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Acessibilidade (Accessibility), Inclusão e Acessibilidade - Deficiência Intelectual

Inclusão e Acessibilidade - Deficiência Intelectual

Olá! Eu sou o Márcio Fernandes e você já sabe, esta é a nossa Websérie

Inclusão e Acessibilidade: essa causa também é sua.

O episódio desta vez é sobre deficiência intelectual

nesta produção que é do Núcleo de Educação a Distância da Unicentro, o Nead,

com o apoio importantíssimo da Proen, a Pró-Reitoria de ensino da nossa

instituição, além do Pia o Programa de Inclusão e

Acessibilidade. Neste episódio eu tenho a grata

presença da professora Miriam Bedin Godoy do departamento de Pedagogia aqui

do Campus de Irati, onde nós gravamos esta conversa. Professora Miriam

inicialmente muito obrigado pela sua presença, pela sua disposição em compartilhar o seu

conhecimento. Eu que agradeço professor Márcio. Que bom!

Nosso tema hoje é deficiência intelectual,

então eu começaria nossa conversa lhe pedindo para nos contextualizar, o

conceito e como identificar isto tanto no ambiente escolar,

o ambiente aqui da Universidade por exemplo quanto em casa. Tá!

A deficiência intelectual ela se caracteriza no desenvolvimento da

criança. Então conforme a criança vai se desenvolvendo você percebe que algo está

destoando, então por exemplo; a criança é dentro das cinco áreas do

desenvolvimento, a linguagem, a cognição altos cuidados né,

o comportamento motor dessa criança, socialização, ela vai ter alguma

dificuldade em alguma dessas áreas. Então normalmente a gente consegue

perceber logo que a criança vai desenvolvendo ao longo da vida.

Então a deficiência intelectual é caracterizada antes dos 18 anos, então

antes dos 18 anos você já consegue realmente perceber se essa criança tem

uma deficiência intelectual leve moderada, severa ou profunda, tá?

Então, no caso de uma deficiência intelectual sem uma outra associação,

porque também pode ocorrer a deficiência intelectual associada,

por exemplo, a uma síndrome que também vai causar uma deficiência

intelectual. Senhora mencionou diversas vezes crianças,

então eu pego esse gancho identificação precoce é possível ou a uma uma espécie

de padrão, uma faixa etária a senhora mencionou antes até os 18 anos, o que a

gente poderia orientar neste sentido a nossa audiência? Então, por exemplo, você

verificar no aspecto da linguagem como é que essa criança está evoluindo, como é

que está desenvolvendo, como está sendo o repertório de linguagem dessa criança

no processo de desenvolvimento? É claro que cada criança ela tem o seu

processo de desenvolvimento singular né, aquilo que eu não tenho como comparar

uma criança com a outra porque isso também vai depender dos estímulos que

essa criança tem no contexto qual ela está inserida né,

vai depender também da família, do ambiente escolar, se ela já está

frequentando ou não, mas a gente consegue já visualizar alguns sinais que algo

está destoando dentro daquilo que a gente tem como normalidade. Certo.

A senhora mencionou o conceito de deficiência intelectual. Retardo mental é uma outra

expressão que a gente escuta. São sinônimos, são equivalentes, são

diametralmente opostos? Sm, até um passado ainda bem presente, a gente tinha a

deficiência mental mesmo, era caracterizada como deficiência mental.

Por que esse termo mudou e ainda há gente que escuta muito deficiência

mental? Esse conceito ele é um conceito recente,

ele sofreu essa alteração por dois motivos: primeiro pela questão que a

pessoa que tem essa deficiência, seus cuidadores familiares professores, eles

sofriam muitos muito estigma, eram muito rotulados né?

A questão da deficiência mental como se fosse algo que ele

seria incapaz que ele não poderia e na verdade mesmo

a criança apresentando uma deficiência intelectual

todos podem se bem é encaminhado, se bem orientado todos conseguem aprender.

Então o que acontece nesse termo? Então primeiro em relação a essa situação da

questão do estigma e um outro ponto que essa deficiência é inerente a ele. Porque

a deficiência intelectual ela compromete três fatores que são extremamente

importantes, que é o fator social adaptativo, o fator de altos cuidados, a

pessoa conseguir se monitorar e também a questão, por exemplo, de

socialização, do contexto no qual ela está inserida.

Então veja, a deficiência intelectual você tem um ali que a pessoa ela é

capaz de aprender sim, mas você precisa então fazer o que? Orientar para que ela

possa atingir aquilo que é possível. É possível! Nesse contexto professora Miriam

é possível então falarmos em prevenção ou não? Sim, com certeza!

Muito importante a gente falar em prevenção, por que? Quais são as causas da

deficiência intelectual? A gente tem pré natal no momento

que a criança está sendo desenvolvida, a gente tem pele natal no

momento do nascimento e a gente também tem pós natal. Então na questão da

prevenção o que é importante, por exemplo? As vacinas que a mãe deve tomar, a

questão, por exemplo, do uso de álcool, alguns medicamentos. Então tudo

isso vai influenciar na questão de você ter uma criança que vai apresentar

uma deficiência intelectual. Eu quero deixar bem claro que

deficiência intelectual é diferente por exemplo de uma síndrome.

Embora, muitas síndromes têm também características de deficiência

intelectual, mas no caso da deficiência intelectual

propriamente dita, é possível sim a prevenção muitas vezes

tomando uma vacina, por exemplo, não estando num ambiente onde está propício.

Hoje por exemplo a gente sabe que em 2016

houve uma alta incidência, sobretudo na região nordeste do nosso nosso país, onde

o Zíca afetou muito crianças causando microcefalia e uma das características

da microcefalia é a deficiência intelectual que poderia perfeitamente

ser prevenido e se a gente cuidasse das casas, não deixasse evoluir o mosquito

da dengue. Muito bom, professora nós vamos fazer um pequeno

intervalo. Já de antemão lhe agradeço essas primeiras orientações. Nós já voltamos.

Estamos de volta com o nosso episódio sobre deficiência intelectual

dentro da série Inclusão e Acessibilidade: esta causa também a sua.

Professora Miriam, vamos agora para o nível para o universo

escolar, que orientações seriam possíveis para professores nos seus distintos

níveis? Por exemplo, na educação infantil que é o

período crucial para você verificar é sobre uma deficiência e também poder

intervir. Porque por mais que a criança apresenta uma deficiência intelectual

leve, digamos assim, se ela bem estimulada, se ela bem orientada, ela vai desenvolver

de modo que ela vai conseguir aprender. Então por exemplo, na educação infantil o

professor deve observar as cinco áreas do desenvolvimento conforme

a gente já frisou. Vamos lá, as cinco áreas! As cinco áreas que seria: a área da linguagem, área

da socialização, a área do altos cuidados, cognição e a área motora dessa

criança. Então por exemplo, no ensino

fundamental, tanto anos iniciais quanto anos finais, o que a gente vai observar

nessa criança que apresenta uma deficiência intelectual, sobretudo na

criança que está em processo de alfabetização? A criança deficiente

intelectual, ela tem uma característica

muito assim fácil de ser identificada. Por exemplo, a criança ela oscila muito à

questão da aprendizagem. Eu fui alfabetizadora durante muitos

anos de crianças deficientes intelectuais.

Então eu ensinava por exemplo algo hoje pra ela e ela retia, só que no outro dia

quando eu ia retomar ela já não sabia mais nada. Então a

memória dessa criança, a memória presente, a memória de trabalho, a memória de

longo prazo, sofre alterações, assim como na questão da atenção, da

questão da percepção. Então o que o professor tem que fazer?

Trabalhar bastante materiais e atividades que possibilitam a criança a estimular a

memória, a estimular, a atenção, mas isso não pode ser de maneira mecânica. Então

eu vou passar lá uma lista de palavras para ela memorizar para na aula de tal

coisa ela saber, não. Então você tem que trabalhar memória, trabalhar a atenção e

percepção utilizando recursos lúdicos que a criança então possa se desenvolver

e aprender, tá? Na questão, por exemplo, do ensino médio nós temos também já

experiência com várias crianças no ensino médio que durante o processo de

alfabetização tiveram muita dificuldade. Eu por exemplo tive um aluno que quando

ele estava saindo já do ensino médio ele disse assim; professora eu achava que nunca

ia aprender a escrever e agora professora eu já estou querendo até

cursar um ensino superior. Ensino superior. Então veja, é possível no ensino superior

eu também já tive alunos que foram alunos egressos de uma classe especial.

O que era classe especial? A classe especial era aquele aluno que tinha

realmente digamos um laudo comprovado de uma deficiência

intelectual leve, mas ele foi bem trabalhado ele foi bem monitorado,

estimulado e ele conseguiu superar algumas

dificuldades que ele tinha. Obviamente que uma vez que apresenta uma

deficiência intelectual, ela vai apresentar características ao

longo do processo da vida dela. Como eu disse pra você há casos que a deficiência

intelectual é leve, é severa, a moderada. Então por exemplo, no caso da pessoa ter

uma deficiência intelectual leve, ela passa meio que despercebido no trabalho,

na questão social...Na própria Universidade Na própria Universidade e o que acontece na

Universidade quando você tem um aluno que apresenta uma característica de

deficiência intelectual? Ele tem uma lentidão no processo de

aprendizagem. Ele aprende, mas ele não aprende com

tanta facilidade, com tanta organização como um aluno que não apresenta a

deficiência intelectual. E daí o professor ele vai ter que ter um tempo

maior para esse aluno, o ritmo de aprendizagem dele é diferenciado porque

ele é mais lento para aprender. Então o professor e a gente sabe na instituição

que são muitos conteúdos, são diferentes frentes e exige desse aluno uma

capacidade de memorização, de atenção de organização, de abstração

conceituação, que é justamente onde requer a grande dificuldade

característica de um deficiente intelectual. Senhora mencionou a questão da

aprendizagem em si nos diferentes níveis, desde o infantil até o ensino superior e

mencionou também a questão da retenção desse conhecimento. Em todas as partes

envolvidas, ouvindo a senhora falar, me parece que isso começa a gerar um certo

quadro de angústia (Com certeza) do professor para com o aluno, do aluno para

com o professor, dele para com os colegas, dos colegas para com ele ou com ela,

enfim, como é que se trabalha essa questão mais emocional de todos os

agentes envolvidos, é possível isso também? Veja professor, não é fácil, é

uma tarefa difícil para o professor assim como é para a pessoa, para o aluno

que também apresenta essa deficiência intelectual. Porque o professor ele se

sente incapaz de atingir o objetivo dele que é o ensino.

Por outro lado esse professor também não teve uma disciplina na formação dele, um

conteúdo específico, uma formação específica para atender a grande

diversidade que nós temos hoje em termos de educação especial chegando no ensino

superior. Então o que é necessário fazer?

Eu acredito que uma formação continuada (Para o professor)... para o professor também do ensino

superior, porque cada caso é um caso. Como eu disse, eu trabalhei com crianças e

adolescentes com deficiência intelectual durante dez anos. Dez anos sendo

professora desse grupo de deficientes intelectuais e cada caso é um caso

diferente. Então não tem como você falar assim ó; fechar naquele quadradinho o

deficiente intelectual é isso, isso e isso, não. Você tem características, sinais

importantes que você vai observar em todos né,

mas também tem a especificidade de cada criança, de cada adolescente, de cada jovem,

de cada adulto. Muito bom! Professora, para encerrarmos nosso

bate-papo, essa é uma série de instrução, mas ela

também uma série de vamos dizer assim de inspiração. A senhora

poderia nos relatar algum episódio, algum caso assim bem sucedido, quer dizer que

as partes conseguirão se unir, ter uma sinergia e ter bons resultados em algum

momento da sua trajetória, da sua carreira? Sim, como eu te disse, eu já

trabalhei no ensino superior com uma aluna que ela foi egressa de classe

especial e outrora tinha muito rótulo por isso que mudou até mesmo termo de

deficiência mental para deficiência intelectual e chamava-se também

retardo mental era mais ainda pejorativo. E a criança, o adolescente ele tinha

aquele rótulo né, então para essa menina famosa depois

chegar no ensino superior foi uma trajetória muito grande.

Mas o que a gente observava com essa moça já? A gente observava que a

família estava muito próxima envolvida, a família, os professores que também

trabalharam com ela, a universidade aquela ocasião estava engajada também no

processo de inclusão e acessibilidade. Então é um conjunto é uma rede envolvida

em favor da necessidade que aquele sujeito, que aquela pessoa necessita

naquele momento.

Que bom! Professora, muito obrigado pela sua contribuição, por

compartilhar os seus conhecimentos conosco. Agradeço sua presença novamente.

Este, pessoal, foi mais um episódio na nossa série Inclusão e Acessibilidade: esta

causa também é sua. Agradeço a sua audiência, convido que

compartilhe o link que você vê aqui embaixo da tela, onde é possível acessar

os demais episódios, os demais temas na nossa série.

Muito obrigado mais uma vez. Obrigado à equipe que está nos bastidores aqui trabalhando.

Até a próxima pessoal!


Inclusão e Acessibilidade - Deficiência Intelectual Inclusion and Accessibility - Intellectual Disability

Olá! Eu sou o Márcio Fernandes e você já sabe, esta é a nossa Websérie

Inclusão e Acessibilidade: essa causa também é sua.

O episódio desta vez é sobre deficiência intelectual

nesta produção que é do Núcleo de Educação a Distância da Unicentro, o Nead,

com o apoio importantíssimo da Proen, a Pró-Reitoria de ensino da nossa

instituição, além do Pia o Programa de Inclusão e

Acessibilidade. Neste episódio eu tenho a grata

presença da professora Miriam Bedin Godoy do departamento de Pedagogia aqui

do Campus de Irati, onde nós gravamos esta conversa. Professora Miriam

inicialmente muito obrigado pela sua presença, pela sua disposição em compartilhar o seu

conhecimento. Eu que agradeço professor Márcio. Que bom!

Nosso tema hoje é deficiência intelectual,

então eu começaria nossa conversa lhe pedindo para nos contextualizar, o

conceito e como identificar isto tanto no ambiente escolar,

o ambiente aqui da Universidade por exemplo quanto em casa. Tá!

A deficiência intelectual ela se caracteriza no desenvolvimento da

criança. Então conforme a criança vai se desenvolvendo você percebe que algo está

destoando, então por exemplo; a criança é dentro das cinco áreas do

desenvolvimento, a linguagem, a cognição altos cuidados né,

o comportamento motor dessa criança, socialização, ela vai ter alguma

dificuldade em alguma dessas áreas. Então normalmente a gente consegue

perceber logo que a criança vai desenvolvendo ao longo da vida.

Então a deficiência intelectual é caracterizada antes dos 18 anos, então

antes dos 18 anos você já consegue realmente perceber se essa criança tem

uma deficiência intelectual leve moderada, severa ou profunda, tá?

Então, no caso de uma deficiência intelectual sem uma outra associação,

porque também pode ocorrer a deficiência intelectual associada,

por exemplo, a uma síndrome que também vai causar uma deficiência

intelectual. Senhora mencionou diversas vezes crianças,

então eu pego esse gancho identificação precoce é possível ou a uma uma espécie

de padrão, uma faixa etária a senhora mencionou antes até os 18 anos, o que a

gente poderia orientar neste sentido a nossa audiência? Então, por exemplo, você

verificar no aspecto da linguagem como é que essa criança está evoluindo, como é

que está desenvolvendo, como está sendo o repertório de linguagem dessa criança

no processo de desenvolvimento? É claro que cada criança ela tem o seu

processo de desenvolvimento singular né, aquilo que eu não tenho como comparar

uma criança com a outra porque isso também vai depender dos estímulos que

essa criança tem no contexto qual ela está inserida né,

vai depender também da família, do ambiente escolar, se ela já está

frequentando ou não, mas a gente consegue já visualizar alguns sinais que algo

está destoando dentro daquilo que a gente tem como normalidade. Certo.

A senhora mencionou o conceito de deficiência intelectual. Retardo mental é uma outra

expressão que a gente escuta. São sinônimos, são equivalentes, são

diametralmente opostos? Sm, até um passado ainda bem presente, a gente tinha a

deficiência mental mesmo, era caracterizada como deficiência mental.

Por que esse termo mudou e ainda há gente que escuta muito deficiência

mental? Esse conceito ele é um conceito recente,

ele sofreu essa alteração por dois motivos: primeiro pela questão que a

pessoa que tem essa deficiência, seus cuidadores familiares professores, eles

sofriam muitos muito estigma, eram muito rotulados né?

A questão da deficiência mental como se fosse algo que ele

seria incapaz que ele não poderia e na verdade mesmo

a criança apresentando uma deficiência intelectual

todos podem se bem é encaminhado, se bem orientado todos conseguem aprender.

Então o que acontece nesse termo? Então primeiro em relação a essa situação da

questão do estigma e um outro ponto que essa deficiência é inerente a ele. Porque

a deficiência intelectual ela compromete três fatores que são extremamente

importantes, que é o fator social adaptativo, o fator de altos cuidados, a

pessoa conseguir se monitorar e também a questão, por exemplo, de

socialização, do contexto no qual ela está inserida.

Então veja, a deficiência intelectual você tem um ali que a pessoa ela é

capaz de aprender sim, mas você precisa então fazer o que? Orientar para que ela

possa atingir aquilo que é possível. É possível! Nesse contexto professora Miriam

é possível então falarmos em prevenção ou não? Sim, com certeza!

Muito importante a gente falar em prevenção, por que? Quais são as causas da

deficiência intelectual? A gente tem pré natal no momento

que a criança está sendo desenvolvida, a gente tem pele natal no

momento do nascimento e a gente também tem pós natal. Então na questão da

prevenção o que é importante, por exemplo? As vacinas que a mãe deve tomar, a

questão, por exemplo, do uso de álcool, alguns medicamentos. Então tudo

isso vai influenciar na questão de você ter uma criança que vai apresentar

uma deficiência intelectual. Eu quero deixar bem claro que

deficiência intelectual é diferente por exemplo de uma síndrome.

Embora, muitas síndromes têm também características de deficiência

intelectual, mas no caso da deficiência intelectual

propriamente dita, é possível sim a prevenção muitas vezes

tomando uma vacina, por exemplo, não estando num ambiente onde está propício.

Hoje por exemplo a gente sabe que em 2016

houve uma alta incidência, sobretudo na região nordeste do nosso nosso país, onde

o Zíca afetou muito crianças causando microcefalia e uma das características

da microcefalia é a deficiência intelectual que poderia perfeitamente

ser prevenido e se a gente cuidasse das casas, não deixasse evoluir o mosquito

da dengue. Muito bom, professora nós vamos fazer um pequeno

intervalo. Já de antemão lhe agradeço essas primeiras orientações. Nós já voltamos.

Estamos de volta com o nosso episódio sobre deficiência intelectual

dentro da série Inclusão e Acessibilidade: esta causa também a sua.

Professora Miriam, vamos agora para o nível para o universo

escolar, que orientações seriam possíveis para professores nos seus distintos

níveis? Por exemplo, na educação infantil que é o

período crucial para você verificar é sobre uma deficiência e também poder

intervir. Porque por mais que a criança apresenta uma deficiência intelectual

leve, digamos assim, se ela bem estimulada, se ela bem orientada, ela vai desenvolver

de modo que ela vai conseguir aprender. Então por exemplo, na educação infantil o

professor deve observar as cinco áreas do desenvolvimento conforme

a gente já frisou. Vamos lá, as cinco áreas! As cinco áreas que seria: a área da linguagem, área

da socialização, a área do altos cuidados, cognição e a área motora dessa

criança. Então por exemplo, no ensino

fundamental, tanto anos iniciais quanto anos finais, o que a gente vai observar

nessa criança que apresenta uma deficiência intelectual, sobretudo na

criança que está em processo de alfabetização? A criança deficiente

intelectual, ela tem uma característica

muito assim fácil de ser identificada. Por exemplo, a criança ela oscila muito à

questão da aprendizagem. Eu fui alfabetizadora durante muitos

anos de crianças deficientes intelectuais.

Então eu ensinava por exemplo algo hoje pra ela e ela retia, só que no outro dia

quando eu ia retomar ela já não sabia mais nada. Então a

memória dessa criança, a memória presente, a memória de trabalho, a memória de

longo prazo, sofre alterações, assim como na questão da atenção, da

questão da percepção. Então o que o professor tem que fazer?

Trabalhar bastante materiais e atividades que possibilitam a criança a estimular a

memória, a estimular, a atenção, mas isso não pode ser de maneira mecânica. Então

eu vou passar lá uma lista de palavras para ela memorizar para na aula de tal

coisa ela saber, não. Então você tem que trabalhar memória, trabalhar a atenção e

percepção utilizando recursos lúdicos que a criança então possa se desenvolver

e aprender, tá? Na questão, por exemplo, do ensino médio nós temos também já

experiência com várias crianças no ensino médio que durante o processo de

alfabetização tiveram muita dificuldade. Eu por exemplo tive um aluno que quando

ele estava saindo já do ensino médio ele disse assim; professora eu achava que nunca

ia aprender a escrever e agora professora eu já estou querendo até

cursar um ensino superior. Ensino superior. Então veja, é possível no ensino superior

eu também já tive alunos que foram alunos egressos de uma classe especial.

O que era classe especial? A classe especial era aquele aluno que tinha

realmente digamos um laudo comprovado de uma deficiência

intelectual leve, mas ele foi bem trabalhado ele foi bem monitorado,

estimulado e ele conseguiu superar algumas

dificuldades que ele tinha. Obviamente que uma vez que apresenta uma

deficiência intelectual, ela vai apresentar características ao

longo do processo da vida dela. Como eu disse pra você há casos que a deficiência

intelectual é leve, é severa, a moderada. Então por exemplo, no caso da pessoa ter

uma deficiência intelectual leve, ela passa meio que despercebido no trabalho,

na questão social...Na própria Universidade Na própria Universidade e o que acontece na

Universidade quando você tem um aluno que apresenta uma característica de

deficiência intelectual? Ele tem uma lentidão no processo de

aprendizagem. Ele aprende, mas ele não aprende com

tanta facilidade, com tanta organização como um aluno que não apresenta a

deficiência intelectual. E daí o professor ele vai ter que ter um tempo

maior para esse aluno, o ritmo de aprendizagem dele é diferenciado porque

ele é mais lento para aprender. Então o professor e a gente sabe na instituição

que são muitos conteúdos, são diferentes frentes e exige desse aluno uma

capacidade de memorização, de atenção de organização, de abstração

conceituação, que é justamente onde requer a grande dificuldade

característica de um deficiente intelectual. Senhora mencionou a questão da

aprendizagem em si nos diferentes níveis, desde o infantil até o ensino superior e

mencionou também a questão da retenção desse conhecimento. Em todas as partes

envolvidas, ouvindo a senhora falar, me parece que isso começa a gerar um certo

quadro de angústia (Com certeza) do professor para com o aluno, do aluno para

com o professor, dele para com os colegas, dos colegas para com ele ou com ela,

enfim, como é que se trabalha essa questão mais emocional de todos os

agentes envolvidos, é possível isso também? Veja professor, não é fácil, é

uma tarefa difícil para o professor assim como é para a pessoa, para o aluno

que também apresenta essa deficiência intelectual. Porque o professor ele se

sente incapaz de atingir o objetivo dele que é o ensino.

Por outro lado esse professor também não teve uma disciplina na formação dele, um

conteúdo específico, uma formação específica para atender a grande

diversidade que nós temos hoje em termos de educação especial chegando no ensino

superior. Então o que é necessário fazer?

Eu acredito que uma formação continuada (Para o professor)... para o professor também do ensino

superior, porque cada caso é um caso. Como eu disse, eu trabalhei com crianças e

adolescentes com deficiência intelectual durante dez anos. Dez anos sendo

professora desse grupo de deficientes intelectuais e cada caso é um caso

diferente. Então não tem como você falar assim ó; fechar naquele quadradinho o

deficiente intelectual é isso, isso e isso, não. Você tem características, sinais

importantes que você vai observar em todos né,

mas também tem a especificidade de cada criança, de cada adolescente, de cada jovem,

de cada adulto. Muito bom! Professora, para encerrarmos nosso

bate-papo, essa é uma série de instrução, mas ela

também uma série de vamos dizer assim de inspiração. A senhora

poderia nos relatar algum episódio, algum caso assim bem sucedido, quer dizer que

as partes conseguirão se unir, ter uma sinergia e ter bons resultados em algum

momento da sua trajetória, da sua carreira? Sim, como eu te disse, eu já

trabalhei no ensino superior com uma aluna que ela foi egressa de classe

especial e outrora tinha muito rótulo por isso que mudou até mesmo termo de

deficiência mental para deficiência intelectual e chamava-se também

retardo mental era mais ainda pejorativo. E a criança, o adolescente ele tinha

aquele rótulo né, então para essa menina famosa depois

chegar no ensino superior foi uma trajetória muito grande.

Mas o que a gente observava com essa moça já? A gente observava que a

família estava muito próxima envolvida, a família, os professores que também

trabalharam com ela, a universidade aquela ocasião estava engajada também no

processo de inclusão e acessibilidade. Então é um conjunto é uma rede envolvida

em favor da necessidade que aquele sujeito, que aquela pessoa necessita

naquele momento.

Que bom! Professora, muito obrigado pela sua contribuição, por

compartilhar os seus conhecimentos conosco. Agradeço sua presença novamente.

Este, pessoal, foi mais um episódio na nossa série Inclusão e Acessibilidade: esta

causa também é sua. Agradeço a sua audiência, convido que

compartilhe o link que você vê aqui embaixo da tela, onde é possível acessar

os demais episódios, os demais temas na nossa série.

Muito obrigado mais uma vez. Obrigado à equipe que está nos bastidores aqui trabalhando.

Até a próxima pessoal!