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Flavio Mendes (Bossa Nova), Madalena, com Elis Regina - O ARRANJO #48 (English subtitles)

Madalena, com Elis Regina - O ARRANJO #48 (English subtitles)

Rio de Janeiro, Avenida Niemeyer, 1970

O jovem compositor Ivan Lins tava eufórico na porta da casa da maior cantora do Brasil, Elis Regina, que queria gravar um samba dele, Madalena

O Ivan iria ensinar a música pro pianista dela, José Roberto Bertrami e apresentar pra cantora o letrista da música, Ronaldo Monteiro de Souza

Nessa época a Elis tava casada com Ronaldo Bôscoli, mas os dois estavam brigados, o Ronaldo tinha saído de casa

Quando a empregada avisou que tinha dois caras na porta, Ivan e Ronaldo, aparentemente a Elis só ouviu o nome do marido, e teve uma reação explosiva

"Ela lá pensou que era o Ronaldo Bôscoli, e já veio lá de baixo soltando os piores impropérios,

dizendo que aquele cara não vai entrar na casa dela, já veio baixando o nível lá de baixo.

E a gente escutando aqui ela dizendo esse cara não sei o quê, esse cara pra cá, e esse cara pra lá...

E eu olhava pra cara do Ronaldo falando 'o que eu fiz?'"

Ivan temeu que a sua grande chance estivesse escapando pelos dedos, indo pro espaço, viu a sua Madalena seguindo para o ralo

Eu sou Flávio Mendes, músico e arranjador, esse é O ARRANJO, seja bem vindo

Se você está gostando de assistir aos episódios, pense na possibilidade de apoiar O ARRANJO

e assim contribuir para que eu continue a produzir os programas, a partir de apenas 10 reais

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Madalena é uma composição de Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza, lançada por Elis Regina em um compacto duplo, em 1970

Ivan Lins fazia parte de um grupo de compositores que se entitulavam o MAU, Movimento Artístico Universitário

O MAU surgiu a partir de reuniões e saraus na casa do psicanalista Aloízio Porto Carreiro na rua Jaceguai, na Tijuca

Faziam parte desse grupo artistas como Luiz Gonzaga Júnior, Aldir Blanc, César Costa Filho e Arthur Verocai,

e eles pegaram emprestado o lema dos Três Mosqueteiros para se definirem como grupo: um por todos, todos por um

E tiveram a ideia de fazer um colete azul que todos do grupo usariam no palco, pra fortalecer a identidade do grupo

Era um grupo com muito talento que já estava se destacando nos festivais da época, especialmente nos festivais universitários,

uma espécie de divisão de acesso para os maiores festivais da época, que eram os da TV Record, em São Paulo,

e os Festivais Internacionais da Canção, produzidos pela TV Globo no Rio de Janeiro

1970 foi o ano da consagração do MAU:

Ivan Lins conquistou o segundo lugar no FIC daquele ano, e todo o grupo subiu no palco para a apresentação final, todos usando o colete azul

Nesse mesmo ano, Ivan cantava a música de abertura de uma novela da TV Globo, A Próxima Atração, e outra música sua fazia parte da trilha

Era a música da personagem Madalena, interpretada pela atriz Renata Sorrah, e o samba do Ivan que tocava já era a gravação de Elis Regina

Com arranjo do maestro Chiquinho de Moraes, é essa a gravação que eu vou analisar nesse vídeo

UM POUCO DE HISTÓRIA

As brigas entre Elis Regina e Ronaldo Bôscoli eram famosas e começaram bem antes do casamento deles

Aliás, começaram antes mesmo dela estourar como grande artista nacional depois do sucesso de Arrastão, no festival da TV Excelsior de 1965

Esse festival é considerado o primeiro festival da famosa Era dos Festivais, que aconteceu entre 65 e 1972 e lançou toda uma geração fantástica

Ainda em 1964, o ano em que a Elis veio de Porto Alegre com 19 anos,

ela se apresentava com sucesso num show dirigido por Ronaldo Bôscoli e Luis Carlos Miéle no famoso Beco das Garrafas

"Eu fazia um programa na TV Rio quando eu fui convidada pra fazer um show no Beco das Garrafas,

que era a sede da melhor música do Brasil na época, isso foi em 64"

Se apresentar no Beco era sinal de prestígio, mas o dinheiro não era tão bom,

e Elis começou a dar furos, a não aparecer nos shows porque estava se apresentando fora do Rio, por um cachê melhor

"A Elis começou a receber convites do Brasil inteiro, todo mundo queria ver aquela menina, e ela começou a faltar"

Miéle e Bôscoli começaram a desconfiar das seguidas ausências e foram tirar satisfações com a Elis,

que confirmou que sim, estava faltando aos show do Beco porque conseguia cachês melhores

Ronaldo Bôscoli resolveu então riscar o nome da Elis dos cartazes do Beco, mas fez de uma forma que ainda fosse possível de ler o nome dela

Pegou uma lata de piche e com a ajuda de um pincel passou uma listra em cima do nome da Elis,

e consta, dizem, que vem daí a gíria pichar alguém, ou seja, falar mal, xingar, maldizer

"A Elis ficou com ódio mortal, justificado, da dupla, embora o autor da maldade fosse o Ronaldo Bôscoli"

Os anos seguintes acirraram as desavenças entre Elis e Bôscoli

Ele chegou a propor para a então cantora iniciante Cláudia que fizesse um show chamado "Quem tem medo de Elis Regina?", mas a Cláudia, fã da Elis, recusou

O programa que a Elis apresentava junto com o Jair Rodrigues, O Fino da Bossa, começou com a audiência lá em cima, mas com o tempo começou a perder fôlego

A direção da TV Record encontrou uma saída na própria emissora,

convidando uma dupla de produtores cariocas que colaboravam com o programa do Wilson Simonal: eram Miéle e Bôscoli

"Chama o Miéle e o Ronaldo. Ela falou: 'O que?? Miéle e Ronaldo Bôscoli, aquele !"

A Elis ficou indignada, disse que não trabalharia com Bôscoli, mas acabou sendo convencida pelo diretor musical do seu programa, Luiz Eça

Elis fez as suas exigências: o Miéle é que dirige, o Bôscoli pode até escrever, mas eu não falo com ele

Na saída de uma reunião na casa do Luiz Eça, em que o Miéle fez papel de pombo correio entre Elis e Ronaldo, que não se falaram,

Bôscoli fez jus à sua fama de conquistador meio cafajeste e comentou com o parceiro:

se ela olhar pra mim, eu falo, se me der bom dia, eu caso

E o que parecia completamente improvável aconteceu:

no fim de 1967 Elis e Bôscoli se casaram e foram morar em uma casa cinematrográfica na Avenida Niemeyer, comprada pela Elis

Foi o Bôscoli quem promoveu significativas mudanças no visual da Elis:

ele odiava o cabelo que ela usava, alto e cheio de laquê, e sugeriu um corte de cabelo bem curto,

inspirado em Mia Farrow, então mulher de Frank Sinatra, o grande ídolo do Bôscoli

Mudou também os figurinos e fez com que ela deixasse de usar os sapatos de salto muito alto que serviam pra disfarçar a sua baixa estatura

Elis era uma gigante no palco, mas media pouco mais de um metro e meio

Musicalmente foi uma fase de amadurecimento musical da Elis: com o fim da parceria com Jair Rodrigues ela se aproximou do mundo musical do Bôscoli

Roberto Menescal, o maior parceiro do Ronaldo Bôscoli, foi convidado por Elis pra ser o seu novo diretor musical, e eles fizeram grandes turnês pela europa

A gravadora da Elis, a Philips, era uma multinacional holandesa,

e costumava mandar algum funcionário para recepcioná-la nas cidades da europa em que ela iria se apresentar

Quando eles pousaram em Estocolmo, na Suécia, um cara de óculos grossos, fala mansa, sotaque francês, recebeu o grupo no aeroporto

O guia avisou que eles teriam a noite livre e falou que poderia levá-los num clube de jazz

Os músicos da Elis, Roberto Menescal incluído, não só toparam como no meio da noite foram convidados a subir no palco, pra dar uma canja

Começaram a tocar música brasileira de forma jazzística, e o guia não se conteve e tirou uma gaita do bolso

e passou a improvisar lindamente com os músicos brasileiros, surpreendendo a todos

O guia gaitista perguntou se a próxima música poderia ser Bluesette, e o Menescal falou, claro, e avisou aos músicos: Bluesette, do Toots Thielemans

Já no começo da música, caiu a ficha pro Menescal, e ele chegou perto do tal guia gaitista e perguntou: você é o Toots Thielemans?

Com o grande gaistista belga, Elis e a banda brasileira gravaram em apenas uma tarde o disco Elis & Toots, que marca o ano, 1969, em que a Elis conquistou a europa Outra pessoa próxima do Ronaldo Bôscoli que começou a trabalhar com a Elis foi Nelson Motta, jornalista e letrista que estava começando a produzir discos

Nelsinho Motta, como era conhecido por ser filho do advogado Nelson Motta, era uma espécie de discípulo, de seguidor do Ronaldo desde que eles se conheceram

Nelson Motta tinha uns 18 ou 19 anos, e Bôscoli uns 35, e o jovem queria ter o charme dele,

ter aquelas mulheres todas, ter aquele humor carioca, escrever aquelas letras, enfim, queria ser Ronaldo Bôscoli

Mas claro, eram de gerações diferentes, e enquanto Bôscoli era um fervoroso defensor da sua bossa nova,

que já não estava mais fazendo tanto sucesso, Nelson Motta estava encantado com toda a música jovem do fim dos anos 1960

A Elis era um ano mais nova que o Nelson Motta, mas já era uma veterana com menos de 25 anos

e sentia que precisava dar uma renovada, falar com os jovens da idade dela, não ter medo de ser pop

Nessa época, virada pro ano de 1970, a grande musa jovem do Brasil era Gal Costa, que com o exílio do Caetano e do Gil ficou segurando a onda tropicalista

Gal é uma cantora criada na bossa nova, a princípio uma cantora joãogilbertiana, de voz pequena, delicada e suave

Mas estava conquistando a juventude com a sua postura roqueira e sensual, cantando com influência de Janis Joplin, usando mesmo gritos como expressão artística

Elis, que nunca foi bossanovista e sempre cantou extrovertidamente, sabia que tinha material vocal pra também cantar forte, ela fazia com a voz o que ela bem entendesse

Já se começava na época a discutir qual das duas cantoras era a melhor, mas sem dúvida a Gal era a mais moderna

Porque então Elis não sair da sua zona de conforto e encarar um material mais jovem, mais contemporâneo?

E a pessoa ideal para ajudá-la nesse caminho era o Nelson Motta

Ele ficou entusiasmado com o convite que recebeu da gravadora Philips para produzir o disco da Elis de 1970, ela era a maior cantora do Brasil e ele um produtor iniciante

Sabiamente, ele tomou algumas precauções pra trabalhar com a explosiva artista, apelidada de Pimentinha pelo poeta Vinícius de Moraes

Primeiro: fazer tudo que a Elis pedir; e depois ir mostrando aos poucos, sem impor nada,

todas as novas referências e compositores que ele achava que poderiam contribuir pra renovar a sonoridade dela

Elis gravou duas músicas do Jorge Ben, lançou Tim Maia no dueto deles cantando These Are The Songs,

gravou Roberto e Erasmo Carlos e uma música da então iniciante Joyce

O grande sucesso do disco foi o samba Vou Deitar e Rolar, também conhecido como Quaquaraquaqua, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro

Essa música até parecia ser uma ameaça ao seu marido infiel, aliás, o Bôscoli dizia que sempre achou que a Elis cantasse essa música pra ele

Pouco tempo depois do disco lançado, as atentas antenas da Elis e do Nelson Motta captaram sinais de um jovem compositor, que vinha se destacando em festivais universitários

Numa tarde na gravadora Phillips, Nelson Motta encontrou esse jovem, Ivan Lins, e perguntou se ele tinha alguma música pra mostrar para a Elis

"Fiz uma fita com umas sete, mandei tudo o que eu tinha de melhor. O meu parceiro na época era o Ronaldo Monteiro de Souza, mandamos essa fita que continha Madalena.

Ela se encantou com Madalena e mandou um recado através do Nelsinho Motta que Madalena tinha sido escolhida e que ela tinha interesse de gravar no próximo disco dela

Tinha mais coisa nesse recado: a letra original da música era quilométrica, e o Nelson Motta falou: Ô Ivan, não dá pra encurtar essa Madalena não?

Ivan e o parceiro passaram a tesoura em alguns versos e a Elis e o produtor notaram que tinham um petardo na mão, não dava pra esperar o próximo ano pra gravar aquela música

Entraram logo em estúdio e gravaram imediatamente Madalena e outro samba do Baden na linha do Quaquaraquaqua, que é o Falei e Disse

E essas duas músicas, que fizeram parte do disco seguinte da Elis, Ela, de 1971, entraram em um compacto duplo com duas músicas do disco anterior, o que não era comum

Só pela capa do compacto já dá pra ver qual era a aposta da gravadora, e Madalena foi um dos grandes sucessos daquele ano, o compacto vendeu mais que o Roberto Carlos

Elis estava feliz com a sua nova fase, mais jovem e moderna, mas Bôscoli não estava gostando muito dessas mudanças, e fazia piadas da ânsia de modernidade dela

O sucesso do disco Elis Em Pleno Verão e de Madalena aproximou de vez Elis e Nelson Motta, e os dois acabaram se envolvendo

O Nelson Motta escreveu no seu livro de memórias, Noites Tropicais, como foi a reação do Bôscoli quando descobriu o caso dos dois

"O "Véio" fuzilou de bate-pronto, no seu melhor estilo: - Finalmente Elis encontrou alguém à sua altura.

Touché. Mesmo incendiado de raiva e ciúmes dele, do alto de meus 1,67 m explodi numa gargalhada."

Voltando lá pra história do começo:

por sorte do destino aquele mal entendido dos nomes dos dois Ronaldos foi rapidamente desfeito quando a Elis chegou na porta da sua casa e encontrou Ivan Lins e o outro Ronaldo

Madalena virou logo um clássico da música brasileira, depois da memorável gravação da Elis Regina

1. MELODIA A melodia de Madalena é sincopada, como todo samba

A característica mais marcante dessa melodia é que ela passeia por diversos centros tonais, diversas tonalidades, e faz um caminho muito natural pra voltar pro tom original

Madalena é uma canção muito sofisticada, com uma harmonia jazzística, como toda a obra do Ivan, e não por acaso ele é muito gravado por jazzistas no mundo todo

A grande Ella Fitzgerald, por exemplo, gravou Madalena só dois anos depois da Elis, e cantando em português

Na gravação da Elis a melodia começa no tom de ré maior

Aqui já prepara pro tom de sol maior, e fica em sol

Aqui a melodia dá um salto inesperado de uma oitava, e vai pro ápice melódico

Faz outra preparação pra um novo tom, que é fá sustenido maior

E nesse lá começa a preparar a volta pro ré maior

2. ORQUESTRAÇÃO O suingue da base dos músicos nessa gravação é muito interessante, tem uma certa polirritmia nele

O riff do piano, que é da composição, é bem de samba, com antecipações na semicolcheia

O Ivan compôs assim, é a marca registrada da música, é só fazer esse riff que todos já sabem que vem Madalena

É um riff de piano, mas no violão é mais ou menos assim

Mas a levada do contrabaixo puxa a música pra outro lado, é meio latina, meio jazz afrocubano,

é antecipada na colcheia, e não na semicolcheia, como no samba, é assim

O afro cubano já tinha uma influência na música brasileira, na época da bossa nova o Carlos Lyra se mostrava incomodado com essa influência do jazz

Mas em Madalena a combinação dá um molho diferente, e nessa gravação ainda tem um outro instrumento que não tem nada a ver com o samba, que é a pandeirola

A pandeirola, um tipo de pandeiro sem pele, só com as platinelas e normalmente em formato de meia lua, é uma influência da música norte americana

Infelizmente no disco não tem ficha técnica, não dá pra saber quem foram os músicos que tocaram em Madalena

Só se sabe o piano, tocado por José Roberto Bertrami, grande músico, fundador do grupo Azymuth, que aprendeu a música com o próprio Ivan, naquele dia da confusão com os Ronaldos

Além do piano, baixo e pandeirola, a faixa tem bateria, um naipe de cordas, arranjado pelo maestro Chiquinho de Moraes, e um assovio, que fez um solos dobrados com o piano

3. A FORMA DO ARRANJO Madalena é uma música em 4 partes de oito compassos, ABCD, todas elas bem diferentes entre si, com todas aquelas modulações que a gente viu

A formas desse arranjo é: introdução de 8 compassos, depois a música inteira, ABCD, duas vezes

Depois um intermezzo de 16 compassos e volta na parte C, faz C e D pra acabar e seguir pra coda

A introdução comeca só com o piano, naquele riff clássico

O piano toca no suingue do samba, e o baixo toca com sotaque latino

Na parte rítmica tem a pandeirola e a bateria tocada com escovinha

O piano faz acordes mais pro agudo na modulação e o baixo continua na levada latina

As cordas aparecem em uma nota com crescendo e fazem a base harmônica, a princípio mais no agudo

Mas depois ficam na região média

O piano agora antecipa junto com o baixo, sai um pouco do samba

As cordas na base harmônica vão mudando de região, da média pro agudo e voltam pra média

De novo as cordas aparecem com uma nota, mas agora fazem um contracanto na região aguda

E as cordas agora param em uma única nota, bem no agudo, por muitos compassos

No intermezzo as cordas ficam paradas em um acorde em quartas

e o piano dobrado com assovio fazem um riff na região aguda

Na volta da voz tem a mesma frase no agudo das cordas

E de novo nas cordas uma única nota parada na região bem aguda

Na coda as cordas ficam paradas num acorde em quartas

enquanto o piano dobrado com o assovio faz frases mais soltas, sempre no agudo

Bom, esse foi O ARRANJO, se você gostou dá um like, se inscreve no canal, compartilha o vídeo

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Muito obrigado, até uma próxima

Um cachê de duzentos mil cruzeiros nem o Tom ganhava esse cachê, e o Tom já tinha um tremendo nome.

A baixinha, numa das nossas muitas pelejas, eu falei: Elis tem um bom cachê pra você. Quanto é?

Duzentos mil. Eu quero quatrocentos. Você tá maluca, você tá pensando que é a Barbra Streisand? Tô. Aí eu caí pra trás.

Tá pensando que é a Barbra Streisand? Tô e sou

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