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Gladiator, Parte IX: O Desafio do Imperador – Tekst do przeczytania

Gladiator, Parte IX: O Desafio do Imperador

Średnio zaawansowany 1 lekcja z Portugalski do ćwiczenia czytania

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Parte IX: O Desafio do Imperador

Parte IX: O Desafio do Imperador

Maximus está sentado com Juba, a limpar a espada, concentrado, quando passos rápidos ecoam no corredor.

— Maximus!

Quintus chega, ofegante, olhando à volta antes de falar mais baixo.— Tenho notícias… o Imperador quer lutar contigo, ele próprio.

Maximus levanta a cabeça, surpreendido.— Cómodo… contra mim?

— Sim, e não é por acaso — acrescenta Quintus. — Vai tentar enfraquecer-te antes do combate… quer que todos te vejam perder.

Maximus mantém-se calmo.— Então terei de me manter de pé.

Mais tarde nessa noite, Lucilla vem vê-lo, como sempre discretamente.

— Tem cuidado amanhã… o meu irmão está a preparar algo.

— Porque é que ele faz isto? — pergunta Maximus.

— Porque tem medo de ti — responde ela sem hesitar. — Acredita que, se te vencer diante de todos, ninguém mais se vai opor a ele.

Maximus olha para ela.— Então tenho de lutar… não só por mim, mas por Roma.

Lucilla aproxima-se um pouco.— Não morras… as pessoas precisam de ti vivo.

— Vou manter-me vivo — responde ele calmamente.

Na manhã seguinte, o Coliseu está cheio, ainda mais do que o habitual, e a atmosfera é diferente, mais tensa, como se todos sentissem que algo importante está prestes a acontecer.

Cómodo entra na arena com uma armadura brilhante, quase teatral, e uma espada que segura como se quisesse impressionar a multidão.

— Tens medo? — pergunta, com um sorriso.

Maximus fica imóvel.— Não… estou aqui por Roma, não por ti.

O combate começa.

Cómodo ataca primeiro, rapidamente, mas os movimentos carecem de precisão, enquanto Maximus se move com mais controlo, apesar do cansaço e da tensão.

Rodam um à volta do outro, a multidão grita, cada gesto é observado.

De repente, Cómodo cai no chão.

— Estou ferido… pára, peço-te!

Maximus hesita por um instante, desconfiado mas ainda firme.

Então, num movimento rápido, Cómodo saca uma faca escondida e ataca.

— Cuidado! — grita Juba, da borda da arena.

Maximus recua, atingido, com a respiração cortada, mas mantém-se de pé.

— Lutas sem honra… — diz, cerrando os dentes.

O sangue escorre, mas o olhar não muda.

Com a força que lhe resta, avança, bloqueia um último golpe e ataca com precisão.

Cómodo cai.

Silêncio… depois a multidão explode.

Juba corre até ele.— Conseguiste… Roma está livre agora.

Maximus respira com dificuldade, mas esboça um leve sorriso.— Ainda não acabou…

Levanta os olhos para o céu, como se tudo à sua volta se tornasse mais calmo.

Mais tarde, sentado com Juba, ainda enfraquecido, fica em silêncio por um momento.

— Valeu a pena? — pergunta Juba suavemente.

Maximus pensa um pouco, depois responde simplesmente:— Sim… porque era preciso mostrar que é possível resistir-lhe.

Quintus chega nesse momento, mais determinado do que nunca.— Amanhã avançamos… durante o grande espetáculo, estará tudo pronto.

— Os outros guardas estão connosco? — pergunta Maximus.

— Estão… também já estão fartos.

Juba pousa a mão no ombro de Maximus.— Irmão, agora já não é só uma questão de sobreviver…

Maximus acena.— Não… agora é para mudar Roma.

Ao nascer do sol, todos se preparam em silêncio, cada um consciente do que os espera.

Desta vez, já não lutam apenas na arena.

Lutam por algo maior.

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