota e tal.

A questão é que o próprio Bolsonaro e o Zema não tem uma relação pessoal muito azeitada,

eles não se dão mal, mas tampouco se dão bem, eles não tem afinidade,

eles não tem assunto, assim, que aflore espontaneamente.

Então, a aliança que eles já afirmaram em alguns momentos, que foram pontuais,

elas são de conveniência pra ambos.

Isso ficou muito claro na eleição passada, porque o Zema no primeiro turno não apoiou o Bolsonaro,

ficou no muro, porque ele sabia que tinha votos do Lula que caíram pra ele em Minas,

e no segundo turno, sim, ele é eleito, aí ele abraçou a campanha do Bolsonaro,

e ele conseguiu trazer muito voto pro Bolsonaro, mas não conseguiu virar o quadro em Minas.

Então, foi 48% a 43% pro Lula no primeiro turno, quando o Zema entrar no jogo, vai a 50.2% pro Lula,

49.8%, quer dizer, o apoio do Zema foi importante, não dá pra desprezar, mas ele não virou o jogo.

O que o Zema tem feito nos bastidores, as movimentações dele, ele é muito próximo do Ratinho,

ele gostaria de compor uma chapa com o Ratinho, o Júnior, governador do Paraná,

eventualmente com o Tarcísio, que ele tem uma boa relação, Eduardo Leite, talvez.

Com os Bolsonaro mesmo, a relação é essa mais distante, então, por exemplo, uma chapa com a Michele,

que o entorno dele, a venta, era uma coisa que ele precisaria ser convencido de que ele seria muito importante,

enfim, teria que ter uma construção política em torno disso.

Quem que apoia de verdade o Zema, né? Quem que pode alçar ele a alguma coisa?

A classe industrial e empresarial de Minas apoia ele desde 2018,

então, o presidente da Federação das Indústrias aqui, o Salim Matar, que era bolsonarista,

foi, inclusive, secretário do Bolsonaro, ex-presidente da Localiza, é um forte aliado do...

Tarado, Bolsonaro é um tarado.

Da desescatização.

É.

Ele é, inclusive, consultor do Zema e tal, e o Rubens Menin, que é dono da MRV Engenharia,

da CNN, da Rádio Tatiaia, do Banco Indn, um mega empresário mineiro, também apoia o Zema.

Mas ele não tem apoio político sólido, então, o Pacheco, presidente do Senado, não tá no grupo dele,

e também Minas Gerais perdeu um pouco da articulação nacional, né?

O Aécio Neves saiu de cena, o Anastasia saiu de cena, ficou um pouco sem esse lugar,

então, o Zema é um pouco solitário no ambiente nacional e não mostra tanto apetite assim, não tem mostrado.

E o Zema tem um problema em casa, que é um governador do novo, que defende um Estado enxuto,

que defende um Estado liberal, mas que não aprovou nenhuma privatização do seu primeiro mandato.

O que ele próprio diz em entrevista é que a grande entrega dele no primeiro mandato foi pagar salário em dia,

porque Minas Gerais estava quebrada pelo PT.

Ele tem um adversário que já virou quase folclórico, que é o Pimentel,

porque o Pimentel já saiu da política, não tá no dia a dia da política,

e ele continua sendo o adversário principal do Zema, e o Zema ainda não tem uma grande entrega,

ele precisa disso pra poder começar a se viabilizar pra 2026,

além de todas essas outras questões que estão em volta dele.

Agora, ele pode ser muito conveniente pro Bolsonaro, como foi em outras ocasiões,

ou ele pode ser que forme-se mais uma vez uma aliança de conveniência?

Eu diria que ele tem mais dois problemas.

Um, que ele não tem partido, né?

O novo é um arremedo de partido que vai acabar, vai ter um fim melancólico, como merece.

E dois, além de não ter uma projeção nacional muito pequena, ele, como você disse, é conhecido pelas GAFs, né?

As Buscas Associadas ao Zema que mais cresceram nos últimos tempos.

A Adélia Prado, porque ele não sabia quem era a Adélia Prado, falou isso publicamente, né, escritora,

ele deu um aumento de quase 300% pro próprio salário e não deu aumento pros servidores públicos em 2023.

Então, as buscas que há ainda são negativas, né?

Enfim, não vejo o Zema como uma real opção de poder, salvo haja uma revolução política no país daqui até a eleição.

É, estamos especulando, eu sinceramente não vejo atributos em nenhuma dessas figuras,

que as considero muito tecnocráticas, muito sem apelo.

Todas as qualidades políticas do Bolsonaro, qualidades no sentido não de coisas virtuosas, mas de atributos,

patriotismo, fervor religioso, armas, bolsalidade, etc.

Todas essas coisas que o Bolsonaro tem, não vejo nesses caras, eles estão muito mais perto nesse sentido da terceira via,

no sentido da falta de interesse político, eles não comovem ninguém.

É claro que pode, pode viabilizar sendo um tecnocrata e tal, mas se eu fosse o Lula, ou mesmo o Haddad,

torceria pra que o adversário fosse um desses dois brasileiros.

A gente encerra o segundo bloco do programa, vamos sem intervalo direto para o número da semana.

Número da semana, é isso, direção?

Que é o número tirado da seção Igualdades, publicada semanalmente no site da Piauí, de Galamari.

Fernando, o número da semana é 203 milhões e 100 mil.

Segundo o censo 2022, o Brasil tem hoje 203 milhões e 100 mil habitantes.

Isso significa que em 12 anos, desde o último censo, o Brasil ganhou 12 milhões e 300 mil novas pessoas,

o equivalente a uma São Paulo.

Mas ainda assim, o censo revela que a taxa de aumento anual da população caiu de 1,2% entre 2000 e 2010,

para 0,5% entre 2010 e 2022.

O Rio de Janeiro, por exemplo, foi uma das nove capitais que viu diminuir o seu número de habitantes.

O Igualdades dessa semana faz um raio-x nos dados do censo.

Além de ter essa queda populacional, que é essa desaceleração, ela já existia, né?

Ela já vinha acontecendo há bastante tempo, só que ela está se acelerando.

A desaceleração é bastante pronunciada e tem uma reorganização da população dentro do território, né?

Além de você ter algumas regiões crescendo e outras perdendo proporcionalmente importância,

o Rio Norte ganhando importância, o Centro-Oeste ganhando importância, o Nordeste diminuindo o seu peso, por exemplo,

você tem uma reespecialização.

Então, grandes cidades, por exemplo, como Salvador e Rio de Janeiro perderam população.

Tem menos habitantes hoje do que tinha 12 anos atrás.

Também as pequenas cidades, a maioria delas perdeu população e as cidades médias é que acabaram ganhando.

Para mim, o maior exemplo é Sorocaba, que ganhou mais de 100 mil habitantes, mais ou menos, tanto quanto o Rio de Janeiro perdeu.

Bom, encerramos assim o número da semana.

Vamos para um rápido intervalo.

No terceiro bloco, vamos falar das encrencas de Arthur Lira, que não param de se acumular.

Já voltamos.

Oi, aqui quem fala é a Natália Silva.

Eu sou produtora do Rádio Novela Apresenta e vim aqui te convidar para ouvir a gente.

Toda quinta-feira tem episódio te esperando com histórias que você nem sabia que precisava ouvir.

No episódio dessa semana, a gente fala sobre Jornadas do Herói.

Uma das histórias sou eu quem conto, sobre um dia em que um amigo meu tomou uma decisão impulsiva

e acabou ilhado no meio de uma das vias mais movimentadas de São Paulo.

Essa história não sai da minha cabeça desde que eu a ouvi pela primeira vez.

Ela mostra como o Brasil cria heróis involuntários,

gente que só estava tentando viver a própria vida em paz com dignidade,

e de repente, com a negligência do Estado, se vê obrigado a arriscar a própria vida para ajudar os outros.

São histórias que lembram como a gente nunca sabe o que tem pelo caminho.

Quando acabar o foro, vem ouvir a gente.

Rádio Novela Apresenta.

Um novo episódio.

Muito bem, Thais. A gente vem falando do Arthur Lira como personagem,

além de personagem da política, personagem das páginas policiais,

além do caso da investigação dos kits de robótica,

do desfalque no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, no Ministério da Educação.

Surgiu essa semana, a partir da reportagem do Breno, que eu mencionei na abertura do programa,

o comportamento dessa dinheirama que foi destinada a esse hospital em Alagoas,

cuja direção tem ligação com o Arthur Lira.

É um dinheiro, ao que tudo indica, completamente desproporcional à atividade do hospital.

É mais uma encrenca. Não sei se vai acontecer alguma coisa.

Mas já tem um efeito, que é o enfraquecimento político dele, que vai se somando.

Quer dizer, não é um bom momento e quanto mais denúncias saem, mais ele se fragiliza.

E o Lula deu uma demonstração muito clara desse enfraquecimento essa semana.

Os dois, Lira e Lula, têm esse baile pra ver quem indita o ritmo, quem tá por cima.

E esse último lance dessa semana foi mais uma demonstração,

e o Lula tem conseguido fazer isso seguidamente, de força, em relação ao Arthur Lira.

O que aconteceu? O Ministério da Saúde é o maior orçamento da esplanada,

junto com a educação, quase 200 bilhões de reais de orçamento.

Foi um feudo do PP, partido do Lira, durante o governo Temer.

Durante o governo Bolsonaro, deixou de ser o ministro do PP, né?

Depois daqueles outros generais e militares ali.

Mas ele manteve, né? O Bolsonaro manteve indicados do PP em secretarias vitais.

Então, é uma pasta da cobiça do Centrão, de modo geral.

E que voltou a ser alvo de ataque especulativo, recentemente, né?

Desde a tramitação da medida provisória da esplanada,

que o Centrão dá o recado pro Lula, pro governo, de que quer de volta o Ministério da Saúde.

E aí, então, a Ministra da Saúde, Inícia Trindade, que foi presidente da Fiocruz,

é um nome técnico, não é da política, tava sendo muito pressionada a fazer política,

receber deputado, liberar emenda, ela tava tentando fazer essa movimentação.

E essa semana, na quarta-feira agora, o Lula participou de uma cerimônia ao lado dela

e deu um apoio formal e contundente, elogiando ela, inclusive,

dizendo que ela é a melhor das ministras da saúde que ele já teve em todos os seus governos.

E aí, falou que ele queria mesmo falar, toda a cerimônia era só pra falar essa frase,

que foi o Ministério da Saúde é do Lula e fica o ministro até quando eu quiser.

Ele tá dizendo, eu não vou entregar o Ministério da Saúde pro Centrão.

Esse mau momento do Lira repercute, inclusive, na base de deputados dele,

que começam a plantar nota, dizendo que ele só privilegia a si mesmo

e ao seu reduto eleitoral na distribuição de emendas.

Então, saiu uma nota na Veja falando que o próprio Ministério da Saúde

teve um recente aporte de emenda e foi totalmente desproporcional

na distribuição do que foi pra Lagoas.

E o governo, como a gente falou no programa passado,

trabalha silenciosamente em cima desse enfraquecimento do Lira,

favorecendo o canal direto com deputados da base dele.

Então, por isso também que a reforma tributária é importante pro Lira,

porque seria uma vitória pra ele, já que o Haddad recuou estrategicamente

pra não aparecer na linha de frente dessa medida.

Pro Lira era importante pra poder reafirmar algum poder no momento de fragilidade.

Essa história do Arthur Lira, que o Breno Pires revelou na Piauí,

aliás, não foi só ele, né?

Ele assina matéria junto com a Alice Maciel.

É muito emblemática por vários motivos, inclusive de ordem irônica.

Primeiro que, apesar do nome oficial ser Hospital Veredas,

ele é conhecido como Hospital do Açúcar, né?

Oficialmente porque foi criado pelos usineiros,

mas na prática, hoje em dia, porque ele é doce para os políticos que o subsidiam.

Ele recebeu quase um bilhão de reais desde 2016 das três instâncias de governo,

tanto a maior parte do município de Maceió,

mas também do governo estadual e do governo federal.

O detalhe é que ele atendeu, nos últimos anos,

uma fração do número de pacientes que foram atendidos,

por exemplo, na Santa Casa de Alagoas,

que recebeu muito menos verba do que ele.

Então, é no mínimo estranho um hospital receber quase um bilhão de reais,

atender proporcionalmente muito menos gente e não pagar salário.

Está atolado em dívidas do mesmo jeito.

Quer dizer, é um sumidouro de dinheiro público.

Por isso que eu digo que ele é doce. Doce para quem o patrocina, né?

E amargo para o resto da população alagoana.

Agora, tirando esse fato em si, me chamou atenção, nos últimos tempos,

a estratégia do Lira de tentar sair do noticiário negativo

que se abateu sobre ele, com as investigações da Polícia Federal,

a história do kit de robótica e agora essa história do hospital,

tentando tomar protagonismo na votação do pacote econômico.

Primeiro da Orca Bolsa Fiscal e agora da Reforma Tributária.

E nos bastidores, operando, segundo a reportagem que saiu hoje na Folha de São Paulo,

para criar férias estendidas para os parlamentares.

Em tese, a Câmara e o Senado só podem sair de férias, ou entrar em recesso, como eles dizem,

depois de aprovar a lei de diretrizes orçamentárias.

Coisa que não vai acontecer, né?

Já não aconteceu antes do fim do primeiro trimestre e não vai acontecer antes deles saírem em férias.

Então eles vão fazer um recesso branco, ou seja, oficialmente eles estão trabalhando,

mas ninguém vai aparecer lá em Brasília.

E tem uma matéria hoje na Folha, dizendo que o Lira está com pressa de antecipar esse feriado branco,

porque ele quer participar do Cruzeiro do Safadão.

O Wesley Safadão fretou lá um transatlântico que sai de Miami e vai até as Bahamas, para a ilha do Safadão.

Ele vai fazer shows junto com um monte de outros artistas brasileiros

e que supostamente o Arthur Lira faria parte da comitiva que vai lá...

Como é que chama os adeptos do Safadão?

São Safadinhos, Safados, Safadetes?

Safadetes, talvez, né?

Safado pode dar uma outra conotação.

Então não se sabe, a assessoria do Lira não confirmou para a reportagem que ele vai ser um dos Safadetes lá.

Mas, enfim, seria apropriado até, né?

Você deixar de trabalhar em Brasília, deixar de aprovar as coisas que precisam ser aprovadas

para ir ouvir o Wesley Safadão nas Bahamas.

É muito Brasil isso daí, né?

Não tenho adjetivos para qualificar.

O problema dessa gente é que é tão didático que não dá nem graça,

não dá nem para fazer piada com esse nome, Wesley Safadão.

Que piada você vai fazer?

Vai para as Ilhas Virgens com Wesley Safadão.

Safadão, Safadão.

Seria melhor, Fernando. Você tem toda a razão.

Devia ser nas Ilhas Virgens e não nas Bahamas esse Cruzeiro do Safadão, né?

Mas quem gosta das Ilhas Virgens é o Paulo Guedes.

Que, aliás, voltou ao noticiário depois de ficar seis meses aí de resguardo pela legislação.

Vai criar um curso, um MBA. O que será esse MBA dele?

Estou pensando seriamente em fazer.

Eu queria era estar nesse Cruzeiro do Safadão, né?

Porque vai ser uma coisa assim...

Podia mandar a Thaís Bilenck como enviado especial ao Cruzeiro do Safadão.

Eu aceito a missão com gosto.

Vai lá, Thaís.

Adoraria.

Ele vai voltar, obviamente, energizado por tanta safadeza, né?

Mas eu acho que ele está num momento ruim, que tende a piorar.

Porque depois que aprovar essa pauta econômica mais emergencial,

ele perde capital político para chantagear o governo.

Está em baixa, as investigações continuam.

Cada semana aparece uma nova.

Não vejo... Posso estar muito enganado e sendo otimista.

Aliás, tenho sido acusado de otimismo repetidas vezes nesse programa.

Mas não sei. Acho que já esteve melhor o Arthur Lira e tende a piorar.

É isso. A gente encerra o terceiro bloco do programa por aqui.

Vamos direto para o momento Kinder Ovo.

Que a Thaís mesmo gripada, trabalhando no sacrifício, é a favorita.

Minha única chance para ganhar.

Progrife da Thaís.

Talvez ela fale a palavra e a gente não compreenda a resposta, porque ela, né?

Pode soltar aí, Mari, por favor.

Peraí, deixa eu fazer um seguro pra mim.

É o seguinte, tem uma camada em volta da minha cabeça

que eu tô dentro de uma caixa de ressonância de vírus.

Então, assim, demora pro som chegar e pro som sair.

Tá certo.

Isso tá acontecendo essa semana.

Se ela ganhar, vai ser uma humilhação tripla.

Se eu ganhar, vou merecer, sei lá.

Vai lá, Mari.

Caixa de chocolate.

Ó, gente, eu já fiz quase graduação em inglês anatômico, ó.

Hoje, ó. Hoje eu fui, ó, descolada.

É a Janja.

Doutora Gray.

Eu não consegui nem ouvir o que ela falou, quanto menos quem falou.

É a Janja e mais um de seus exercícios de simpatia.

Ela sempre tá...

Faz malhação de simpatia todo dia.

O que ela falou? Eu não entendi o que ela...

Não é sacanagem, não.

Ó, gente, eu já fiz quase graduação em inglês anatômico, ó.

Hoje, ó. Hoje eu fui, ó, descolada.

Doutora Gray.

É isso. Janja, que eu acho, tenho a impressão, não sei se vocês me acompanham,

ela tá mais contida de uns tempos pra cá.

Não sei se isso foi uma recomendação ou uma coisa...

Ela tá aparecendo menos.

Não? Tô certo, Thaís?

É mais que recomendação, né?

Ela tá sob bastante pressão, muita reclamação e se recolheu.

Inclusive, tem gente que sai em defesa dela meio extemporaneamente, assim,

sem contexto, por causa de toda uma operação pra conter Janja.

É, de qualquer forma, ela tem essa personalidade bastante expansiva

e é genuína, dá pra ver que ela é assim.

Muito bem.

Queria que a Thaís tivesse ganhado esse, mas...

Também queria.

Então, para registro, para os anais do foro,

primeira dama Janja, cumprimentando pessoas durante a visita,

as novas instalações do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Bom, vamos agora para o Correio Elegante, certo, direção?

Eu vou começar lendo um e-mail da Ieda Magalhães.

Moro em Matão, bem próximo de um retalho de Mata Atlântica, a Mata da Virgínia.

Vivo próximo da Chácara Primavera e curiosa por saber se o Toledo era mesmo daqui.

Soube que ali o conterrâneo e amigos faziam esquenta antes de irem para os bailes do Clube Sorema.

Isso nem eu sei, viu, Ieda? Ele vai ter que contar.

Considero o foro uma dialética na praxis.

Thaís tem as teses, bem investigadas, avaliadas e argumentadas em voz tão bonita.

Toledo tem os paralelos e Fernando, com suas sínteses, arremata e coroa as inteligências.

Eu não sintetizo nada, Ieda, eu só...

Eu não tenho tese nenhuma.

Tem tese.

Continuo.

Ouvindo nossos descalabros na política, vão germinando em mim tristeza e inconformismo.

Mas quando chega o Correio Elegante, dou vazão ao represado, eu desago em lágrimas.

Me sinto redimida, o amor vence, vejo que somos muitos tereziners pelo mundo e volto a acreditar em dias melhores.

Estive em Jericoacoara e uma carioca perguntou de onde eu era.

Arrisquei, sou de Matão e ela de Pronto.

Claro que conheço a grande Matão, terra do Toledo.

Ficamos amigas, obrigado Toledo por colocar Matão no mapa e ao foro, que cada vez mais junta casais e variadas formas de carinho.

É isso.

Sensacional, Ieda. Você fez uma boa investigação aí, Matão.

De fato, eu passei minha infância na Chácara Primavera, que não existe mais.

Virou cidade.

Só que os esquentas não eram aí.

O baile era na Sorema, mas os esquentas eram no porão do Caliguer.

Vai descobrir onde é que ficava, Zé.

Isso que a gente quer saber, o que acontecia nesse porão, hein, Thaís Guilherme?

Só vou contar uma história.

Porque assim, no baile a bebida era mais cara.

Então, a gente se reunia no porão do Caliguer pra já sair calibrado para o baile.

E a escolha do porão é que era bem próximo do clube, pra gente conseguir chegar.

Só que alguns não conseguiam.

E daí teve um amigo nosso que ficou pelo caminho, no canteiro, como alcoólico.

E passou um médico, viu?

Ele lá, recolheu, levou pra Santa Casa, chamou a mãe dele.

A mãe foi lá, preocupada.

E aí, depois de algum tempo, ele acordou, olhou pra mãe e falou,

Traz que eu tomo.

Ai, cara.

Do porão da Grande Matão para o mundo.

É, essa daí foi dos porões mesmo.

A gente já recebeu registro de carinho via foro.

E a Roberta Brandão mandou a seguinte.

Essa semana, faz um ano que comecei a escutar o foro sobre recomendação da Marina,

namorada do meu pai, que há muito me contava sobre seu podcast favorito.

Durante este ano, nunca escutamos juntas.

Ela ouve da casa dela e eu do trabalho,

mas sempre comentando os próximos capítulos deste House of Cards versão caquistocrata.

Porque, mesmo separados, todos os ouvintes se encontram conectados pelas aulas da Thaís,

o conhecimento do Fernando e as grandes análises do Toledo,

que muitas vezes nos trazem raiva e tristeza,

mas sempre divertem e nos fazem sentir menos sozinhos e mais centrados

nessa nossa roda de samba circense chamada Brasil.

Dia 1º de julho é aniversário da minha parceira de foro,

que se tornou uma grande amiga e companheira de momentos difíceis.

Pensei que não haveria forma melhor de desejar um feliz aniversário através de vocês.

Um abraço.

É aniversário da Marina. Um beijo, Marina. Um beijo, Roberta.

Que bom que você se juntou a este time.

Beijos, Roberta e Marina.

O Vitor Nejeliski, começo o e-mail dele assim.

Queridos Fefe e Toledo, querida Thaís, explico.

Fefe é como Pamela e eu chamamos o Fernando, nosso crush platônico.

Descobrimos recentemente nosso gosto em comum pelo foro

e já compartilhamos a frustração por não conseguirmos colocar

todas as indicações do momento cabeção em dia,

além de nunca acertarmos o Kinder da semana.

Vim de correio elegante porque a Pamela faz aniversário dia 7 de julho,

logo numa sexta dia de foro, e sei que ela ficaria mais feliz

que java-porco no mato se recebesse os parabéns de você, principalmente do Fefe.

Um Fefeliz aniversário e muitos foros de vida.

Pamela, parabéns Pamela, um beijo pra você, tudo de bom, comemorem, comemorem.

Fefe, conta pra gente, como é seu apelido de infância?

Ninguém me chama de Fefe, primeira vez.

Minha mãe me chama de Nando.

Feliz aniversário.

Minha família me chama de Nando e só a família também.

No resto é Barro Safadão.

Bom, como araraquarense, Fernando, eu queria aqui registrar uma homenagem

ao José Celso Martinez Corrêa, o mais ilustre de todos os araraquarenses

que morreu nesta quinta-feira, quando gravamos o foro,

e foi um dos grandes expoentes do teatro brasileiro,

mas você pode falar melhor sobre ele do que eu.

É, não, acho que a gente foi surpreendido por essa notícia antes de gravar, né?

É um dia triste mesmo.

Enfim, nem tenho o que falar da oficina, o teatro mítico, né?

Que foi sobrevivendo as décadas e se renovando, de certa forma,

mantendo sempre fiel à sua origem.

Foi um teatro, o José Celso e o grupo, o Teatro Oficina,

foram muito importantes nos anos 60, tem montagens históricas,

Galileu, Rei da Vela, Roda Viva, enfim, foi uma das vertentes mais ricas,

importantes e de contestação mesmo, teatro dionisíaco, né?

E soube sobreviver com todas as contradições do José Celso,

que ele as tinha muitas, mas soube sobreviver e resistir ali naquele espacinho,

no bairro, não sei nem se ali é Bixigas, é ali do lado do terreno do Sílvio Santos,

que tem que ter um teatro para fazer um shopping.

Só por isso já mereceria uma salva de palmas,

só por ter resistido ao shopping do Sílvio Santos.

Muito mais do que isso, teatro que é um projeto da Lina Bobardi, né?

É um teatro completamente diferente, não convencional.

Quem já foi, e eu fui algumas vezes, quem não foi, eu acho que deveria conhecer.

Bom, a gente vai encerrando assim o programa de hoje,

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Forja Terezinha é uma produção da Rádio Novelo para a revista Piauí,

com a coordenação geral da Evelyn Argenta.

A direção é da Mari Faria, a produção da Maria Júlia Vieira.

O apoio de produção é da Bárbara Rubira, a edição da Evelyn Argenta e do Thiago Picado.

A finalização e a mixagem são do Luiz Rodrigues e do João Jabás, do Pipoca Sound.

Jabás, que é também o intérprete da nossa melodia tema,

composta por Vânia Salles e Beto Boreno.

A coordenação digital é feita pela Bia Ribeiro.

A checagem é da Marcela Ramos e a ilustração no site do Fernando Carval.

O foro foi gravado nas nossas casas.

Eu me despeço dos meus amigos, José Roberto de Toledo.

Tchau Toledo.

Tchau Fefe.

Tchau.

A Mari faz as cartas, a minha carta elogiando Toledo, a carta do Toledo me elogiando.

É um correio elegante que ela faz.

É um meta correio elegante que ela faz.

Taís, dessa você ficou fora, viu?

Terceiro excluído.

Não faz de mal nenhum.

Tá ótimo.

Não, mas tem uma coisa para incluir.

Me deixa fora.

Me deixa fora.

Mas tem uma coisa para incluir, Taís, aqui, que depois do programa da semana passada,

pipocaram pedidos para a Taís cantar Marshmallow Now,

depois do foro de Terezinha, no dia da semana passada.

A gente vai deixar essa pausa, Taís, tá em trégua, tá rodeada de vírus.

Quando eles forem embora, Taís pensa em cantar, né, Taís?

Tchau, Taís. Melhoras para você.

Tchau. A melhor coisa que a gente pode fazer é um beijão. Obrigada.

Bom, gente, é isso. Boa semana a todos. Até a semana que vem.


#260: No barco com Safadão - Part 2 #Nr. 260: Auf dem Boot mit Safadão - Teil 2 #260: On the boat with Safadão - Part 2 #260: En el barco con Safadão - Parte 2 #260 : Sur le bateau avec Safadão - Partie 2 #260: In barca con Safadão - Parte 2 #260: Na łodzi z Safadão - część 2 #260: Safadão ile teknede - Bölüm 2 #260: На човні з Сафаданом - Частина 2 #260:與 Safadão 一起在船上 - 第 2 部分

O meu Zema, que corre por fora, está na sua mira. My Zema, who runs on the outside, is in his sights. Mi Zema, que corre por fuera, está en su punto de mira.

É, ele corre não, né? Ele faz uma caminhada, assim, bem leve. He doesn't run, does he? He walks, like this, very lightly.

A questão do Zema, uma das questões, vou falar um pouco sobre as movimentações dele The question of Zema, one of the questions, I will talk a little bit about his movements

pra se viabilizar nesse cenário, é que ele não compra essas brigas nacionais,

ele não se posiciona como um líder nacional.

Então, por exemplo, a reforma tributária com o desgaste, ou eventualmente até os louros

que podem render politicamente, como o Toledo falou, ele basicamente lavou as mãos.

O Zema, no começo, eu ouvi essa semana, de um político paulista,

ele é piada no mundo político, como dizem os mineiros,

inclusive o próprio entorno do Zema, ele sofre do preconceito de ser jeca.

Tem esse jeito que passa o café, que pega fruta na árvore,

esse jeitinho que em Minas Gerais funcionou, ele foi eleito duas vezes e reeleito em primeiro turno no ano passado,

mas nacionalmente não é um caminho fácil que ele pode trilhar, mas que ele quer.

Quer também porque, segundo o Estado mais populoso do Brasil, já tá em segundo mandato,

não tem outras pretensões de disputar o cenário, não quer, pelo menos até agora,

não tem dado sinais de que quer seguir uma carreira política tradicional, ele quer ser presidente da república.

Então, ele também precisa se viabilizar pra isso, pode usar esse racha bolsonarista pra se beneficiar.

Ele deu uma escorregada recentemente, logo depois que o Bolsonaro foi condenado pelo TSE,

publicou uma frase atribuída ao Mussolini, alfacista italiano, e depois teve que remendar a nota e tal.

A questão é que o próprio Bolsonaro e o Zema não tem uma relação pessoal muito azeitada,

eles não se dão mal, mas tampouco se dão bem, eles não tem afinidade,

eles não tem assunto, assim, que aflore espontaneamente.

Então, a aliança que eles já afirmaram em alguns momentos, que foram pontuais,

elas são de conveniência pra ambos.

Isso ficou muito claro na eleição passada, porque o Zema no primeiro turno não apoiou o Bolsonaro,

ficou no muro, porque ele sabia que tinha votos do Lula que caíram pra ele em Minas,

e no segundo turno, sim, ele é eleito, aí ele abraçou a campanha do Bolsonaro,

e ele conseguiu trazer muito voto pro Bolsonaro, mas não conseguiu virar o quadro em Minas.

Então, foi 48% a 43% pro Lula no primeiro turno, quando o Zema entrar no jogo, vai a 50.2% pro Lula,

49.8%, quer dizer, o apoio do Zema foi importante, não dá pra desprezar, mas ele não virou o jogo.

O que o Zema tem feito nos bastidores, as movimentações dele, ele é muito próximo do Ratinho,

ele gostaria de compor uma chapa com o Ratinho, o Júnior, governador do Paraná,

eventualmente com o Tarcísio, que ele tem uma boa relação, Eduardo Leite, talvez.

Com os Bolsonaro mesmo, a relação é essa mais distante, então, por exemplo, uma chapa com a Michele,

que o entorno dele, a venta, era uma coisa que ele precisaria ser convencido de que ele seria muito importante,

enfim, teria que ter uma construção política em torno disso.

Quem que apoia de verdade o Zema, né? Quem que pode alçar ele a alguma coisa?

A classe industrial e empresarial de Minas apoia ele desde 2018,

então, o presidente da Federação das Indústrias aqui, o Salim Matar, que era bolsonarista,

foi, inclusive, secretário do Bolsonaro, ex-presidente da Localiza, é um forte aliado do...

Tarado, Bolsonaro é um tarado.

Da desescatização.

É.

Ele é, inclusive, consultor do Zema e tal, e o Rubens Menin, que é dono da MRV Engenharia,

da CNN, da Rádio Tatiaia, do Banco Indn, um mega empresário mineiro, também apoia o Zema.

Mas ele não tem apoio político sólido, então, o Pacheco, presidente do Senado, não tá no grupo dele,

e também Minas Gerais perdeu um pouco da articulação nacional, né?

O Aécio Neves saiu de cena, o Anastasia saiu de cena, ficou um pouco sem esse lugar,

então, o Zema é um pouco solitário no ambiente nacional e não mostra tanto apetite assim, não tem mostrado.

E o Zema tem um problema em casa, que é um governador do novo, que defende um Estado enxuto,

que defende um Estado liberal, mas que não aprovou nenhuma privatização do seu primeiro mandato.

O que ele próprio diz em entrevista é que a grande entrega dele no primeiro mandato foi pagar salário em dia,

porque Minas Gerais estava quebrada pelo PT.

Ele tem um adversário que já virou quase folclórico, que é o Pimentel,

porque o Pimentel já saiu da política, não tá no dia a dia da política,

e ele continua sendo o adversário principal do Zema, e o Zema ainda não tem uma grande entrega,

ele precisa disso pra poder começar a se viabilizar pra 2026,

além de todas essas outras questões que estão em volta dele.

Agora, ele pode ser muito conveniente pro Bolsonaro, como foi em outras ocasiões,

ou ele pode ser que forme-se mais uma vez uma aliança de conveniência?

Eu diria que ele tem mais dois problemas.

Um, que ele não tem partido, né?

O novo é um arremedo de partido que vai acabar, vai ter um fim melancólico, como merece.

E dois, além de não ter uma projeção nacional muito pequena, ele, como você disse, é conhecido pelas GAFs, né?

As Buscas Associadas ao Zema que mais cresceram nos últimos tempos.

A Adélia Prado, porque ele não sabia quem era a Adélia Prado, falou isso publicamente, né, escritora,

ele deu um aumento de quase 300% pro próprio salário e não deu aumento pros servidores públicos em 2023.

Então, as buscas que há ainda são negativas, né?

Enfim, não vejo o Zema como uma real opção de poder, salvo haja uma revolução política no país daqui até a eleição.

É, estamos especulando, eu sinceramente não vejo atributos em nenhuma dessas figuras,

que as considero muito tecnocráticas, muito sem apelo.

Todas as qualidades políticas do Bolsonaro, qualidades no sentido não de coisas virtuosas, mas de atributos,

patriotismo, fervor religioso, armas, bolsalidade, etc.

Todas essas coisas que o Bolsonaro tem, não vejo nesses caras, eles estão muito mais perto nesse sentido da terceira via,

no sentido da falta de interesse político, eles não comovem ninguém.

É claro que pode, pode viabilizar sendo um tecnocrata e tal, mas se eu fosse o Lula, ou mesmo o Haddad,

torceria pra que o adversário fosse um desses dois brasileiros.

A gente encerra o segundo bloco do programa, vamos sem intervalo direto para o número da semana.

Número da semana, é isso, direção?

Que é o número tirado da seção Igualdades, publicada semanalmente no site da Piauí, de Galamari.

Fernando, o número da semana é 203 milhões e 100 mil.

Segundo o censo 2022, o Brasil tem hoje 203 milhões e 100 mil habitantes.

Isso significa que em 12 anos, desde o último censo, o Brasil ganhou 12 milhões e 300 mil novas pessoas,

o equivalente a uma São Paulo.

Mas ainda assim, o censo revela que a taxa de aumento anual da população caiu de 1,2% entre 2000 e 2010,

para 0,5% entre 2010 e 2022.

O Rio de Janeiro, por exemplo, foi uma das nove capitais que viu diminuir o seu número de habitantes.

O Igualdades dessa semana faz um raio-x nos dados do censo.

Além de ter essa queda populacional, que é essa desaceleração, ela já existia, né?

Ela já vinha acontecendo há bastante tempo, só que ela está se acelerando.

A desaceleração é bastante pronunciada e tem uma reorganização da população dentro do território, né?

Além de você ter algumas regiões crescendo e outras perdendo proporcionalmente importância,

o Rio Norte ganhando importância, o Centro-Oeste ganhando importância, o Nordeste diminuindo o seu peso, por exemplo,

você tem uma reespecialização.

Então, grandes cidades, por exemplo, como Salvador e Rio de Janeiro perderam população.

Tem menos habitantes hoje do que tinha 12 anos atrás.

Também as pequenas cidades, a maioria delas perdeu população e as cidades médias é que acabaram ganhando.

Para mim, o maior exemplo é Sorocaba, que ganhou mais de 100 mil habitantes, mais ou menos, tanto quanto o Rio de Janeiro perdeu.

Bom, encerramos assim o número da semana.

Vamos para um rápido intervalo.

No terceiro bloco, vamos falar das encrencas de Arthur Lira, que não param de se acumular.

Já voltamos.

Oi, aqui quem fala é a Natália Silva.

Eu sou produtora do Rádio Novela Apresenta e vim aqui te convidar para ouvir a gente.

Toda quinta-feira tem episódio te esperando com histórias que você nem sabia que precisava ouvir.

No episódio dessa semana, a gente fala sobre Jornadas do Herói.

Uma das histórias sou eu quem conto, sobre um dia em que um amigo meu tomou uma decisão impulsiva

e acabou ilhado no meio de uma das vias mais movimentadas de São Paulo.

Essa história não sai da minha cabeça desde que eu a ouvi pela primeira vez.

Ela mostra como o Brasil cria heróis involuntários,

gente que só estava tentando viver a própria vida em paz com dignidade,

e de repente, com a negligência do Estado, se vê obrigado a arriscar a própria vida para ajudar os outros.

São histórias que lembram como a gente nunca sabe o que tem pelo caminho.

Quando acabar o foro, vem ouvir a gente.

Rádio Novela Apresenta.

Um novo episódio.

Muito bem, Thais. A gente vem falando do Arthur Lira como personagem,

além de personagem da política, personagem das páginas policiais,

além do caso da investigação dos kits de robótica,

do desfalque no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, no Ministério da Educação.

Surgiu essa semana, a partir da reportagem do Breno, que eu mencionei na abertura do programa,

o comportamento dessa dinheirama que foi destinada a esse hospital em Alagoas,

cuja direção tem ligação com o Arthur Lira.

É um dinheiro, ao que tudo indica, completamente desproporcional à atividade do hospital.

É mais uma encrenca. Não sei se vai acontecer alguma coisa.

Mas já tem um efeito, que é o enfraquecimento político dele, que vai se somando.

Quer dizer, não é um bom momento e quanto mais denúncias saem, mais ele se fragiliza.

E o Lula deu uma demonstração muito clara desse enfraquecimento essa semana.

Os dois, Lira e Lula, têm esse baile pra ver quem indita o ritmo, quem tá por cima.

E esse último lance dessa semana foi mais uma demonstração,

e o Lula tem conseguido fazer isso seguidamente, de força, em relação ao Arthur Lira.

O que aconteceu? O Ministério da Saúde é o maior orçamento da esplanada,

junto com a educação, quase 200 bilhões de reais de orçamento.

Foi um feudo do PP, partido do Lira, durante o governo Temer.

Durante o governo Bolsonaro, deixou de ser o ministro do PP, né?

Depois daqueles outros generais e militares ali.

Mas ele manteve, né? O Bolsonaro manteve indicados do PP em secretarias vitais.

Então, é uma pasta da cobiça do Centrão, de modo geral.

E que voltou a ser alvo de ataque especulativo, recentemente, né?

Desde a tramitação da medida provisória da esplanada,

que o Centrão dá o recado pro Lula, pro governo, de que quer de volta o Ministério da Saúde.

E aí, então, a Ministra da Saúde, Inícia Trindade, que foi presidente da Fiocruz,

é um nome técnico, não é da política, tava sendo muito pressionada a fazer política,

receber deputado, liberar emenda, ela tava tentando fazer essa movimentação.

E essa semana, na quarta-feira agora, o Lula participou de uma cerimônia ao lado dela

e deu um apoio formal e contundente, elogiando ela, inclusive,

dizendo que ela é a melhor das ministras da saúde que ele já teve em todos os seus governos.

E aí, falou que ele queria mesmo falar, toda a cerimônia era só pra falar essa frase,

que foi o Ministério da Saúde é do Lula e fica o ministro até quando eu quiser.

Ele tá dizendo, eu não vou entregar o Ministério da Saúde pro Centrão.

Esse mau momento do Lira repercute, inclusive, na base de deputados dele,

que começam a plantar nota, dizendo que ele só privilegia a si mesmo

e ao seu reduto eleitoral na distribuição de emendas.

Então, saiu uma nota na Veja falando que o próprio Ministério da Saúde

teve um recente aporte de emenda e foi totalmente desproporcional

na distribuição do que foi pra Lagoas.

E o governo, como a gente falou no programa passado,

trabalha silenciosamente em cima desse enfraquecimento do Lira,

favorecendo o canal direto com deputados da base dele.

Então, por isso também que a reforma tributária é importante pro Lira,

porque seria uma vitória pra ele, já que o Haddad recuou estrategicamente

pra não aparecer na linha de frente dessa medida.

Pro Lira era importante pra poder reafirmar algum poder no momento de fragilidade.

Essa história do Arthur Lira, que o Breno Pires revelou na Piauí,

aliás, não foi só ele, né?

Ele assina matéria junto com a Alice Maciel.

É muito emblemática por vários motivos, inclusive de ordem irônica.

Primeiro que, apesar do nome oficial ser Hospital Veredas,

ele é conhecido como Hospital do Açúcar, né?

Oficialmente porque foi criado pelos usineiros,

mas na prática, hoje em dia, porque ele é doce para os políticos que o subsidiam.

Ele recebeu quase um bilhão de reais desde 2016 das três instâncias de governo,

tanto a maior parte do município de Maceió,

mas também do governo estadual e do governo federal.

O detalhe é que ele atendeu, nos últimos anos,

uma fração do número de pacientes que foram atendidos,

por exemplo, na Santa Casa de Alagoas,

que recebeu muito menos verba do que ele.

Então, é no mínimo estranho um hospital receber quase um bilhão de reais,

atender proporcionalmente muito menos gente e não pagar salário.

Está atolado em dívidas do mesmo jeito.

Quer dizer, é um sumidouro de dinheiro público.

Por isso que eu digo que ele é doce. Doce para quem o patrocina, né?

E amargo para o resto da população alagoana.

Agora, tirando esse fato em si, me chamou atenção, nos últimos tempos,

a estratégia do Lira de tentar sair do noticiário negativo

que se abateu sobre ele, com as investigações da Polícia Federal,

a história do kit de robótica e agora essa história do hospital,

tentando tomar protagonismo na votação do pacote econômico.

Primeiro da Orca Bolsa Fiscal e agora da Reforma Tributária.

E nos bastidores, operando, segundo a reportagem que saiu hoje na Folha de São Paulo,

para criar férias estendidas para os parlamentares.

Em tese, a Câmara e o Senado só podem sair de férias, ou entrar em recesso, como eles dizem,

depois de aprovar a lei de diretrizes orçamentárias.

Coisa que não vai acontecer, né?

Já não aconteceu antes do fim do primeiro trimestre e não vai acontecer antes deles saírem em férias.

Então eles vão fazer um recesso branco, ou seja, oficialmente eles estão trabalhando,

mas ninguém vai aparecer lá em Brasília.

E tem uma matéria hoje na Folha, dizendo que o Lira está com pressa de antecipar esse feriado branco,

porque ele quer participar do Cruzeiro do Safadão.

O Wesley Safadão fretou lá um transatlântico que sai de Miami e vai até as Bahamas, para a ilha do Safadão.

Ele vai fazer shows junto com um monte de outros artistas brasileiros

e que supostamente o Arthur Lira faria parte da comitiva que vai lá...

Como é que chama os adeptos do Safadão?

São Safadinhos, Safados, Safadetes?

Safadetes, talvez, né?

Safado pode dar uma outra conotação.

Então não se sabe, a assessoria do Lira não confirmou para a reportagem que ele vai ser um dos Safadetes lá.

Mas, enfim, seria apropriado até, né?

Você deixar de trabalhar em Brasília, deixar de aprovar as coisas que precisam ser aprovadas

para ir ouvir o Wesley Safadão nas Bahamas.

É muito Brasil isso daí, né?

Não tenho adjetivos para qualificar.

O problema dessa gente é que é tão didático que não dá nem graça,

não dá nem para fazer piada com esse nome, Wesley Safadão.

Que piada você vai fazer?

Vai para as Ilhas Virgens com Wesley Safadão.

Safadão, Safadão.

Seria melhor, Fernando. Você tem toda a razão.

Devia ser nas Ilhas Virgens e não nas Bahamas esse Cruzeiro do Safadão, né?

Mas quem gosta das Ilhas Virgens é o Paulo Guedes.

Que, aliás, voltou ao noticiário depois de ficar seis meses aí de resguardo pela legislação.

Vai criar um curso, um MBA. O que será esse MBA dele?

Estou pensando seriamente em fazer.

Eu queria era estar nesse Cruzeiro do Safadão, né?

Porque vai ser uma coisa assim...

Podia mandar a Thaís Bilenck como enviado especial ao Cruzeiro do Safadão.

Eu aceito a missão com gosto.

Vai lá, Thaís.

Adoraria.

Ele vai voltar, obviamente, energizado por tanta safadeza, né?

Mas eu acho que ele está num momento ruim, que tende a piorar.

Porque depois que aprovar essa pauta econômica mais emergencial,

ele perde capital político para chantagear o governo.

Está em baixa, as investigações continuam.

Cada semana aparece uma nova.

Não vejo... Posso estar muito enganado e sendo otimista.

Aliás, tenho sido acusado de otimismo repetidas vezes nesse programa.

Mas não sei. Acho que já esteve melhor o Arthur Lira e tende a piorar.

É isso. A gente encerra o terceiro bloco do programa por aqui.

Vamos direto para o momento Kinder Ovo.

Que a Thaís mesmo gripada, trabalhando no sacrifício, é a favorita.

Minha única chance para ganhar.

Progrife da Thaís.

Talvez ela fale a palavra e a gente não compreenda a resposta, porque ela, né?

Pode soltar aí, Mari, por favor.

Peraí, deixa eu fazer um seguro pra mim.

É o seguinte, tem uma camada em volta da minha cabeça

que eu tô dentro de uma caixa de ressonância de vírus.

Então, assim, demora pro som chegar e pro som sair.

Tá certo.

Isso tá acontecendo essa semana.

Se ela ganhar, vai ser uma humilhação tripla.

Se eu ganhar, vou merecer, sei lá.

Vai lá, Mari.

Caixa de chocolate.

Ó, gente, eu já fiz quase graduação em inglês anatômico, ó.

Hoje, ó. Hoje eu fui, ó, descolada.

É a Janja.

Doutora Gray.

Eu não consegui nem ouvir o que ela falou, quanto menos quem falou.

É a Janja e mais um de seus exercícios de simpatia.

Ela sempre tá...

Faz malhação de simpatia todo dia.

O que ela falou? Eu não entendi o que ela...

Não é sacanagem, não.

Ó, gente, eu já fiz quase graduação em inglês anatômico, ó.

Hoje, ó. Hoje eu fui, ó, descolada.

Doutora Gray.

É isso. Janja, que eu acho, tenho a impressão, não sei se vocês me acompanham,

ela tá mais contida de uns tempos pra cá.

Não sei se isso foi uma recomendação ou uma coisa...

Ela tá aparecendo menos.

Não? Tô certo, Thaís?

É mais que recomendação, né?

Ela tá sob bastante pressão, muita reclamação e se recolheu.

Inclusive, tem gente que sai em defesa dela meio extemporaneamente, assim,

sem contexto, por causa de toda uma operação pra conter Janja.

É, de qualquer forma, ela tem essa personalidade bastante expansiva

e é genuína, dá pra ver que ela é assim.

Muito bem.

Queria que a Thaís tivesse ganhado esse, mas...

Também queria.

Então, para registro, para os anais do foro,

primeira dama Janja, cumprimentando pessoas durante a visita,

as novas instalações do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Bom, vamos agora para o Correio Elegante, certo, direção?

Eu vou começar lendo um e-mail da Ieda Magalhães.

Moro em Matão, bem próximo de um retalho de Mata Atlântica, a Mata da Virgínia.

Vivo próximo da Chácara Primavera e curiosa por saber se o Toledo era mesmo daqui.

Soube que ali o conterrâneo e amigos faziam esquenta antes de irem para os bailes do Clube Sorema.

Isso nem eu sei, viu, Ieda? Ele vai ter que contar.

Considero o foro uma dialética na praxis.

Thaís tem as teses, bem investigadas, avaliadas e argumentadas em voz tão bonita.

Toledo tem os paralelos e Fernando, com suas sínteses, arremata e coroa as inteligências.

Eu não sintetizo nada, Ieda, eu só...

Eu não tenho tese nenhuma.

Tem tese.

Continuo.

Ouvindo nossos descalabros na política, vão germinando em mim tristeza e inconformismo.

Mas quando chega o Correio Elegante, dou vazão ao represado, eu desago em lágrimas.

Me sinto redimida, o amor vence, vejo que somos muitos tereziners pelo mundo e volto a acreditar em dias melhores.

Estive em Jericoacoara e uma carioca perguntou de onde eu era.

Arrisquei, sou de Matão e ela de Pronto.

Claro que conheço a grande Matão, terra do Toledo.

Ficamos amigas, obrigado Toledo por colocar Matão no mapa e ao foro, que cada vez mais junta casais e variadas formas de carinho.

É isso.

Sensacional, Ieda. Você fez uma boa investigação aí, Matão.

De fato, eu passei minha infância na Chácara Primavera, que não existe mais.

Virou cidade.

Só que os esquentas não eram aí.

O baile era na Sorema, mas os esquentas eram no porão do Caliguer.

Vai descobrir onde é que ficava, Zé.

Isso que a gente quer saber, o que acontecia nesse porão, hein, Thaís Guilherme?

Só vou contar uma história.

Porque assim, no baile a bebida era mais cara.

Então, a gente se reunia no porão do Caliguer pra já sair calibrado para o baile.

E a escolha do porão é que era bem próximo do clube, pra gente conseguir chegar.

Só que alguns não conseguiam.

E daí teve um amigo nosso que ficou pelo caminho, no canteiro, como alcoólico.

E passou um médico, viu?

Ele lá, recolheu, levou pra Santa Casa, chamou a mãe dele.

A mãe foi lá, preocupada.

E aí, depois de algum tempo, ele acordou, olhou pra mãe e falou,

Traz que eu tomo.

Ai, cara.

Do porão da Grande Matão para o mundo.

É, essa daí foi dos porões mesmo.

A gente já recebeu registro de carinho via foro.

E a Roberta Brandão mandou a seguinte.

Essa semana, faz um ano que comecei a escutar o foro sobre recomendação da Marina,

namorada do meu pai, que há muito me contava sobre seu podcast favorito.

Durante este ano, nunca escutamos juntas.

Ela ouve da casa dela e eu do trabalho,

mas sempre comentando os próximos capítulos deste House of Cards versão caquistocrata.

Porque, mesmo separados, todos os ouvintes se encontram conectados pelas aulas da Thaís,

o conhecimento do Fernando e as grandes análises do Toledo,

que muitas vezes nos trazem raiva e tristeza,

mas sempre divertem e nos fazem sentir menos sozinhos e mais centrados

nessa nossa roda de samba circense chamada Brasil.

Dia 1º de julho é aniversário da minha parceira de foro,

que se tornou uma grande amiga e companheira de momentos difíceis.

Pensei que não haveria forma melhor de desejar um feliz aniversário através de vocês.

Um abraço.

É aniversário da Marina. Um beijo, Marina. Um beijo, Roberta.

Que bom que você se juntou a este time.

Beijos, Roberta e Marina.

O Vitor Nejeliski, começo o e-mail dele assim.

Queridos Fefe e Toledo, querida Thaís, explico.

Fefe é como Pamela e eu chamamos o Fernando, nosso crush platônico.

Descobrimos recentemente nosso gosto em comum pelo foro

e já compartilhamos a frustração por não conseguirmos colocar

todas as indicações do momento cabeção em dia,

além de nunca acertarmos o Kinder da semana.

Vim de correio elegante porque a Pamela faz aniversário dia 7 de julho,

logo numa sexta dia de foro, e sei que ela ficaria mais feliz

que java-porco no mato se recebesse os parabéns de você, principalmente do Fefe.

Um Fefeliz aniversário e muitos foros de vida.

Pamela, parabéns Pamela, um beijo pra você, tudo de bom, comemorem, comemorem.

Fefe, conta pra gente, como é seu apelido de infância?

Ninguém me chama de Fefe, primeira vez.

Minha mãe me chama de Nando.

Feliz aniversário.

Minha família me chama de Nando e só a família também.

No resto é Barro Safadão.

Bom, como araraquarense, Fernando, eu queria aqui registrar uma homenagem

ao José Celso Martinez Corrêa, o mais ilustre de todos os araraquarenses

que morreu nesta quinta-feira, quando gravamos o foro,

e foi um dos grandes expoentes do teatro brasileiro,

mas você pode falar melhor sobre ele do que eu.

É, não, acho que a gente foi surpreendido por essa notícia antes de gravar, né?

É um dia triste mesmo.

Enfim, nem tenho o que falar da oficina, o teatro mítico, né?

Que foi sobrevivendo as décadas e se renovando, de certa forma,

mantendo sempre fiel à sua origem.

Foi um teatro, o José Celso e o grupo, o Teatro Oficina,

foram muito importantes nos anos 60, tem montagens históricas,

Galileu, Rei da Vela, Roda Viva, enfim, foi uma das vertentes mais ricas,

importantes e de contestação mesmo, teatro dionisíaco, né?

E soube sobreviver com todas as contradições do José Celso,

que ele as tinha muitas, mas soube sobreviver e resistir ali naquele espacinho,

no bairro, não sei nem se ali é Bixigas, é ali do lado do terreno do Sílvio Santos,

que tem que ter um teatro para fazer um shopping.

Só por isso já mereceria uma salva de palmas,

só por ter resistido ao shopping do Sílvio Santos.

Muito mais do que isso, teatro que é um projeto da Lina Bobardi, né?

É um teatro completamente diferente, não convencional.

Quem já foi, e eu fui algumas vezes, quem não foi, eu acho que deveria conhecer.

Bom, a gente vai encerrando assim o programa de hoje,

se você gostou, não deixa de seguir da 5 Stars,

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Forja Terezinha é uma produção da Rádio Novelo para a revista Piauí,

com a coordenação geral da Evelyn Argenta.

A direção é da Mari Faria, a produção da Maria Júlia Vieira.

O apoio de produção é da Bárbara Rubira, a edição da Evelyn Argenta e do Thiago Picado.

A finalização e a mixagem são do Luiz Rodrigues e do João Jabás, do Pipoca Sound.

Jabás, que é também o intérprete da nossa melodia tema,

composta por Vânia Salles e Beto Boreno.

A coordenação digital é feita pela Bia Ribeiro.

A checagem é da Marcela Ramos e a ilustração no site do Fernando Carval.

O foro foi gravado nas nossas casas.

Eu me despeço dos meus amigos, José Roberto de Toledo.

Tchau Toledo.

Tchau Fefe.

Tchau.

A Mari faz as cartas, a minha carta elogiando Toledo, a carta do Toledo me elogiando.

É um correio elegante que ela faz.

É um meta correio elegante que ela faz.

Taís, dessa você ficou fora, viu?

Terceiro excluído.

Não faz de mal nenhum.

Tá ótimo.

Não, mas tem uma coisa para incluir.

Me deixa fora.

Me deixa fora.

Mas tem uma coisa para incluir, Taís, aqui, que depois do programa da semana passada,

pipocaram pedidos para a Taís cantar Marshmallow Now,

depois do foro de Terezinha, no dia da semana passada.

A gente vai deixar essa pausa, Taís, tá em trégua, tá rodeada de vírus.

Quando eles forem embora, Taís pensa em cantar, né, Taís?

Tchau, Taís. Melhoras para você.

Tchau. A melhor coisa que a gente pode fazer é um beijão. Obrigada.

Bom, gente, é isso. Boa semana a todos. Até a semana que vem.