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Porta Dos Fundos 2020, RETROSPECTIVA PLANTANANÃ

RETROSPECTIVA PLANTANANÃ

PLANTANANÃ

Bom dia, boa tarde, boa noite, telespex.

Antes de mais tudo, parou o Brasil. Parou o quê?

Parou a Uruguaiana, Connecticut, redondezas,

adjacências inteiras, porque eu sou Carlinhos Avelar

e essa é a Retrospex 2020. O ano que parou absolutely,

completely tudo.

Gente, todo mundo lá no Réveillon, pulando onda.

Aí um fala pro outro: "Não sei o que,

2020 vai ser meu ano." Aí tem que usar amarelo-ouro.

Aí todo mundo botando barquinho nos mares.

Aí, de repente...

janeiro. Janeiro, o ano mais quente do ano.

Do nada, começou um incêndio na Austrália.

Aí, do nada, Trump começou a jogar um monte de bomba.

"Taca bomba no Irã porque eu estou jogando

tipo um jogo. Eu sou uma criança jogando um jogo."

Aí, eis que de repente, teve ministro

fazendo discurso nazista.

Aí Manoel Carlos atocha Regina Duarte no meio do governo.

E saindo cocô, gente.

Cocô na torneira do Rio de Janeiro.

E todo mundo curtindo o carnaval em fevereiro.

Gente, toma um MDzinho no carnaval.

E o viruzinho lá fazendo carnaval na China.

"Não sei o que lá, acho que vírus não pega avião."

E Paulo Guedes não ia deixar nunca ele pegar e ir pra Disney.

Aí em março, panicou geral. Lavou as mãos, bota a máscara.

Lava a mão pra botar a máscara, mas aí

sujou a mão na torneira quando fechou.

Aí lava a mão de novo, aí cancelaram as Olimpíadas.

Um fuzuê. Os atletas, todo mundo enlouquecido.

Não sabem se voltam, se vai jogar futebol, se não vai.

Aí todo mundo merdado na Itália, todo mundo covidado.

Aí o outro começa a fazer flexão, dizendo que tem um corpo de atleta.

Ninguém sabe se é verdade, se é uma flexão aquilo.

E Pugliesi volta do casamento tossindo.

Aí começa a tossir, ninguém sabe se é muito Whey Protein

ou se foi o pum do palhaço.

Aí todo mundo saiu pra comprar papel higiênico.

Pega os papéis, senão, vai acabar.

Aí falaram: "Não sei o que, tananã, ninguém sabe se é líquido."

Aí todo mundo começa a brigar, as famílias começam a brigar.

Só o Átila sabe falar "álcool em gel",

mas todo mundo fala "álcool gel".

Aí em abril, começa a live. Um monte de live,

todo mundo quer live. Fecha escola, abre Zoom.

Os pais e as mães estudando tudo de novo

e se arrependendo de ter tido filho.

Aí quando foi ver, a outra do "meu casal" se enrolou.

Aí Moro terminou com Bolsonaro.

Aí Thelminha ganhou. Aí fecha banco, padaria,

tranca as portas. Tranca até Ronaldinho Gaúcho,

no Paraguai. Aí, em maio, todo mundo quer saber:

"Arthur Aguiar pegou quem?" Não sabe. Pegou até o presidente.

Não sabe se é verdade ou não, aí manda Mandetta vazar.

Vaza até áudio de Anitta. "Respeita a patroa."

Aí junho é o quê? É o mês da laranja.

E chupa a laranja. Acharam o Queiroz.

Aí corre todo mundo pra Atibaia. Atibaia ficou in.

Ficou all inclusive pra todo mundo.

Aí corre da nuvem de gafanhotos. Aí Regina perdeu

o papel pro Mário Frias. Não sabe se aquilo é uma novela,

se é "Malhação", se é coisa de época.

Se ela sabe decorar texto, se não sabe.

Ela não quer falar de morte.

Gripezinha em julho. Pegou quem? Presidente.

Presidente está covidado. Aí open bar de cloroquina.

A ema gemeu no canto do Juremá

Aí só foi soltar em agosto, na conta da primeira-dama.

Tudo isso ao flow de quem? Flordelis,

que adotou, matou o marido, soltou. Não sabe se está presa ou não.

Aí começaram a soltar governadores que o próprio presidente tinha

botado e não sei o que, tananina, não sabe

se é isso que se faz.

Quando viu, era setembro. Cloroquina pra todo mundo.

Dispara cloroquina pra todo mundo.

Pantanal pegando fogo, aí passa boi, passa boiada.

Passa boi, passa boiada, passa mulher

no conversível no Leblon.

Luan separa, Gusttavo Lima separa.

Ninguém sabe se eles estão juntos entre si.

Aí, enlouquecidamente, entra novembro.

Novembro com eleições enlouquecidas.

São Paulo em chamas. Aí, lá fora, Trump:

"Não quero perder. Não vou sair. Não acreditei."

Aí Bolsonaro e Dória começam a brigar pela vacina:

"É minha. A vacina é minha." "Não." Diz que é sua.

Diz que não é. "Passa pra cá".

Cadê o racismo no Brasil que estava aqui?

Sumiu, é mentira. E, como quem não quer nada,

dezembro, as pessoas nas ruas, nas praias.

Sem máscara, a máscara no queixo, hospitais lotados.

Carolina do Sul, do Norte, um monte de Carolina

espalhada por aí. Aí o rapaz da comédia começou a gritar:

"Gostosa." Aí todo mundo fala: "Cadê a minha vacina,

por favor?". Ninguém sabe se foi preso ou se não foi,

se a vacina chegou ou não. Aí o outro fala:

"Vacina é coisa de comunista. Tem chip no vírus."

"Pode ser no meu cu ou no meu braço? Cadê a vacina?"

Aí bota no bumbum tantan. Bota no tumtum.

Saiu vacina.

O mundo inteiro atrás da vacina, não se sabe quem ganhou a corrida.

Se foi Jojo Toddynho, ou se foi Rubinho Barrichello.

Bolsonaro falou: "Não vou tomar e pronto."

Darwin, corre aqui. Está todo mundo enlouquecido.

Fiquem ligados. Vamos ser mais perspicazes.

Vamos ser pessoas mascaradas, hidratadas,

que em 2021, a gente volta parando todas as Américas Latinas.

Fica com a gente.

Vinheta.

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