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Acessibilidade (Accessibility), Inclusão e Acessibilidade - Deficiência Visual

Inclusão e Acessibilidade - Deficiência Visual

Olá! Estamos de volta com a nossa websérie

Inclusão e Acessibilidade: essa causa também é sua!

Eu sou o Márcio Fernandes e a nossa produção é do Núcleo de Educação a

Distância da Unicentro com apoio importantíssimo na Proen

a Pró-reitoria de Ensino da Universidade e do Pia o Programa Inclusão de

Acessibilidade. O episódio de hoje é sobre deficiência

visual e eu tenho duas convidadas altamente

capacitadas e entendedoras deste tema, Evelise Vasco agente universitária na

nossa universidade e Egleci Lipman professora do Departamento de Arte, mas

conhecida por toda a comunidade como "guega". Tudo bem meninas? Tudo bem Márcio...

Que bom! Me contem, profissionalmente quem são e

Evelise Vasco e Egleci Lipman? Eu sou a professora Egleci, como você já mesmo disse,

eu sou do Departamento de Arte, sou formada em Pedagogia pela Unicentro,

também formada em Arte pela Faculdade de Artes do Paraná.

Estudei fiz um curso chamado Estudos Adicionais pelo Instituto de Educação do

Paraná na área de deficiência visual e concomitante às minhas atividades da

Unicentro sempre desenvolvi um trabalho também na rede estadual de ensino com... na

área da deficiência visual por 31 anos. Muito bem, uma vida. Uma vida...

Evelise e você? Eu sou Evelise, sou formada em Química aqui pela Universidade, pela Unicentro.

Sou especialista em atendimento

educacional especializado e trabalho como agente universitária na Unicentro

desde 2010 no programa de Inclusão e Acessibilidade e a partir de 2017 como

coordenadora do programa. Do Pia, né? Isso. Muito bem. Eu pergunto para vocês

inicialmente, qual seria um conceito adequado de deficiência visual?

Então, deficiência visual são... o deficiente visual é aquela pessoa com baixa

visão ou com cegueira. A cegueira é a perda total da visão em ambos os olhos

que obriga a pessoa a utilizar-se de uma bengala longa para se locomover e do

sistema braille para a escrita e leitura que em conjunto com outras tecnologias

permite à pessoa com cegueira participar ativamente e autonomamente

da vida em sociedade. É nesse mesmo entendimento que é a

questão legal né a cegueira total e tem os com baixa visão que é aquelas

pessoas que têm uma perda da acuidade visual do campo visual, pessoas que têm

não enxergavam nitidamente enxergam com o auxílio de lupas, com alteração de

caracteres, precisa de um... de um aparato técnico para para elas e se orientar no

espaço, então são as pessoas com baixa visão. Ok.

Em relação ao Pia Evelise, você começou se apresentando né mencionando o

programa da universidade mantém, como é que é o dia-a-dia do Pia, quem compõe a

equipe e, aproveitando emendando, se alguma pessoa que não está dentro da

comunidade da Unicentro quiser pleitear, por exemplo, uma vaga no vestibular, Egleci?

Quiser prestar um professor, um docente ou um agente técnico queira fazer um

teste seletivo ou um concurso. Como é que eles podem previamente ao processo seletivo

buscar apoio da Universidade? O Programa de Inclusão e Acessibilidade é um

programa de extensão permanente que hoje está vinculado à coordenadoria de apoio

estudante, que tem como objetivo diminuir ou eliminar barreiras

atitudinais, arquitetônicas, metodológicas, comunicacionais, que pessoas com

necessidades especiais né pessoas com deficiência, com transtornos e

dificuldades de aprendizagem entre outras necessidades, possam encontrar

dentro da Universidade em suas atividades acadêmicas ou

profissionais. Basta né Evelise que a pessoa se identifique junto ao

PIA. Então, por exemplo, se a pessoa tiver algum tipo de deficiência

ou exigir algum tipo de adaptação, material para qualquer concurso

o primeiro passo é se identificar para que sejam tomadas as medidas

cabíveis é para suprir essa necessidade que ela venha a ter naquele concurso,

naquele vestibular, enfim, acho que é isso né Evelise?

Na prática a pessoa pode fazer um requerimento junto a algum dos protocolos

da Universidade, munido de seus documentos pessoais, um

laudo atestando a deficiência e solicitar qual apoio ela necessita para

fazer o vestibular, o PAC ou mesmo um teste seletivo ou um concurso público que

esteja com edital aberto. Ok. Enquanto a gente acompanha aqui na nossa tela o endereço do PIA

eu pergunto para vocês, vocês lembram de algum caso, de algum auxílio que o PIA

ou que vocês tenham prestado a partir do conhecimento de vocês que tenha sido

assim especial para vocês, uma situação bem sucedida né de alguém que

está dentro da comunidade Unicentro hoje e que em algum momento procurou auxílio?

Eu acho que acadêmicos de uma forma geral né,

professores, porque uma uma questão é... do deficiente né essa adaptação e

também existe adaptação metodológica, didático-pedagógica e que o professor

no seu currículo de formação na sua área ele não recebeu essa formação e às

vezes quando ele encontra um aluno cego, um aluno surdo, um aluno com algum tipo de

transtorno ou distúrbio esse professor não sabe dos procedimentos. Então, eu

participei do PIA na sua criação,

então naquele momento era muito mais hoje até essas questões da inclusão são

muito comuns né a gente sabe que existe um serviço

para isso de atendimento e tal, na época não. Então uma coisa assim uma

experiência que eu tive na Unicentro quando entraram os primeiros cegos

a gente não tinha, por exemplo, a adaptação de audiodescrição, não existia

ainda impressora braille, não existia ainda como adaptar todo esse material em

braile. Nos montávamos na Unicentro grupo de ledores, então era todos aqueles

acadêmicos ou professores nos seus horários de atendimentos ou acadêmicos

que dispunham de um horário para fazer leitura e a gente gravava essas leituras

dos conteúdos das matérias para disponibilizar para as pessoas cega, e foi

com isso que os primeiros cegos acadêmicos cegos dentro da Unicentro

conseguiram dinamizar sua permanência na Unicentro naquele momento

onde a gente recursos não tínhamos né quase que nenhum porque era início de

tudo. O que me ocorre assim é isso, não sei Evelise se você tem pontualmente mais

alguma coisa mais próxima? Gostaria de ressaltar os avanços

que nós tivermos desde a criação do programa, a Egleci comentou que

quando criado não se tinha praticamente nenhuma tecnologia para o

desenvolvimento de material didático, hoje nós temos impressora braille nos

três campi da universidade para a produção de material em braile,

temos também um software OCR que é reconhecimento... para reconhecimento

de caracteres que facilita muito nosso trabalho né.

Com ele a gente digitaliza os materiais, faz a correção e envia para os alunos

por e mail quando o aluno solicita né em formato digital acessível ou em com

carácter ampliado, isso deixa o nosso trabalho muito mais ágil.

No início lá em 2010 quando eu comecei a trabalhar no programa, nós digitávamos

livros hoje com esse software a gente ganha muito tempo na produção desse

material tanto no braille quanto no formato ampliado, quanto no digital acessível.

Muito bem, muito obrigado por enquanto. Vocês gravaram algumas demonstrações né

alguns encaminhamentos de como guiar uma pessoa cega, vamos acompanhar no vídeo agora.

Oi, eu sou a professora da Egleci, tudo bem? Tudo bem, e você? Está precisando de ajuda?

Sim! O que você precisa? Eu gostaria de ir até a biblioteca. A tá, então vamos que vou te guiar.

Muito importante ao encontrar uma pessoa com deficiência visual é primeiro é isso é

pedir, é perguntar o que a pessoa precisa. Segunda não sou eu que vou guiar que

pego na pessoa logicamente eu sou a condutora, então você toca no braço da

pessoa e ela vai ser guiada na pelo teu pelo teu corpo você vai na frente e a

pessoa vai atrás. Se nesse trajeto eu tiver uma passagem

estreita digamos eu precisar passar por uma porta ou a passagem for estreita eu

coloco minha mão para trás ela entende que tem que ficar atrás de

mim para nós duas podermos passar. Ao também descer uma escada ou subir um

degrau, ela vai entender pelo meu movimento no meu corpo que eu estou subindo

ou estou descendo porque ela está atrás de mim, então ela vai saber se... o que o trajeto

precisa ser feito né o movimento que precisa ser feito.

Estamos de volta com o episódio de hoje tratando sobre deficiência visual.

Comigo é Evelise Vasco agente universitária da nossa instituição e a

professora Egleci Lipman. Pergunto para vocês meninas, que

recomendações nós poderíamos passar para as pessoas no contato com uma pessoa

cega? A primeira recomendação é que a pessoa

se apresente né que seu nome se identifique e em seguida pergunta se ela

precisa de algum auxílio, como? Tocando no seu ombro. No ombro? No ombro isso...

caso ela aceite essa ajuda e oferecendo o braço para que ela possa ser então guiada.

Importante assim sempre ao se aproximar uma pessoa cega você se

identificar, assim como eu te olho nesse te olhar

eu estou te tocando, para o cego ou você toca ou você diz "oi é o Márcio que estou

chegando". Outra coisa bem importante é de uma questão

até para professores, quando você tem um aluno e se o aluno tem baixa visão, o professor

cuida de deixar aquele aluno onde tem muita claridade, às vezes há a baixa

visão dele é decorrente disso, ele não pode ter claridade

ele tem que ficar no escuro. Então é importante essa identificação, o que você

tem? E ter alguma orientação para isso... você precisa de maior luminosidade ou menos?

Outra coisa muito importante, as pessoas nesse meu contato com pessoas cegas é

muito comum se eu estou aqui com a Evelise você chega e pergunta para mim "ela quer sentar"

ela é deficiência visual ela não é auditiva, fala diretamente com a pessoa

cega né. Não tem que ter um intermediário que

perguntar para quem está do lado, então é bem importante esse contato direto e o

que é mais importante não precisa gritar.

Então vai falar com a cego fala muito alto como se ele tivesse algum tipo de

deficiência auditiva né, então é uma questão de sensibilidade de ver

que a pessoa não enxerga e todos os outros sentidos são normais e você

absolutamente como você trata todo mundo vai tratar alguém cego. E como a Evelise falou

o mais importante é perguntar o que ela precisa.

Não raro também a gente vê a pessoa se dispondo a ajudar e a pessoa empurra a

pessoa né a pessoa com deficiência ou ela determinou que a pessoa está

precisando, como se ela entra no ambiente já corro trazer uma cadeira, mas ela quer sentar?

Eu perguntei se ela precisa disso? Então acho que é mais ou menos por aí né

Evelise? Sim, o ideal é que deixem a pessoa à vontade para ela decidir de que

forma será a comunicação a integração com...em sala de aula num espaço

coletivo né ela vai saber dizer se ela prefere

sentar, se ela prefere ficar em pé, se no caso da pessoa com baixa visão é

melhor ficar na claridade ou num espaço mais sombreado né. Porque cada caso é um

caso, não existe uma receitinha pronta. E cuidado muito com a orientação, precisa

orientar é óbvio a pessoa não enxerga. Nós tivemos casos dentro da Unicentro de

um acadêmico que ele fazia sempre o mesmo trajeto,

num dado momento fez-se teve um evento na Unicentro e as livrarias colocaram mesas,

mas ninguém avisou o cego que tinha mesa interrompendo a sua passagem e as

pessoas ficavam olhando e não não cuidavam de auxiliá-lo na hora que

ele se dirigia para algum lugar que a gente dizia que ia bater,

ao invés de avisar ele batia e foi um estardalhaço ele bateu ficou muito

irritado com aquilo derrubou mesas, derrubou livros e ficou como ele com um

comportamento inadequado e ele ficou muito irritado com isso "por que

não me avisaram". Então as pessoas terem essa sensibilidade de dizer olha

"ali na frente tem uma cadeira interrompendo" ou vai e tira a cadeira

ou avisa que tem um obstáculo naquele momento que está interrompendo o

trajeto daquela pessoa. Questões de sensibilidade que eu penso que hoje...

Sensibilidade coletiva não só para um segmento... Basta que você oriente não não

precisa pessoa bater num poste avisa "tem um poste ali na frente desvia". Tenha

esse movimento de auxiliar uma vez que pela deficiência visual ele vai né...

pode se machucar é aquilo é uma barreira. Então a gente tem como assim como a

gente elimina as barreiras, isso a gente chama de barreira

atitudinal que é a grande barreira do humano, então a gente quebra elimina algumas

barreiras pedagógicas, curriculares barreiras é... mas não essa atitudenal que

é você antecipar ,você facilitar a vida do outro.

Ok. No primeiro bloco, sobretudo a Evelise, comentou sobre algumas dessas... desses

recursos mais recentes, essas tecnologias assistivas. Vamos recuperar um pouquinho

isso, seria possível elencar nominar quais são assas principais tecnologias e quais

desafios elas ainda podem auxiliar, quais desafios esses recursos

tecnológicos podem a superar ou precisam ser superados? As tecnologias

assistivas são todo e qualquer produto ou serviço que possam eliminar ou

diminuir as barreiras que as pessoas com deficiência em geral encontram no seu dia-a-dia.

No caso da pessoa com deficiência visual,

a gente pode citar como as mais utilizadas e também as mais acessíveis,

até mesmo por questões financeiras né de acesso essas tecnologias,

a máquina braille que é utilizada muito utilizada pelas pessoas com cegueira

para a escrita né para desenvolvimento de suas atividades

acadêmicas né... durante o percurso escolar... a reglete que a punção e a

prancheta que também né é um meio mais acessível para a escrita do braille.

Temos também o soroban que é um muito parecido com a abaco que é utilizado para

cálculos né, as lupas, as lupas ópticas, as lupas eletrônicas que

a pessoa com baixa visão utiliza bastante, a bengala né que é o que os

cegos mais utilizam para se locomover, o serviço do cão guia né que é um

sonho de muitos cegos ter um cão guia ou mesmo serviço prestado por aquelas

pessoas que se dispõe a nos guiar e recentemente temos áudio-descrição que

é uma técnica utilizada para a descrição de imagens estáticas que

seriam figuras, paisagens ou mesmo gráficos né em livros, revistas e a

áudio-descrição em si que seria a descrição de imagens dinâmicas em

teatros, óperas, musicais, filmes também que essa é uma das mais

recentes tecnologias que para nós que temos deficiência visual está sendo

assim uma grande um grande auxílio né para acesso tanto à cultura, arte e ao

conhecimento em geral na academia. Certo, obrigado Evelise. Egleci, que outros pontos

é importante nos destacar-mos nessa relação cotidiana professor aluno?

Então esse cuidado eu digo sempre que retomando a fala anterior quando a gente

tiver sensibilidade não precisa mais discutir isso é eu acho que todos os

métodos e meios eles vão se adequando espontaneamente até dentro desse

processo, mas é preciso isso que a Evelise falou o professor vai trabalhar com

elementos visuais. Primeiro ele entender que a pessoa que

não tem uma formação psíquica intelectual realizada a partir da imagem

visual, ele faz por uma imagem tátil ele percorre outros caminhos,

eu preciso fazer uma adequação curricular também.

Além desses procedimentos de um professor se tem baixa visão com

antecedência providenciar todo o material, a pessoa com deficiência visual

ou toda pessoa com deficiência ela tem os mesmos direitos que todos os alunos.

Então a hora que o professor dá um texto para um... os demais alunos,

a pessoa cega ou com baixa visão ela tem direito a ter esse texto adaptado

ou em braile ou numa letra ampliada, se caso de baixa visão,

junto com os demais alunos, o que não acontece. Ainda hoje apesar de tantos

anos e já temos né uma trajetória de pessoas com deficiência visual na Unicentro

ainda existe essa reclamação e que não é por incapacidade por exemplo do PIA

que lida com isso e sim do professor estar encaminhando com antecedência o seu

material a ser trabalhado naquela turma para que se faça a adaptação na hora que

todos que o professor vai distribuir numa aula todos terem acesso àquele aquele

tipo de de produção. Então existem meios né

hoje também tem a nilia braille...é nilia braille né? Isso... que é um

super avanço na área, porém como a Evelise falou há pouco do cão guia que é o

sonho de todo... mas vai ver o valor que está, uma impressora braille uma

impressora comum hoje se paga 600 reais, mil reais, uma impressora braille

20 mil, 30 mil. Nilia braille você tem tempo real acesso à internet a tudo a todos

as informações, mas é um material que custa?

Hoje tá o preço de uma impressora braille né...

15 mil reais, 20, 30 mil reais, isso a mais simples.

Então é muito cara essas adaptações, assim com uma máquina braille tem a

máquina elétrica também né coisa que para nós fica só um sonho. Encarece

muito, demora muito a terem acesso a isso que minimizaria muito essa

grande barreira de informação que a pessoa deficiente tem e para os professores

facilitaria também porque seria a agilização de todo recurso

material que o professor precisa para para sua aula. Mas ainda contamos

então contudo todas essas dificuldades né que demora essas coisas a se tornarem

realidade. O que que o professor faz hoje então enquanto é o recurso pedagógico é isso?

Temos o PIA que dá toda a estrutura didático-pedagógica que o professor

precisa na questão de eliminação de barreiras materiais e o professor ter

esse cuidado de antecipar e quando, veja a dificuldade que é para um cego, um cego não

tem acesso ao cinema, você chega lá e o filme legendado.

Quer dizer, além de por que ele é cego ele não vai ter acesso àquele tipo de

produção? Não! Eu preciso de uma adaptação, vamos pensar nossos espaços como uma

exposição lá no nosso centro cultural ou no teatro uma amostra de dança,

o cego se não tem não tiver audiodescrição para ele acompanhar mais uma

vez ele é lesado. Então são muitas as práticas que excluem,

mas muitas eu acho que quando tivermos sensibilidade suficiente para estar adequando

a gente já vai estar tendo esse cuidado. Então é uma questão

atitudinal né que volta a ser na mesma a mesma questão do principio... é atitudinal

é você ter aquela postura de inclusão.

Meninas, obrigado pelas informações extremamente valiosas, detalhadas. Muito

obrigado pelos esclarecimentos técnicos e vocês gravaram também um segundo

material um segundo vídeo né incluído nessa websérie relativo a alguns desses

equipamentos, né? Vamos acompanhar aqui no vídeo.


Inclusão e Acessibilidade - Deficiência Visual Inclusion and Accessibility - Visual Impairment Инклюзия и доступность - нарушение зрения

Olá! Estamos de volta com a nossa websérie

Inclusão e Acessibilidade: essa causa também é sua!

Eu sou o Márcio Fernandes e a nossa produção é do Núcleo de Educação a

Distância da Unicentro com apoio importantíssimo na Proen

a Pró-reitoria de Ensino da Universidade e do Pia o Programa Inclusão de

Acessibilidade. O episódio de hoje é sobre deficiência

visual e eu tenho duas convidadas altamente

capacitadas e entendedoras deste tema, Evelise Vasco agente universitária na

nossa universidade e Egleci Lipman professora do Departamento de Arte, mas

conhecida por toda a comunidade como "guega". Tudo bem meninas? Tudo bem Márcio...

Que bom! Me contem, profissionalmente quem são e

Evelise Vasco e Egleci Lipman? Eu sou a professora Egleci, como você já mesmo disse,

eu sou do Departamento de Arte, sou formada em Pedagogia pela Unicentro,

também formada em Arte pela Faculdade de Artes do Paraná.

Estudei fiz um curso chamado Estudos Adicionais pelo Instituto de Educação do

Paraná na área de deficiência visual e concomitante às minhas atividades da

Unicentro sempre desenvolvi um trabalho também na rede estadual de ensino com... na

área da deficiência visual por 31 anos. Muito bem, uma vida. Uma vida...

Evelise e você? Eu sou Evelise, sou formada em Química aqui pela Universidade, pela Unicentro.

Sou especialista em atendimento

educacional especializado e trabalho como agente universitária na Unicentro

desde 2010 no programa de Inclusão e Acessibilidade e a partir de 2017 como

coordenadora do programa. Do Pia, né? Isso. Muito bem. Eu pergunto para vocês

inicialmente, qual seria um conceito adequado de deficiência visual?

Então, deficiência visual são... o deficiente visual é aquela pessoa com baixa

visão ou com cegueira. A cegueira é a perda total da visão em ambos os olhos

que obriga a pessoa a utilizar-se de uma bengala longa para se locomover e do

sistema braille para a escrita e leitura que em conjunto com outras tecnologias

permite à pessoa com cegueira participar ativamente e autonomamente

da vida em sociedade. É nesse mesmo entendimento que é a

questão legal né a cegueira total e tem os com baixa visão que é aquelas

pessoas que têm uma perda da acuidade visual do campo visual, pessoas que têm

não enxergavam nitidamente enxergam com o auxílio de lupas, com alteração de

caracteres, precisa de um... de um aparato técnico para para elas e se orientar no

espaço, então são as pessoas com baixa visão. Ok.

Em relação ao Pia Evelise, você começou se apresentando né mencionando o

programa da universidade mantém, como é que é o dia-a-dia do Pia, quem compõe a

equipe e, aproveitando emendando, se alguma pessoa que não está dentro da

comunidade da Unicentro quiser pleitear, por exemplo, uma vaga no vestibular, Egleci?

Quiser prestar um professor, um docente ou um agente técnico queira fazer um

teste seletivo ou um concurso. Como é que eles podem previamente ao processo seletivo

buscar apoio da Universidade? O Programa de Inclusão e Acessibilidade é um

programa de extensão permanente que hoje está vinculado à coordenadoria de apoio

estudante, que tem como objetivo diminuir ou eliminar barreiras

atitudinais, arquitetônicas, metodológicas, comunicacionais, que pessoas com

necessidades especiais né pessoas com deficiência, com transtornos e

dificuldades de aprendizagem entre outras necessidades, possam encontrar

dentro da Universidade em suas atividades acadêmicas ou

profissionais. Basta né Evelise que a pessoa se identifique junto ao

PIA. Então, por exemplo, se a pessoa tiver algum tipo de deficiência

ou exigir algum tipo de adaptação, material para qualquer concurso

o primeiro passo é se identificar para que sejam tomadas as medidas

cabíveis é para suprir essa necessidade que ela venha a ter naquele concurso,

naquele vestibular, enfim, acho que é isso né Evelise?

Na prática a pessoa pode fazer um requerimento junto a algum dos protocolos

da Universidade, munido de seus documentos pessoais, um

laudo atestando a deficiência e solicitar qual apoio ela necessita para

fazer o vestibular, o PAC ou mesmo um teste seletivo ou um concurso público que

esteja com edital aberto. Ok. Enquanto a gente acompanha aqui na nossa tela o endereço do PIA

eu pergunto para vocês, vocês lembram de algum caso, de algum auxílio que o PIA

ou que vocês tenham prestado a partir do conhecimento de vocês que tenha sido

assim especial para vocês, uma situação bem sucedida né de alguém que

está dentro da comunidade Unicentro hoje e que em algum momento procurou auxílio?

Eu acho que acadêmicos de uma forma geral né,

professores, porque uma uma questão é... do deficiente né essa adaptação e

também existe adaptação metodológica, didático-pedagógica e que o professor

no seu currículo de formação na sua área ele não recebeu essa formação e às

vezes quando ele encontra um aluno cego, um aluno surdo, um aluno com algum tipo de

transtorno ou distúrbio esse professor não sabe dos procedimentos. Então, eu

participei do PIA na sua criação,

então naquele momento era muito mais hoje até essas questões da inclusão são

muito comuns né a gente sabe que existe um serviço

para isso de atendimento e tal, na época não. Então uma coisa assim uma

experiência que eu tive na Unicentro quando entraram os primeiros cegos

a gente não tinha, por exemplo, a adaptação de audiodescrição, não existia

ainda impressora braille, não existia ainda como adaptar todo esse material em

braile. Nos montávamos na Unicentro grupo de ledores, então era todos aqueles

acadêmicos ou professores nos seus horários de atendimentos ou acadêmicos

que dispunham de um horário para fazer leitura e a gente gravava essas leituras

dos conteúdos das matérias para disponibilizar para as pessoas cega, e foi

com isso que os primeiros cegos acadêmicos cegos dentro da Unicentro

conseguiram dinamizar sua permanência na Unicentro naquele momento

onde a gente recursos não tínhamos né quase que nenhum porque era início de

tudo. O que me ocorre assim é isso, não sei Evelise se você tem pontualmente mais

alguma coisa mais próxima? Gostaria de ressaltar os avanços

que nós tivermos desde a criação do programa, a Egleci comentou que

quando criado não se tinha praticamente nenhuma tecnologia para o

desenvolvimento de material didático, hoje nós temos impressora braille nos

três campi da universidade para a produção de material em braile,

temos também um software OCR que é reconhecimento... para reconhecimento

de caracteres que facilita muito nosso trabalho né.

Com ele a gente digitaliza os materiais, faz a correção e envia para os alunos

por e mail quando o aluno solicita né em formato digital acessível ou em com

carácter ampliado, isso deixa o nosso trabalho muito mais ágil.

No início lá em 2010 quando eu comecei a trabalhar no programa, nós digitávamos

livros hoje com esse software a gente ganha muito tempo na produção desse

material tanto no braille quanto no formato ampliado, quanto no digital acessível.

Muito bem, muito obrigado por enquanto. Vocês gravaram algumas demonstrações né

alguns encaminhamentos de como guiar uma pessoa cega, vamos acompanhar no vídeo agora.

Oi, eu sou a professora da Egleci, tudo bem? Tudo bem, e você? Está precisando de ajuda?

Sim! O que você precisa? Eu gostaria de ir até a biblioteca. A tá, então vamos que vou te guiar.

Muito importante ao encontrar uma pessoa com deficiência visual é primeiro é isso é

pedir, é perguntar o que a pessoa precisa. Segunda não sou eu que vou guiar que

pego na pessoa logicamente eu sou a condutora, então você toca no braço da

pessoa e ela vai ser guiada na pelo teu pelo teu corpo você vai na frente e a

pessoa vai atrás. Se nesse trajeto eu tiver uma passagem

estreita digamos eu precisar passar por uma porta ou a passagem for estreita eu

coloco minha mão para trás ela entende que tem que ficar atrás de

mim para nós duas podermos passar. Ao também descer uma escada ou subir um

degrau, ela vai entender pelo meu movimento no meu corpo que eu estou subindo

ou estou descendo porque ela está atrás de mim, então ela vai saber se... o que o trajeto

precisa ser feito né o movimento que precisa ser feito.

Estamos de volta com o episódio de hoje tratando sobre deficiência visual.

Comigo é Evelise Vasco agente universitária da nossa instituição e a

professora Egleci Lipman. Pergunto para vocês meninas, que

recomendações nós poderíamos passar para as pessoas no contato com uma pessoa

cega? A primeira recomendação é que a pessoa

se apresente né que seu nome se identifique e em seguida pergunta se ela

precisa de algum auxílio, como? Tocando no seu ombro. No ombro? No ombro isso...

caso ela aceite essa ajuda e oferecendo o braço para que ela possa ser então guiada.

Importante assim sempre ao se aproximar uma pessoa cega você se

identificar, assim como eu te olho nesse te olhar

eu estou te tocando, para o cego ou você toca ou você diz "oi é o Márcio que estou

chegando". Outra coisa bem importante é de uma questão

até para professores, quando você tem um aluno e se o aluno tem baixa visão, o professor

cuida de deixar aquele aluno onde tem muita claridade, às vezes há a baixa

visão dele é decorrente disso, ele não pode ter claridade

ele tem que ficar no escuro. Então é importante essa identificação, o que você

tem? E ter alguma orientação para isso... você precisa de maior luminosidade ou menos?

Outra coisa muito importante, as pessoas nesse meu contato com pessoas cegas é

muito comum se eu estou aqui com a Evelise você chega e pergunta para mim "ela quer sentar"

ela é deficiência visual ela não é auditiva, fala diretamente com a pessoa

cega né. Não tem que ter um intermediário que

perguntar para quem está do lado, então é bem importante esse contato direto e o

que é mais importante não precisa gritar.

Então vai falar com a cego fala muito alto como se ele tivesse algum tipo de

deficiência auditiva né, então é uma questão de sensibilidade de ver

que a pessoa não enxerga e todos os outros sentidos são normais e você

absolutamente como você trata todo mundo vai tratar alguém cego. E como a Evelise falou

o mais importante é perguntar o que ela precisa.

Não raro também a gente vê a pessoa se dispondo a ajudar e a pessoa empurra a

pessoa né a pessoa com deficiência ou ela determinou que a pessoa está

precisando, como se ela entra no ambiente já corro trazer uma cadeira, mas ela quer sentar?

Eu perguntei se ela precisa disso? Então acho que é mais ou menos por aí né

Evelise? Sim, o ideal é que deixem a pessoa à vontade para ela decidir de que

forma será a comunicação a integração com...em sala de aula num espaço

coletivo né ela vai saber dizer se ela prefere

sentar, se ela prefere ficar em pé, se no caso da pessoa com baixa visão é

melhor ficar na claridade ou num espaço mais sombreado né. Porque cada caso é um

caso, não existe uma receitinha pronta. E cuidado muito com a orientação, precisa

orientar é óbvio a pessoa não enxerga. Nós tivemos casos dentro da Unicentro de

um acadêmico que ele fazia sempre o mesmo trajeto,

num dado momento fez-se teve um evento na Unicentro e as livrarias colocaram mesas,

mas ninguém avisou o cego que tinha mesa interrompendo a sua passagem e as

pessoas ficavam olhando e não não cuidavam de auxiliá-lo na hora que

ele se dirigia para algum lugar que a gente dizia que ia bater,

ao invés de avisar ele batia e foi um estardalhaço ele bateu ficou muito

irritado com aquilo derrubou mesas, derrubou livros e ficou como ele com um

comportamento inadequado e ele ficou muito irritado com isso "por que

não me avisaram". Então as pessoas terem essa sensibilidade de dizer olha

"ali na frente tem uma cadeira interrompendo" ou vai e tira a cadeira

ou avisa que tem um obstáculo naquele momento que está interrompendo o

trajeto daquela pessoa. Questões de sensibilidade que eu penso que hoje...

Sensibilidade coletiva não só para um segmento... Basta que você oriente não não

precisa pessoa bater num poste avisa "tem um poste ali na frente desvia". Tenha

esse movimento de auxiliar uma vez que pela deficiência visual ele vai né...

pode se machucar é aquilo é uma barreira. Então a gente tem como assim como a

gente elimina as barreiras, isso a gente chama de barreira

atitudinal que é a grande barreira do humano, então a gente quebra elimina algumas

barreiras pedagógicas, curriculares barreiras é... mas não essa atitudenal que

é você antecipar ,você facilitar a vida do outro.

Ok. No primeiro bloco, sobretudo a Evelise, comentou sobre algumas dessas... desses

recursos mais recentes, essas tecnologias assistivas. Vamos recuperar um pouquinho

isso, seria possível elencar nominar quais são assas principais tecnologias e quais

desafios elas ainda podem auxiliar, quais desafios esses recursos

tecnológicos podem a superar ou precisam ser superados? As tecnologias

assistivas são todo e qualquer produto ou serviço que possam eliminar ou

diminuir as barreiras que as pessoas com deficiência em geral encontram no seu dia-a-dia.

No caso da pessoa com deficiência visual,

a gente pode citar como as mais utilizadas e também as mais acessíveis,

até mesmo por questões financeiras né de acesso essas tecnologias,

a máquina braille que é utilizada muito utilizada pelas pessoas com cegueira

para a escrita né para desenvolvimento de suas atividades

acadêmicas né... durante o percurso escolar... a reglete que a punção e a

prancheta que também né é um meio mais acessível para a escrita do braille.

Temos também o soroban que é um muito parecido com a abaco que é utilizado para

cálculos né, as lupas, as lupas ópticas, as lupas eletrônicas que

a pessoa com baixa visão utiliza bastante, a bengala né que é o que os

cegos mais utilizam para se locomover, o serviço do cão guia né que é um

sonho de muitos cegos ter um cão guia ou mesmo serviço prestado por aquelas

pessoas que se dispõe a nos guiar e recentemente temos áudio-descrição que

é uma técnica utilizada para a descrição de imagens estáticas que

seriam figuras, paisagens ou mesmo gráficos né em livros, revistas e a

áudio-descrição em si que seria a descrição de imagens dinâmicas em

teatros, óperas, musicais, filmes também que essa é uma das mais

recentes tecnologias que para nós que temos deficiência visual está sendo

assim uma grande um grande auxílio né para acesso tanto à cultura, arte e ao

conhecimento em geral na academia. Certo, obrigado Evelise. Egleci, que outros pontos

é importante nos destacar-mos nessa relação cotidiana professor aluno?

Então esse cuidado eu digo sempre que retomando a fala anterior quando a gente

tiver sensibilidade não precisa mais discutir isso é eu acho que todos os

métodos e meios eles vão se adequando espontaneamente até dentro desse

processo, mas é preciso isso que a Evelise falou o professor vai trabalhar com

elementos visuais. Primeiro ele entender que a pessoa que

não tem uma formação psíquica intelectual realizada a partir da imagem

visual, ele faz por uma imagem tátil ele percorre outros caminhos,

eu preciso fazer uma adequação curricular também.

Além desses procedimentos de um professor se tem baixa visão com

antecedência providenciar todo o material, a pessoa com deficiência visual

ou toda pessoa com deficiência ela tem os mesmos direitos que todos os alunos.

Então a hora que o professor dá um texto para um... os demais alunos,

a pessoa cega ou com baixa visão ela tem direito a ter esse texto adaptado

ou em braile ou numa letra ampliada, se caso de baixa visão,

junto com os demais alunos, o que não acontece. Ainda hoje apesar de tantos

anos e já temos né uma trajetória de pessoas com deficiência visual na Unicentro

ainda existe essa reclamação e que não é por incapacidade por exemplo do PIA

que lida com isso e sim do professor estar encaminhando com antecedência o seu

material a ser trabalhado naquela turma para que se faça a adaptação na hora que

todos que o professor vai distribuir numa aula todos terem acesso àquele aquele

tipo de de produção. Então existem meios né

hoje também tem a nilia braille...é nilia braille né? Isso... que é um

super avanço na área, porém como a Evelise falou há pouco do cão guia que é o

sonho de todo... mas vai ver o valor que está, uma impressora braille uma

impressora comum hoje se paga 600 reais, mil reais, uma impressora braille

20 mil, 30 mil. Nilia braille você tem tempo real acesso à internet a tudo a todos

as informações, mas é um material que custa?

Hoje tá o preço de uma impressora braille né...

15 mil reais, 20, 30 mil reais, isso a mais simples.

Então é muito cara essas adaptações, assim com uma máquina braille tem a

máquina elétrica também né coisa que para nós fica só um sonho. Encarece

muito, demora muito a terem acesso a isso que minimizaria muito essa

grande barreira de informação que a pessoa deficiente tem e para os professores

facilitaria também porque seria a agilização de todo recurso

material que o professor precisa para para sua aula. Mas ainda contamos

então contudo todas essas dificuldades né que demora essas coisas a se tornarem

realidade. O que que o professor faz hoje então enquanto é o recurso pedagógico é isso?

Temos o PIA que dá toda a estrutura didático-pedagógica que o professor

precisa na questão de eliminação de barreiras materiais e o professor ter

esse cuidado de antecipar e quando, veja a dificuldade que é para um cego, um cego não

tem acesso ao cinema, você chega lá e o filme legendado.

Quer dizer, além de por que ele é cego ele não vai ter acesso àquele tipo de

produção? Não! Eu preciso de uma adaptação, vamos pensar nossos espaços como uma

exposição lá no nosso centro cultural ou no teatro uma amostra de dança,

o cego se não tem não tiver audiodescrição para ele acompanhar mais uma

vez ele é lesado. Então são muitas as práticas que excluem,

mas muitas eu acho que quando tivermos sensibilidade suficiente para estar adequando

a gente já vai estar tendo esse cuidado. Então é uma questão

atitudinal né que volta a ser na mesma a mesma questão do principio... é atitudinal

é você ter aquela postura de inclusão.

Meninas, obrigado pelas informações extremamente valiosas, detalhadas. Muito

obrigado pelos esclarecimentos técnicos e vocês gravaram também um segundo

material um segundo vídeo né incluído nessa websérie relativo a alguns desses

equipamentos, né? Vamos acompanhar aqui no vídeo.