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Flavio Mendes (Bossa Nova), Sinal Fechado, Paulinho da Viola - O ARRANJO #41 (English subtitles)

Sinal Fechado, Paulinho da Viola - O ARRANJO #41 (English subtitles)

Rio de Janeiro, fim de 1964

O compositor Zé Kéti estava em cartaz com muito sucesso no espetáculo Opinião e recebeu um convite da gravadora Musidisc pra gravar algumas músicas suas

A ideia era que artistas e produtores da gravadora ouvissem e eventualmente selecionassem aquele repertório para discos

O violonista que o acompanhava, o jovem Paulo César de Faria, estava começando a compor os seus primeiros sambas e foi junto

Zé Kéti pediu que o violinsta gravasse também as suas músicas e o técnico de gravação perguntou o nome do jovem, que respondeu Paulo César

O técnico riu, e brincou que esse não era um nome de sambista, que ele arranjasse outro, tudo na brincadeira

Zé Kéti ficou com isso na cabeça e comentou com o jornalista Sergio Cabral, e eles resolveram criar um apelido pra ele, talvez algo que ligasse ao violão

Sergio pensou no compositor Mano Décio da Viola, do Império Serrano, porque ele adorava esse nome e sugeriu Paulo da Viola

Mas não ficou muito sonoro, e já que estavam inventando mesmo o nome colocaram no diminutivo: nasceu assim Paulinho da Viola

Eu sou Flávio Mendes, músico e arranjador, esse é O ARRANJO, seja bem vindo

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Sinal Fechado, composição de Paulinho da Viola, foi a grande vencedora do Quinto Festival da TV Record, realizado em dezembro de 1969

Ele já estava concorrendo em festivais desde 1966 mas ainda não tinha se tornado um grande astro da música brasileira, como os seus colegas de geração

Apesar de já ter um LP gravado, no ano anterior, a sua carreira não se consolidava, ele não tinha nem mesmo um grupo formado que o acompanhasse em shows

Ele pensava até que talvez não virasse músico profissional, ele poderia seguir tocando, mas tendo um outro emprego

De uma certa forma isso estava em jogo naquele momento do festival de 1969, era um momento decisivo pra ele

Pra nossa sorte, pra sorte do resto do mundo, ele venceu o festival, saiu consagrado de lá, e lançou ainda no mesmo mês um compacto com a música vencedora

Foi tudo tão às pressas que a gravadora Odeon usou a mesma capa do LP lançado em 68, só mudaram o texto

Paulinho escreveu na partitura o dedilhado, os arpejos do vioão para que o maestro Lindolfo Gaya escrevesse o arranjo para o festival

Gaya escreveu o arranjo de cordas baseado nas notas dos arpejos do violão, e é esse arranjo,

o arranjo original de Sinal Fechado, que eu vou analisar nesse vídeo

UM POUCO DE HISTÓRIA

Paulinho da Viola nasceu e cresceu em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, em uma casa muito musical

Seu pai, César Faria, era um exímio chorão, e acompanhava ao violão grandes nomes da música como Jacob do Bandolim e sempre tinha música na sua casa

"Fui criado aqui, nessa casa, foi aqui que eu vi, Pixinguinha veio aqui, Jacob vinha muito ensaiar com papai,

os amigos do papai tavam sempre aqui cantando. E sempre reuniões, qualquer coisa era motivo pra ter uma reunião de música"

Paulinho e o irmão Chiquinho seguiam o pai em gravações e saraus, ficavam em casa até tarde participando dos encontros musicais,

e o pai notou qua música estava se tornando importante pro seus filhos

"Ele quando percebeu que eu tinha um interesse, o meu irmão também,

ele tinha um amigo que morava lá na rua onde nós morávamos, em Botafogo, que sabia música

Era zelador de um prédio, e tocava violão, fazia transcrições pra violão, e sabia música, solfejo, divisão e tudo

Papai falou, eles estão interessados nisso, foi o meu primeiro professor, seu Zé Maria"

Apesar de atuante na cena do samba e choro, seu Cesar Faria não vivia da música, era funcionário público,

concursado da justiça, assim como o próprio Jacob do Bandolim, escrevente juramentado da justiça

O pai queria dar educação musical para os filhos, mas preferia que eles estudassem e tivessem um emprego dito normal

Muitos anos mais tarde, Paulinho escreveu um samba chamado 14 Anos, que conta um pouco dessa história

"Tinha eu catorze anos de idade quando meu pai me chamou

Perguntou-me se eu queria estudar filosofia, medicina ou engenharia

Tinha eu que ser doutor

Mas a minha aspiração era ter um violão para me tornar sambista

Ele então me aconselhou: 'sambista não tem valor nessa terra de doutor'

E, seu doutor, o meu pai tinha razão"

Paulinho fez o curso técnico de contabilidade e arrumou um emprego em um banco, mas nunca deixou de estar envolvido com a música

Se enturmou com o pessoal de samba que morava no subúrbio perto da sua tia Trindade, irmã da dona Paulina, sua mãe

"Daqui a pouco ele se meteu lá pros lados da minha cunhada, que era acima de Cascadura

Sexta-feira ele sumia de casa e só aparecia na segunda. Poxa, o negócio tá bom! É, tá legal e tal"

Paulinho virou compositor da Escola de Samba União de Jacarepaguá, mas em 1964 foi levado por um amigo, Oscar Bigode, para a Portela, que virou a sua escola

E foi nesse mesmo ano, 64, durante o expediente no banco, que Paulinho teve um encontro que mudou a sua vida

"Eu olhei pra ele e pensei: eu conheço essa pessoa de algum lugar

E fiz uma coisa que eu não costumava fazer com ninguém, que era abordar uma pessoa pra perguntar: acho que eu te conheço"

O rapaz era Hermínio Bello de Carvalho, já então um conhecido poeta, compositor e produtor,

que disse que não se lembrava dele, até que Paulinho foi na mosca: acho que eu te vi num sarau na casa do Seu Jacob do Bandolim

Hermínio virou parceiro do Paulinho e lhe apresentou todo um mundo: Elton Medeiros, Cartola, Zé Kéti, Nelson Cavaquinho, e o levou a tocar no bar Zicartola

Como indica o nome, o bar era de propriedade do casal Cartola, grande compositor da Mangueira, e Dona Zica, e tinha sido inaugurado em setembro de 1963

No Zicartola Paulinho entrou de vez na música, era o violinsta da casa, que acompanhava todos os grandes nomes do samba que iam cantar por lá

Das conversas e cantorias nas mesas do Zicartola saíram dois espetáculos musicais fundamentais para a música brasileira naquele período

Um foi o Opinião, estrelado por Zé Kéti, João do Vale e Nara Leão, que eu comentei nos programas que eu fiz sobre "Diz que fui por aí" e "Carcará"

Foi o espetáculo que lançou as canções de protesto, tão importantes naquele período de repressão política

E o outro espetáculo foi Rosa de Ouro, dirigido por Hermínio, que lançou Clementina de Jesus e deu nova vida à carreira da cantora Aracy Cortes

O grupo musical que acompanhava o Rosa de Ouro era chamado de Os Cinco Crioulos:

Paulinho da Viola, Nelson Sargento, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho e Anescarzinho do Salgueiro

Quando Elizete Cardoso, a Divina, assitiu Rosa de Ouro, falou pro Hermínio: eu quero gravar todas essas músicas do show

Nesse disco, Elizete Sobe o Morro, Paulinho tocou violão em todas as faixas e teve uma das suas primeiras músicas gravada,

"Minhas Madrugadas", uma parceria dele com Candeia

Na mesma época Paulinho integrou uma das fomações do grupo A Voz do Morro,

cujos integrantes eram basicamente Os Cinco Crioulos, do show Rosa de Ouro, e mais Oscar Bigode e Zé da Cruz

Por incrível que pareça, os dois discos do grupo usam a mesma foto na capa, pra mim no mínimo um desleixo da gravadora Musidisc

Paulinho teve uma ascensão muito rápida na Portela e dois anos depois de entrar lá pela primeira vez

já emplacou um samba enredo pro desfile, que foi interpretado pela grande Dona Surica, e a Portela foi a campeã

"Uma coisa que eu me sinto muito honrada é que o primeiro samba enredo que o Paulinho da Viola fez na Portela,

eu é que fui a intérprete. "Memórias de um Sargento de Milícias", em 66"

Nesse mesmo ano, Paulinho da Viola conquistou o terceiro lugar no Festival da TV Record,

com a música "Canção para Maria", em parceria com Capinam e defendida, como se dizia, por Jair Rodrigues

Essa época dos festivais da televisão brasileira do final dos anos 60, virada pros 70, ficou conhecido como a Era dos Festivais

Eles marcaram o surgimento de uma geração, nascida no começo dos anos 1940, que até hoje é a geração mais importante da MPB

Os festivais dessa época nasceram para mostrar, pra divulgar a nova música brasileira surgida depois da Bossa Nova

Os grupos que selecionavam as músicas que participariam dos festivais eram, em geral, formados por artistas ligados às vanguardas da cultura brasileira

Esse é, possivelmente, um dos motivos que fizeram esses festivais estarem sempre abertos pro novo

que acontecia na música brasileira, e não por acaso surgiu nos festivais o movimento tropicalista

Mas com isso a música mais tradicional ficava de fora e nas palavras certeiras do jornalista Sérgio Cabral,

"a música brasileira do dia a dia não era representada nos festivais"

E especialmente o samba, tirando uma ou outra exceção, o samba, o ritmo brasileiro por excelência, não teve grande repercussão nos festivais

A TV Record, a grande produtora dos festivais da época, criou então um festival exclusivo pro samba, até como forma de abrandar as críticas

Esse festival, apresentado em 1968, foi chamado de A Bienal do Samba, porque deveria acontecer a cada dois anos, mas só a primeira edição aconteceu

Nesse festival não haveria inscrições abertas, os compositores participariam através de convites,

como uma forma de homenagear a velha guarda do samba, com Donga, Ismael Silva e João da Baiana,

todos esses da primeira geração de sambistas, ainda vivos e atuantes, e também novos bambas como Paulinho da Viola

A música que ele inscreveu na Bienal do Samba, "Coisas do Mundo Minha Nega" é, ainda hoje, uma das que Paulinho mais gosta da sua carreira

Quem cantou essa música no festival foi, de novo, Jair Rodrigues, acompanhado do regional do acordeonista Caçulinha

Ainda em 1968, na casa do poeta Hermínio Bello de Carvalho,

Paulinho leu uma letra que o Hermínio tinha escrito pra fazer parte de um musical sobre a Escola de Samba Mangueira

Ali na hora Paulinho compôs uma melodia e registrou a música num gravador, que foi chamada de "Sei Lá, Mangueira"

Pouco tempo depois, Hermínio ligou pro Paulinho empolgadíssimo

porque a música tinha sido selecionada pro festival da TV Record - ele inscreveu a música sem falar com o parceiro

Paulinho na época era o presidente da Ala de Compositores Portela, e ficou desesperado,

ele não poderia aparecer num festival como compositor de uma música homenageando outra escola, a Mangueira

Pra piorar a situação, ele nunca tinha feito uma música homenageando a Portela,

e chegou a ir a São Paulo pra convencer um dos produtores do festival a tirar a sua própria música, algo inédito e impensável

"Ele falou: 'Paulinho, não podemos fazer isso, porque se tirar a sua música, que está selecionada, a gente não tem mais tempo,

a gente vai ter que ouvir todas as fitas que foram mandadas, não há tempo pra isso, pra selecionar uma música

reunir de novo a comissão que fez a seleção. Aí eu falei, não vou nem aparecer lá. E como relamente eu não fui lá"

A música foi defendida pela grande Elza Soares, e pra maior desespero do Paulinho, fez grande sucesso

O Paulinho nunca gravou esse samba, a sua relação com essa música é complexa

A resposta, ou a satisfação que Paulinho devia à sua escola, só poderia vir de um jeito: através de um samba pelo menos tão incrível como o outro

E ele se esmerou: compôs um dos mais lindos sambas de todos os tempos, chamado "Foi um Rio Que Passou em Minha Vida",

e já nos primeiros versos fazia um mea culpa: "se um dia o meu coração for consultado pra saber se andou errado, será difícil negar"

Não acho que seja um acaso que o Paulinho tenha vencido o festival de 1969 com uma música que não era samba,

e que mais parecia uma canção que poderia ser classificada como vanguardista

Talvez o próprio Paulinho tenha percebido isso e resolvido participar desse festival com uma música fora dos padrões dele

A vitória no festival fez, como eu falei, que se apressasse o lançamento um compacto duplo do artista pra aproveitar o momento, a divulgação

A aposta da gravadora pra puxar as vendas, claro, era em Sinal Fechado, tanto que o nome da música está em destaque, em relação às outras três

Mas estávamos no Brasil do Ai-5, os anos mais duros da ditadura militar que governava o país

E Sinal Fechado era uma canção política, apesar de não ter tido problemas diretos com a Censura

e do Paulinho afirmar que não pensou em política quando fez a música

"Logo depois alguém me disse, 'mas olha, isso aí é uma síntese de algo que a gente tá vivendo'. Eu falei, eu não tinha consciência disso"

E não é uma música fácil, simples, de comunicação imediata com o público, aliás a letra retrata justamente isso: a dificuldade de comunicação

Alguns radialistas, como Adelzon Alves, na Rádio Globo, começaram a tocar outra música do compacto,

"Foi um rio que passou em minha vida", a música que dividia com Sinal Fechado o lado A desse compacto, e a música estourou

O sucesso foi tão avassalador, eclipsou Sinal Fechado de tal forma, que essa nem está no LP seguinte do Paulinho,

que se chamou "Foi um rio que passou em minha vida"

E Paulinho parou de divulgar a música, de uma certa forma abandonou a sua canção

"Acho que SF foi uma música muito importante no momento político que nós estávamos vivendo

Aquele negócio da falta de comunicação, a dificuldade de se fazer arte no Brasil

'Sinal Fechado' é o hino da falta de comunicação, o retrato de uma época"

Essa música é muito forte, e se impôs, voltou

Ainda no período militar a música entrou no repertório de duas das vozes mais importantes

da MPB daquela época e de todos os tempos: Maria Bethania e Elis Regina

E deu nome a um LP do Chico Buarque, de 1975, o disco que ele gravou de repertório de outros compositores,

porque a censura já não deixava passar nenhuma composição do Chico

As duas músicas do próprio Chico que estão nesse disco ele assina com o pseudônimo de Julinho da Adelaide, e assim conseguiu enganar os censores

Quando Paulinho voltou a cantar Sinal Fechado nos shows ele ouvia: que legal, você está cantando a música do Chico Buarque!

1. MELODIA A construção da música me parece ter partido dos arpejos do violão com cordas soltas e intervalos de meio tom, que são bem dissonantes

Aqui está a segunda menor nesse acorde, e aqui nesse outro acorde

A melodia comeca com um salto descendente de quinta, mas os saltos são raros

A melodia caminha quase sempre por notas próximas

é um canto quase que falado

Em alguns momentos os arpejos do violão sugerem uma levada próxima do choro, como em:

Mas o ritmo muda e vai pra um compasso ternário depois, nos intermezzos instrumentais

A inspiração do Paulinho para compor Sinal Fechado veio de duas histórias: a primeira era um amigo que sempre passava por ele e dizia: a gente precisa conversar

"Ele passava por mim e dizia, a gente precisa falar, precisa conversar

Ele me encontrava mas sempre tava andando rapidamente, pra lá e pra cá

'Olha, preciso falar com você, preciso falar com você', e não falava nada!"

A outra parte da inspiração veio de um sonho: ele estava dentro de um ônibus lotado, parado em frente ao Monumento dos Pracinhas,

no Aterro do Flamengo, ele estava na parte de trás desse ônibus quando viu um amigo na parte da frente

"Que ficava fazendo sinais pra mim como se quisesse falar alguma coisa, e eu queria falar, mas não podia, porque o ônibus estava cheio

Eu sei que isso demorou um tempo suficiente para que essa pessoa saltasse e o ônibus saísse, e eu não conseguia falar com ela,

e dava uma espécie de adeus assim, lá de fora, acenava pra mim. Essa imagem, o 'Sinal Fechado' saiu daí"

Paulinho transportou esses sentimentos para um diálogo de dois amigos parados num sinal de trânsito fechado, cada um no seu carro

Apesar de ser um diálogo, a música só começou a ser cantada em duo no show que a Maria Bethânia e o Chico Buarque fizeram juntos, que virou um disco

2. ORQUESTRAÇÃO O grande arranjador Lindolfo Gaya usou toda a sua sensibilidade pra perceber que a música já era muito forte só com a voz e o violão,

e procurou interferir o mínimo possível

Ele escreveu para um naipe de cordas, e praticamente as cordas só tocam quando a voz não está cantando, na introdução e nos dois intermezzos instrumentais

Só no final as cordas aparecem junto com a voz, mas sempre com notas longas, nunca brigando com o canto, com a melodia

3. A FORMA DO ARRANJO Sinal Fechado é uma música em três partes, todas diferentes, sem ter repetição nenhuma, nem de harmonia e nem de melodia

Ela é propositalmente irregular, estranha mesmo, e isso faz todo o sentido nessa música

A forma do arranjo é exatamente a forma da composição, é a música toda cantada de uma vez, inteira

A introdução começa com um arpejo do violão, dissonante

As cordas começam tocando quase as mesmas notas do violão

Depois seguem em duas vozes para o agudo e voltam em intervalos de quartas

O arranjo de cordas foi baseado nos arpejos do violão

Agora o violão sugere a levada do choro, por poucos compassos

Segue o intermezzo em compasso ternário

Uma frase simples nos violinos, mas marcante e melodiosa

A segunda parte começa no mesmo compasso ternário do intermezzo, mas não por muito tempo

De novo a sugestão da levada do choro no violão

O mesmo intermezzo em ternário, e com muitas notas em comum entre o violão e as cordas

A terceira parte começa com o mesmo acorde da primeira parte, mas com outra harmonia na sequência

Agora fica bem claro como o o arranjo de cordas foi baseado nos arpejos do violão, são exatamente as mesmas notas

Duas intervenções bem dramáticas dos violinos em quintas, no agudo

É fundamental a dinâmica dos violinos nessas intervenções:

ataque piano, bem suave, vai pra forte e retorna pra piano, isso reforça o efeito dramático

Na coda reaparece a mesma frase de cordas dos intermezzos, agora oitava acima

Bom, esse foi O ARRANJO, se você gostou dá um like, se inscreve no canal, compartilha o vídeo

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Muito obrigado, até uma próxima

"O Paulinho fez o 'Sei lá, Mangueira' e foi um sucesso, sem dizer que o pessoal da Portela ficou com ciúme"

"Aí eu me senti na obrigação de fazer um samba exaltando a minha escola. E vivia um pouco atormentado com isso"

"Aí ele foi obrigado a fazer uma música, e fez lá o 'Foi um rio que passou em minha vida', senão o pau ia comer!"

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